a funky experience

i want to
i want to be someone else or i'll explode
floating upon the surface for
the birds, the birds, the birds

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

 
Farewell, blogspot; olá, casa nova

Geralmente eu só faço as coisas quando é necessário, quase nunca estou com pendências simples do dia-a-dia de blogueiro adiantadas. Tô devendo mil e um textos por aí, e isso é só uma das coisas...

Daí quando eu percebi que o meu layout aqui do A Funky Experience estava todo bizarro, faltando imagens e tudo o mais... decidi que era hora de simplesmente migrar pra outro serviço [agora que me entendi com o WordPress...] a tentar outro layout configurável ao meu gosto, perder tempo com ele... Todos os posts feitos aqui estão por lá, mas infelizmente não pude exportar os comentários. Nada pode ser perfeito, embora ainda os tenha arquivados lá no Haloscan...

Tudo isso é pra dizer que aqui finda e lá começa: "novo" A Funky Experience. Nos vemos lá.

Domingo, 31 de Agosto de 2008

 
Fatos, fotos [?] e músicas

Drops necessários aproveitando um fim tranqüilo de dia:

- Como eu quase não tenho o que fazer, gosto de comer e sempre como fora de casa, pensei: por que blogar, por que não blogar, por que blogar, por que não blogar...... BLOGUEI! Nasceu mais um blog, dessa vez no mundo do .com.br. O Almoço do Dia reúne dicas de lugares para almoçar. Tem gente escrevendo em Sampa e no Rio. Mais convites para outras regiões devem acontecer logo.

- Estou com 77kg, de acordo com a última pesagem, feita no sábado. E estava de casaco, logo deve ser um pouco menos.

- Também neste fim de semana resgatei do fundo do iPod as antigas mp3 da nelson theresa cafe. De quando em vez eu faço isso, na tentativa de manter as linhas de baixo frescas na cabeça. Dessa vez, no entanto, demorei demais. A maioria das músicas eu já esqueci como toca, mas continuo achando Astromuse e Recados duas músicas fantásticas, embora uma seja bem Sonic Youth e a outra bastante Explosions in the Sky. Mas quem se importa? Não tem razão para esconder: marejei os olhos d'água ouvindo essas canções de novo. Foi uma das melhores coisas que eu já fiz na minha vida. Nunca vou esquecer de Recados com letra improvisada [como era feito nos shows] e dedicada para mim no show do EREA e nem do último show, feito no Boemia, em que eu cheguei bêbado e atrasado. Simplesmente fantástico. A banda continua, agora como um duo de downtempo. Para sacar o som novo, clique aqui.











- Não tenho dormido mais do que 5h por noite desde... não sei quando. Minha memória foi pro saco. Meu bom humor ainda não.

- Li meu segundo livro do Philip Roth, o “O Animal Agonizante” [o primeiro que eu li foi o "O Homem Comum"] e cada vez mais sigo convencido de que sou jornalista mesmo, ok, escrever literatura é para poucos.

- Desde que comecei a trabalhar no Yahoo! Posts de forma efetiva, diminuí substancialmente o uso de IMs em geral. Daí nem fico surpreso com a mudança de tratamento que aconteceu com certos contatos. No entanto os laços eternos não mudam nunca. Acho pouco bom.

- Estou cada dia mais abobalhado com crianças e bebês. Preciso ver minha sobrinha Eva, a criança mais linda do mundo, o quanto antes.

- Próximo ano quero passar minhas férias no México. Um mês de mochilão. Vamo aí?

Sábado, 9 de Agosto de 2008

 
I will sing a lullaby

3 Na Massa - Pecadora

Eu não consigo me controlar
Tenho um demônio na carne, no corpo
Sonho acordada na escuridão da minha cela,
Utilizo os dedos pra provocar sensações proibidas
Eu não sei explicar como isso acontece,
eu sinto um formigamento percorrer o meu corpo,
e algo se desprende, e caminha em direção a você.



Pecadora - 3 na Massa


Mais uma vez sonhei com você. Não como da outra, em que a gente conversava e de repente você se afastava ao menor esboço de aproximação da minha parte. Não foi num bar, numa calçada ou num café perdido no tempo e nas ruas.

Era a casa de alguém próximo a mim, mas muito distante de você. Sonhei, e eu afirmava e dizia sorrindo que ia embora, ia embora de onde eu estava, de volta para os meus, os dos outros, o de sempre.

Sonhei que você aparecia na companhia dele, como se quisesse me forçar a ver que tudo ia bem. E bem que ia, não há razão para mentir. Mas com você lá e ele ali, alguma coisa daria muito errado.

Assim como eu desejei no dia que você recusou todos os meus convites, havia música e dança, além do melhor lubrificante social já inventado.

[essa parte pode ter sido inventada ou não]
Enquanto você não tirava os olhos das marcas nas paredes, ele observava os movimentos precisos dos pares de coxas femininas pelo cômodo, acompanhando a dança com interesse peculiar e libidinoso.

Você olhava as paredes, ele, as coxas, e eu, eu apenas observava você: na gentileza dos seus gestos esboçando um toque na massa que fazia papel de tinta, na precisão do teu traço, no entreabrir da tua boca, forçando a separação lenta e seca dos lábios, logo devidamente umedecidos com a tua língua cruel.
[/essa parte pode ter sido inventada ou não]

De lá te puxei para fora do lugar da dança, da música e da bebida e te pus nos braços, como não havia feito em nenhum outro momento. E assim, nos meus braços e sem explicações maiores, derramei em ti um pouco da saudade que minha boca sentia da tua. Um beijo demorado e suave, causador dum comentário perverso e animado de um dos meus, que passou.

Te pus no chão, cuidando para te pousar de leve. Então, defronte a mim, mais um beijo - no qual sorvi de volta a saudade que minha boca sentia da tua, mas que não te despertava emoção - um olhar, um suspiro e afinal a coragem para a pergunta.

- Por que você faz isso, _________?
- Porque eu sou assim.

.....

Acordei incomodado, como você me deixava. Um incômodo travestido de curiosidade: que raios de força é essa que não se acaba?

Foi então que eu levantei da cama, tomei meu banho, me vesti e saí para mais um dia de trabalho.

Sexta-feira, 18 de Julho de 2008

 
Poema da infãncia

Quem és tu, pobre vivente
Que vagas triste e sozinho,
Que tens os raios da estrela,
E as asas do passarinho?


E durante muito tempo, em certas épocas do ano, eu fiquei recitando isso a esmo. Por anos e anos a fio.

[UPDATE] Como me lembrou nos comentários o Adriano Lobão Aragão, faltou dizer que o poema é do autor carioca Fagundes Varela. O poema completo está aqui.

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

 
s/t zeroum

[quanto ao seu email de ontem, eu resolvi aceitá-lo como um daqueles dos meus, em que a gente lê mas não diz nada, só mantém ainda mais a certeza que tem alguém em que pode confiar. te amo]


sinto exatamente a mesma coisa. também te amo.

Quarta-feira, 16 de Julho de 2008

 
Dentro do processo

Saiu minha primeira resenha lá no Amálgama. Uma coisa que já me incomodava tinha muitos dias era o último disco do Chico, que eu não ouvia há ano. Resgatei-o da discografia, me encantei perdidamente e escrevi sobre ele.




Sabidos que somos, este texto vai para o Calo na Orelha em breve, pra não deixar a peteca cair em nenhum lado. A próxima resenha é do Momofuku, do Elvis Costello [exclusiva para o CnO], e na sequência: disco novo do The Walkmen.

Acho que é isso.



Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

 
Das voltas e voltas que tudo dá

Tudo [e um pouco além de tudo, coisas que a gente nem imagina e outras que a gente torce sempre] faz voltas e tem ciclos.

No meu caso, um começa agora, outros apenas retomam a força antiga.

Assim, venho avisar que o Calo na Orelha está de volta, com resenha finalmente parida depois de um mês de gestação em meio a muito trabalho, preguiça [sim, enorme!] e procrastinação da melhor qualidade. O bom amigo Jader Pires se mandou para a Argentina curtir férias, então o retorno fica por minha conta.

Junto com os ciclos, um que nunca arrefece é o do Dois Dedos na Garganta. Temos ainda a foto da querida Ju Alves, mas em breve aparece um bom texto do André Gonçalves pra levar a coisa adiante.

Nos dias inspirados, vou escrevendo um novo conto que brotou no meio de uma viagem de metrô para o trabalho. Simples e imprevisível, como a boa piada.

E por último, mas não menos importante, estréio em breve uma coluna de música no blog/site coletivo Amálgama.




Coletivo por que tem um monte de gente bacana, mas a idéia e o convite foram do Daniel Lopes. Não deixem de conferir as diversas seções presentes por lá. Bom conteúdo escrito [se a modéstia me permite] por gente que manda bem no riscado.

Segunda-feira, 7 de Julho de 2008

 
A saga


Radiohead - Nude (unofficial) from Stefan Ringelschwandtner on Vimeo.





Quantos vídeos, versões, experimentações e coisas teremos com Nude? =]

Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

 
Máquinas podem amar




Big Ideas [don't get any]
from James Houston on Vimeo.


E qualquer coisa que elas queiram, inclusive cantar, tocar guitarra, baixo, bateria.

Esse vídeo é o trabalho de conclusão de curso de James Houston, da Glasgow School of Art, e idealizado a priori para participar do concurso de remixes de Nude, do Radiohead, mas que não entrou na disputa por que o cara perdeu o prazo de inscrição.

Para compor os sons que estão no vídeo, James Houston usou um Sinclair ZX Spectrum [guitarras], uma Epson LX-81 Dot Matrix Printer [bateria], um HP Scanjet 3c [baixo] e o arranhar de discos rígidos para as vozes e efeitos sonoros.

A idéia, para onde quer que ela fosse levada, é absolutamente fantástica.

Terça-feira, 24 de Junho de 2008

 
Bandini lifestyle

"Uma noite, eu estava na cama do meu quarto de hotel, em Bunker Hill, bem no meio de Los Angeles. Era uma noite importante na minha vida, por que eu precisava tomar um decisão quanto ao hotel. Ou eu pagava ou eu saía: era o que dizia o bilhete, o bilhete que a senhoria havia colocado debaixo da minha porta. Um grande problema, que merecia atenção aguda. Eu o resolvi apagando a luz e indo para a cama"

[John Fante - Pergunte ao Pó]

É inerente à minha pessoa a incapacidade de me preocupar com as coisas ao ponto de perder o sono. Eu interpreto isso como um dom. Desde a época da escola, quando eu tinha provas filhasdaputa das quais dependiam minhas férias, passando pelas crises em namoros [a não ser quando envolviam certos períodos do mês, que aí é já é demais...], responsabilidades do estágio, até chegar aos prazos do projeto de conclusão de curso e da especialização... quase nada tem a capacidade de me roubar aquelas 3, 4, 5, 6, 7, 8 horas de sono.

Claro que às vezes eu me forço a ficar acordado para resolver pendências, mas insônia ligada a preocupações é o tipo de fantasma que não me ronda.

Cheguei a pensar nisso como insensiblidade, desrespeito, sei lá. Falta de tato, até. Mas como já dito, hoje interpreto isso como um dom. Ao que parece, o sono é a coisa mais simples de ser perdida, e quase nunca reencontrada.

O meu permanece aqui. Vence problemas de verdade e até aqueles que a gente inventa pra achar que tem alguma coisa errada.

Então, com sua licença, assim como meu amigo Arturo, vou aqui apagar a luz e respeitar meu sacrossanto dom.

A senhoria que se foda.

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

 
E o dia amanheceu em paz

"Não, Arturo, nunca houve um mar. Você sonha e deseja, mas atravessa a terra desolada. Nunca verá o mar de novo. Era um mito em que certa vez acreditou. Mas tenho de sorrir, porque o sal do mar está no meu sangue e podem existir dez mil estradas sobre a terra, mas nunca irão me confundir, pois o sangue do meu coração sempre voltará para a bela fonte."

[John Fante - Pergunte ao Pó]

A maldição, bendita maldição, continua.

Domingo, 15 de Junho de 2008

 
I put a spell on you

Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu
Mas fico com o disco do Pixinguinha, sim!
O resto é seu

Trocando em miúdos, pode guardar
As sobras de tudo que chamam lar
As sombras de tudo que fomos nós
As marcas de amor nos nossos lençóis
As nossas melhores lembranças

Aquela esperança de tudo se ajeitar
Pode esquecer
Aquela aliança, você pode empenhar
Ou derreter

Mas devo dizer que não vou lhe dar
O enorme prazer de me ver chorar
Nem vou lhe cobrar pelo seu estrago
Meu peito tão dilacerado

Aliás
Aceite uma ajuda do seu futuro amor
Pro aluguel
Devolva o Neruda que você me tomou
E nunca leu

Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde.




 
Verdade

Você é uma das poucas pessoas sem definição no meu msn. E provavelmente vai continuar assim.

Intrigante...

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008

 
Muse no Brasil

Saíram finalmente as datas oficiais dos shows do Muse no Brasil, depois de muito boato e especulação.

RJ - 30/07
SP - 31/07
DF - 02/08




Não é preciso dizer muita coisa, e não consigo dizer muita coisa.

Escrever essas poucas linhas está sendo um esforço infinito. A sensação que eu tenho é de descontrole eminente: não penso em outra coisa, comer foi uma dificuldade, o peito está pesado, tudo ao meu redor parece insignificante. Mas só vou deixar para perder a noção completamente durante o show, por que eu já quase destruo a minha casa quando vejo o Hullabaloo, então assisti-los ao vivo vai ser ... ... .

A casa, como sempre, está aberta aos incautos visitantes. Vai ser o show da minha vida. Espero que seja o da vida de vocês também...

Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

 
Sem alma cruel cretino descarado filho da mãe

"'Tenho 30 anos', falei. 'Estou velho demais para mentir para mim mesmo e chamar isso de honra'."

[F. Scott Fitzgerald - O Grande Gatsby]

Segunda-feira, 9 de Junho de 2008

 
You put a spell on me

"É rara a exibição de auto-suficiência que não provoque um cumprimento aturdido da minha parte."

[F. Scott Fitzgerald - O Grande Gatsby]

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

 
Eis o que surge duma canção de bossa

Quando ela chegou na minha casa e eu fiquei sabendo que ia ter que conviver com aquela criatura do nariz mais feio de todos os bebês do mundo, que ela ficaria com meu berço, e dividiria o quarto com ela, a única coisa que me pareceu apropriada foi me munir com um cabo de vassoura e enfrentar o inimigo.




Ainda bem [claro!] que minha mãe conseguiu impedir o infanticídio, mesmo que isso não impedisse diversos quebra-paus durante toda a infância, e hoje eu moro fora e ela cuida das coisas dela, leva o carro pra oficina, e conversa comigo e eu dou conselho pra ela e ela fala que não gosta das moças que entram e saem da minha vida [mentira!] e a gente se trata como amigos, antes até que como irmãos, falando palavrão um pro outro e dividindo piadas internas e colchão de pousada.

Enfim, depois de 22 anos de brigas constantes e desentendimentos eternos pelas mais diversas e bizarras razões, que bom sentir verdadeiramente e sem nenhum problema em admitir em público que te amo sim e que ainda tem muita coisa pra acontecer.

Sábado, 31 de Maio de 2008

 
Sweet dreams are made of...?

Cerveja, muita cerveja, várias vezes eles, luckies, fotos, grama, umas árvores pra dar sobra, uma coberta pra fechar do frio, vodca, muita vodca, suco de maracujá, laranja, morango e um pouco de kiwi picado.

Uma panelada da Paixão, macarronada da minha mãe, um pouco de doce de casca de limão da minha avó, um licor de umbu de Pedro II, uma dose gelada de mangueira com cajuína, várias vezes eles, várias vezes eles, um pouco de Strokes e Walkmen, um jazz com a Billie... E quando a cachaça batesse, Oasis pra levantar a bola, um pouco de Jimi Hendrix pra esquentar e Led Zepellin pra acabar com tudo.

Levantar e correr um pouco, brincar de alguma coisa patética e infantil, mas sempre divertida, rir um pouco, tirar umas fotos, tomar uma água, conversar sobre coisas aleatórias as usual, um beijo roubado e outros desejosos de outros desejados, um silêncio demorado, ver o pôr-do-sol, ou fechar o olho mais um pouco, num abraço pra rebater o frio que a coberta não garante.

E à noite, um banho quente, uma roupa confortável e um bom show de rock n' roll, para tomar cerveja na beira do palco. Berrar pedindo pela música preferida, gritar pra ser escutado, arrotar disfarçando pra não ser chamado de mal-educado, puxar alguém no canto e confessar algum segredo engraçado, contar umas piadas, e ir embora quando o dia já fosse outro, o sol já fosse outro e as coisas fossem de novo as mesmas.

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

 
Como em julho de 96

Hoje São Bernardo amanheceu ensolarada, preguiçosa e com um vento que batia na porta da varandinha aqui do apê desde cedo. Com compromissos pra resolver, bermuda, camiseta e havaiana de pedreiro, botar o pé na rua foi um movimento sóbrio e tranquilo. Tem um bom tempo que nostalgia nenhuma me abate. Claro, há saudade de certas coisas, alguns momentos, mas essas vêm mais à noite, naqueles segundos que duram uma noite inteira de sono, como é natural...

Mas como aconteceu no julho de 96, nas férias de julho de 96, andar pelas ruas de SBC e ver as copas das árvores balançando e o vento desalinhando o cabelo das pessoas me fez calcular qual o local mais indicado para soltar uma pipa, onde eu poderia arranjar um bom pedaço de bambu, se a venda da esquina teria linha .10 e seda e como eu poderia fazer uma boa rabiola, se com seda ou se com saco de supermercado. Pensei rápido se eu ainda saberia fazer os "besouros" que meu pai me ensinou naquelas férias, a coisa mais simples do mundo mas que eu não faço tem uns 10 anos.

Eu me toco que não é nostalgia, lembrança do meu tempo de criança, vontade de voltar à infância nem nada disso. São só lembranças boas, daquelas que fazem você sorrir do nada e dar 'bom dia' pras senhoras que voltam da feira caminhando. Faz parte do mesmo grupo de recordações o tempo que eu ia para o centro de Teresina rodar de banca em banca lendo as revistas aos pedaços, ver as pessoas nas praças, comer pastel com caldo de cana... Essas coisas pequenas...

Será se a Eva gosta de pipa?

Terça-feira, 27 de Maio de 2008

 
Houston?

"How I always memorize
every single misery
and I seem to glorify
everything inside of me"

[The Cardigans - Never Recover]

Terça-feira, 20 de Maio de 2008

 
Sol

Everybody sees me
But it's not that easy
Standing in the light field
Waiting for some action


Sábado, 17 de Maio de 2008

 
Assim é

"Passing through, passing through
Sometimes happy, sometimes blue
[...]
Tell the people that you saw me passing through"

[Leonard Cohen - Passing Through]

Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

 
Decisão

"Essa foi a melhor coisa que já fizeram pra mim, sabia?"

Que bom...

Sexta-feira, 9 de Maio de 2008

 
All things must pass?

- Então é isso, George? "All things must pass" mesmo?
- É, Jansen, é por aí, cara...
- Tem certeza?
- Tenho, velho... "All things must pass away..."
- Você se importa se eu não acatar o seu conselho assim de cara?
- Claro que não, velho. My sweet lord be with you. "Some things take so long, but how do I explain?"
- Só se sabe fazendo, né?
- A idéia é essa, cara, a idéia é essa...

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

 
Tender is the Night

"Indeed, he had made a quick study of the whole affair, simplifying it always until it bore a faint resemblance to one of his own parties."

[F. Scott Fitzgerald - Tender is the Night]

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

 
Fogo Morto

      "A alma de Joaquina, na noite de lua, se embalava naquele pranto que queria tocar o coração de Deus. D. Amélia fechou a porta da cozinha. Dentro de sua casa havia uma coisa pior do que a morte. Não havia vozes que amansassem as dores que andavam no coração do seu povo. Viu a réstia que vinha do quarto dos santos, da luz mortiça da lâmpada de azeite. Caiu nos pés de Deus, com o corpo mais doído que o de Lula, com a alma mais pesada que a de Neném.
      Acabara-se o Santa Fé".

[José Lins do Rego - Fogo Morto]

Segunda-feira, 5 de Maio de 2008

 
Fora de foco

"And this loneliness won't leave me alone
It's such a drag to be on your own"

[Jimmy Cliff]

 
Dívida

"After all, you promised me a broken nose and twisted knee"

[The Walkmen]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" V

"Oh wonder, how many goodly creatures are there here, how beautious mankind is, oh Brave New World that has such people in it."

[Shakespeare - A Tempestade]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" IV

"There's no home for you here, girl, go away"

[White Stripes]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" III

"Inútil dormir que a dor não passa"

[Chico Buarque]

 
Da série "Verdades Incontestáveis" II

"You can't always get what you want"

[Rolling Stones]

 
Da série "Verdades incontestáveis" I

"Pedra que rola não cria musgo"

[dito popular]

Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

 
No sugar for me

"But needing and wanting are two seperate things"

[The Von Bondies]

Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

 
A marca dos meus desenganos

"Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar..."

[paulinho da viola]

A tradução dos modernos amores.

Quarta-feira, 30 de Abril de 2008

 
The Graduate

"Não sei se eu estou pirando
Ou se as coisas estão melhorando
Não sei se eu vou ter algum dinheiro
Ou se eu só vou cantar no chuveiro"

[rita lee - mamãe natureza]

E como a dúvida é boa...

 
Meio termo

"Não quero ser triste como o poeta que envelhece lendo Maiakóvski na loja de conveniência...

Não quero ser alegre como o cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o sol de domingo..."

[Zeca Baleiro]

Terça-feira, 29 de Abril de 2008

 
Pequenas verdades

"Há vozes que merecem ser ouvidas desesperadamente por três dias seguidos."

Nem sempre se descobre isso do melhor jeito. Descobrir, no entanto, é fundamental.

Sexta-feira, 25 de Abril de 2008

 
Could you keep a secret?



"Let it die and get out of my mind"

Quinta-feira, 24 de Abril de 2008

 
Time for meaningless words

"Half of what I say is meaningless; but I say it so that the other half may reach you"

Eu sei...

 
Denial isn't the best way





I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts

Forget about your house of cards

 
I Kept Missing Your Train



Is home where your heart is?



 
Accidents waiting to happen





 
Verdade

Por mais que se negue, o bom é que é tudo cíclico. São ciclos. E só.


 
I Will

"Meet the real world coming out of your shell"

 
Is this the ear you can't hear on?





"Thank you for the good times"
Before the good times fly away

 
Convite

I'll be back tomorrow that is if you're here
and you promise to keep it between you and me

Quarta-feira, 23 de Abril de 2008

 
Sincerest of eyes?





"The evening was long, my guesses were true
You saw me see you
That something you said, the timing was right
The pleasure was mine"

 
After the sunrise





"I just wanted another night"

 
É cedo da manhã

Bastava apenas um café, nada de frutas ou pão...

"Basta um café, honey..."

E o dia já começava bem.

Terça-feira, 22 de Abril de 2008

 
I like to remember it like that





i came here for a good time and you're telling me to leave
but you don't have to say it again, I heard you the first time

[the walkmen - what's in it for me]


 
Joni Mitchell said

"All romantics meet the same fate someday: cynical and drunk and boring someone, in some café"

 
Nas estampas e no tecido fino

Se inventor fosse, minha opus magnum seria um sabão em pó que fixasse nas roupas o cheiro das boas noites de sono para sempre.



 
Trocando em miúdos

"Eu vou lhe deixar a medida do Bonfim
Não me valeu"

Domingo, 13 de Abril de 2008

 
Verso inevitável

"quando eu espero
e você diz 'hoje não vou, não posso'
é como se você me oferecesse,
venenosa,
uma corda e lançasse,
sabida, a pergunta
'no tornozelo ou no pescoço?'"

Quarta-feira, 9 de Abril de 2008

 
Espelho-fenda-espaço-tempo

Reler José Lins do Rego é como acariciar uma criança que continua existindo somente dentro de mim. Os cabelos curtos, bem castanhos, retos a mando do pai, a pele branca e lisa, os joelhos esfolados, as mãos grossas e as unhas sujas.

Reler Zé Lins é como ter de novo o livro de capa dura e folhas finas de seda com a obra completa, última herança literária da juventude da mãe, capa perdida no tempo, lombada bem legível: "José Lins do Rego - Obra Completa".

Reler Fogo Morto, com todas as suas características sociais, do sofrer do homem, da rudeza dos espíritos, do consumo da alma pelo silêncio, é lembrar da criança que lia Menino de Engenho, Doidinho, Bangüê, O Moleque Ricardo e Usina e se encantava com todas aquelas histórias de fazenda, que lembravam tanto o sítio do avô, as fugas proibidas para o rio, o pé no chão, as canas para chupar e o futebol com os meninos do caseiro.




Reler José Lins do Rego é como beijar a testa da criança deitada na cama que lê atenta aquelas histórias de um tempo que já não mais existe e acender a luz do quarto para que o menino possa ler em paz.

Terça-feira, 8 de Abril de 2008

 
Não são cinco ou dez

Não são dois ou quatro. Nem 7, 14, 21...

Não são andares, nem passos nem contagens perdidas, daqui de cima eu vejo quase nada. Assim, deixe-me explicar, você não é daqui.




Daqui de cima eu vejo, posso ver tudo, estando sozinho, mas estou na contramão. É como se eu não pudesse controlar nada.

Eu não vejo nada, na verdade.

Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

 
"07h15 eu acordo e começo a me lembrar"

A coisa é séria e consome todo o seu corpo, suga suas energias.

Primeiro você não dorme, o estômago revira e tudo que você deseja é algo que provoque um desmaio rápido, indolor e sem efeitos colaterais [também conhecido como "sono dos justos"]. Depois, você deseja sonhar com pradarias, mansões, com a Catherine Zeta-Jones vestindo um moletom seu.

Quando as primeiras alucinações passam e você pisca e só acorda 5h30 depois, já com a insistente música do despertador provocando arrepios de dor, um bom começo é abrir os olhos e uma dor de cabeça lancinante ser a primeira sensação do dia. Não daquelas de ficar só incomodado, mas daquelas dores de cabeça que não dão nem espaço pra dúvida de antes de qualquer coisa tomar um remédio [ou dois ou até três], mesmo com o estômago vazio.

Você acorda de verdade, e vai logo para o banho, o dia promete ser frio e você imagina onde estará aquele blusão que combina com a única camisa limpa e decente que você tem. A água quente alivia a dor de cabeça, você se arruma, dorme no carro do amigo que te dá carona, e o dia começa a esquentar, então você tira o casaco, o cachecol e fica só com o blusão [e a camisa], que será devidamente eliminado da vestimenta assim que você chega ao trabalho.

A primeira caneca de café do dia é bem cheia e acompanha pedaços de um bolo que lembra laranja, feito por uma colega de trabalho. Dois pedaços, além de morto de fome, você não tomou café, então lá vem a segunda caneca de café, já são quase 500ml de cafeína circulando no seu parco sangue.

Você não sente fome e intercala goladas de café com água gelada, pretexto ideal para ir ao banheiro seguidas vezes, lavar o rosto, sacar o charme das olheiras e, claro, pensar em como ser patologicamente ansioso lhe confere um ar nerd e masoquista. Ou nerd e suicida. Ou nerd e F5 addicted.

E você, ateu convicto, passa a rezar mentalmente para que seu celular toque. Ou chegue um e-mail

Mas claro, deus existe e é sacana. O telefone não toca, o e-mail não chega e você testa a espessura da parede do seu estômago com mais uma caneca de café.

Segundas-feiras não poderiam ser mais deliciosas.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

 
"Olá, como vai?"

Não vou falar como o Paulinho e, dizer que vou indo, e você?, ou contar pequenas mentiras que não significam nada. Não vou falar nada, inclusive.

Sabe momentos em que você contempla cenas do passado, coisas que você faz, incorporadas a você, tatuagens no seu subconsciente, definindo o seu novo eu?

Então, eu sei disso. Nos detalhes, sempre neles. O olho puxado, a bochecha rosada demais no exagero de maquiagem, o cabelo longo, depois dos ombros, a voz infantil proposital, o abraço bom, o hálito quente... Essas coisas todas que a gente entra em contato e nem o corpo nem o olho esquecem.




Na baixa confidência do físico [quase um arremedo de Gregório de Matos], você se sente pequeno diante do fato do desejo completo e irracional de outro contato, outro toque, outro passeio. Mas se tomamos decisões nessa vida e as seguimos é por que há a necessidade da fibra moral ser testada.

Eu gosto de testes. E gosto de longos caminhos. De paisagens. E de cigarros. E de piadas sem graça. De dirigir. De capuccino. De Manuel Bandeira. E de frio. E de hálito quente.

Um tempo atrás eu não gostava de ir para casa. Era complicado passar por certos lugares, era como se todos os dias eu fosse testado do jeito errado. Aquelas luzes todas, tão convidativas, tão sedutoras, tão altas, pedindo um salto qualquer no infinito que liberta o corpo para ser mente apenas. Eu piscava mais rápido, várias vezes mais rápido, e os passos largos desejando que aquela provação passasse. E passava. Assim como naquele dia, quando você me pediu e eu disse não. Era ruim e bom e fazia bem e mal. Mas passou.

Eu acho isso tudo tão legal. Cifras são modos interessantes de instigar as pessoas a pensarem as coisas erradas. Ironia é um jeito delicioso de fazer a outra pessoa se sentir pior que você, sem precisar ser desagradável. Azul às vezes é uma cor, quase sempre é uma tristeza que embrulha o estômago. Paz é uma coisa que eu não sei o que significa. Mas há quem diga que existe. Eu não duvido.

Eu não duvido de nada.

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

 
Caffeine addiction

A coisa funciona assim: você assiste blockbusters e os copos gigantes de café estão lá, você é viciado em Friends e o café está lá, você dorme pouco, fuma, precisa ficar acordado, e lá vai você encher a tromba de cafeína.

Eu mesmo, que não era fã da bicha [sempre fui mais afeito à nicotina], me tornei aqui nessa braseela que é Sampa. Tudo é longe, trabalhar por mais de 10h, fazer pós-graduação à noite, virar fins de semana inteiros... essas e outras coisas pedem um tuiiiiin extra. Não basta tomar uma coca, um cafezinho. Logo você já quer uma caneca cheia de café puro e forte, só com um pouco de açúcar.

Não digo que essa relação seja completamente nova pra mim. Tomava meus capuccinos em Teresina, mas obviamente não é a mesma coisa. Como bom morador do inferno, curtia mais coisas geladas and stuff. Agora que estou na Terra da Garoa, cair de boca saborear um bom café a qualquer hora do dia parece o paraíso. Ainda mais se você consegue encontrar o café que combina exatamente com o seu paladar.

E é nessa que a dica de hoje [não que ela vá servir pra muita coisa, já que a ação ainda não chegou ao Brasil, mas pelo menos você se diverte com o site, os testes e os grafismos] entra.

A Starbucks [que faz aquele café nos copos gigantes, meio aguados e com cafeína pra deixar qualquer um ligado dias e dias] desenvolveu uma ação para divulgar seus infinitos tipos de café. Lá você pode conhecer as propriedades de cada tipo, dar uma sacada numas ilustrações dos baristas da casa e responder a um mini teste para chegar ao seu café ideal. Delicioso graficamente. Agora quero ter dinheiro de novo pra tomar meu Caffé Verona, venti, com leite de soja e canela, por favor.


Meu café ideal foi Caffé Verona




ps. vi isso no Brainstorm #9, fui lá conferir e achei bem bom.

 
Sorte de hoje: só prometa o que pode cumprir

Mal sabe o Orkut, mas tem sido assim tem um tempo já.

Costuma ser o modo mais efetivo, seguro e plausível de se tocar uma vida.

Quarta-feira, 2 de Abril de 2008

 
I'm only sleeping?

Eu não faço a mínima idéia da roupa que ela vestia. Era algo leve, isso eu bem sei, talvez um pequeno short, desses tão em moda até outro dia. Descalça, a mesma pele morena de muitos anos antes, o cabelo amarrado dum jeito diferente, mas bonito. O rosto delicado encoberto de leve pelo sol nas costas, era pôr-do-sol.

Passei por ela numa caminhada mais rápida que o ritmo que ela impunha sozinha, ela caminhava sozinha. Quando passei por ela, ela chamou meu nome. "Pedro?"

Voltei a cabeça e reconheci a mocinha irmã da outra mocinha dos tempos de escola, aquela que tinha me rendido uma árdua prova à minha retórica. Tanta conversa originou um primeiro beijo tímido e logo depois investidas mais afoitas. E nisso ficou.

Então eu a reencontrava num sonho, na praia, num pôr-do-sol, ela andando sozinha, de short e descalça, cabelo amarrado e talvez uma bata branca, eu igualmente descalço, chinelos na mão, cabelo desgrenhado pelo vento, alto pelo sal, seco pelo sol, barba rala por fazer. Ela chama meu nome, "Pedro?", eu me viro e ela abre um sorriso, e como estamos mesmo num sonho, diz assim, sem os pequenos formalismos do elogio forçado, "você está bonito"...

Agradeci e disse um sincero "você também", já interessado pela possibilidade de um revival tão improvável e causador de tanta curiosidade. Diminui a marcha e voltei o corpo para falar com ela, parecia então que tinha 15 anos novamente, mas sem as fraquezas de espírito que me acometiam naquela idade. Depois de algumas conversas bobas e esquecidas, perguntei se ela estava namorando.

"Ainda não, vou responder hoje à noite".

E então encaixei outra pergunta, ignorando o compromisso dela marcado para quando o sol estiver descansando. "Quer sair comigo?". Assim, sem qualquer sugestão de roteiro, apenas a coluna ereta, o peito aberto, os ombros alargados para mostrar confiança e a voz um tom abaixo do normal, para passar firmeza e determinação.

E do resto eu não lembro.

 
Às 07h o telefone toca

É você do outro lado, rindo como se fosse jovem de novo, preocupada com as estações de ano que nos separam, se já não fossem os 1.800 km. Enquanto aqui é outono, aí é o inverno torto, que chove e tudo alaga, e eu minto, minto com convicção e voz tremida de quem acabou de acordar.

Você fala dele, o negro amado quase da minha altura e quase da minha idade e todo dentro do meu peito que está bem, fala das vias alagadas, das coisas que eu já não sei mais, é uma coisa que naturalmente acontece, eu até poderia falar tudo, mas é principalmente quando eu calo que eu sinto uma força diferente se materializando dentro do meu estômago. O aperto se dissipa com o copo de água gelada religiosamente tomando todos os dias pela manhã. Água gelada sempre me fez pensar melhor.

Você pergunta então sobre os projetos que já não fazem mais parte da pauta do meu dia, eu lembro que acordei às 05h30, antes de tudo tocar, despertadores ou preocupações, e essas segundas quase me deixam acordado. A agonia da prova de matemática no dia seguinte nunca me fez perder o sono, quem diria um desarranjo qualquer. Só que a sua voz, naturalmente aguda, me faz enternecer dentro de mim mesmo. Derreto por dentro na negação do seu desejo mais puro e menos útil, mas ainda assim nunca não-válido. Quem sabe quando você entrar? Não, não precisa, é uma coisa desnecessária. Por que você não gosta ou por que você não quer? Porque eu não quero. Então eu faço questão. Quem sabe quando você entrar? Então você faz uma referência à espessura e ao grau que assim terei. Eu rio e concordo.

E eu penso que foi ele quem me passou toda essa teimosia e gana pela verdade levar meu nome, mas na verdade veio tudo de você. E quando, três minutos e alguns segundos depois, você desliga, tomo mais um gole de água gelada, coço os olhos na intenção de esconder o que o soluço não permite e sigo para o banho que rotina mais um dia.

 
Eu blogo tu blogas ELA bloga?

Posso contar nos dedos da mão do Lula que só tem quatro dedos quantas vezes essa criatura entrou no MSN e passou mais de cinco minutos por ali, de papo pro ar. Virou até motivo de piada interna: "vou saindo aqui senão o povo vai pensar que eu estou me tornando sociável".


em tempo: morram de inveja da heineken de 600ml!!!


Ela é autora das tiradas mais irônicas, rendendo até uma rápida constatação do nosso amigo Rafael Campos sobre os comentários dela, nos tempos em que a tchurma abraçava o Fotolog e chamava de meu amor: "A Luana passa a noite todinha pensando no que ela vai comentar nos fotologs do povo no dia seguinte", originando a velha desculpa de ir embora cedo pra casa e sair daquela vibe de integração e folia que o azedume charmoso dela não curtiam muito [mentira!]: "minha gente, eu vou pra casa, sabe como é, tenho que pensar nos comentários das fotos do povo de amanhã".

Ela mesma possuiu um fotolog e, vejam só, expunha uma verve Harold Bloom finérrima, com comentários super interessantes sobre literatura. O projeto foi placidamente abandonado depois de um tempo, claro.

Orkut talvez fosse a ferramenta que ela mais usasse, naquela troca de scraps febris contando a baixaria da noite passada, falando mal veladamente dos nossos desafetinhos e mandando aquele abraço de saudade.

Quando no último domingo eu encontrei com ela aqui em Sampa, enquanto ela esperava o horário da conexão pra Londres, Luana inclusive já falava da angústia de ter que se render à tecnologia para se comunicar, mais especificamente ao MSN.

Qual não foi a minha mais empolgante surpresa ao abrir meu scrapbook hoje pela manhã e dar de cara com uma mensagem dela com o link para o Incenso Fosse Música... Um blog, Luana Maria!?

De repente, não só MSN, Orkut, mas também um blog. A ironia, a inteligência e o quê de baixa que compete aos membros do BFC estão lá. Mal posso esperar pelos próximos posts.



UPDATE

Minha memória realmente tem me traído. Como bem me lembraram Juba e Clarissa nos comentários, Luana Maria Medeiros realmente já teve um blog, nos mais perdidos tempos em que o Uol ainda bombava como servidor de diarinhos virtuais. O endereço fica perdido, mas me lembro das resmungações apetitosas que ela jogava por lá, inclusive desabafos sobre o assédio que o Rei Negão recebia à época... [isso se eu não tiver confundido tudo de novo... :P]

 
Em verdade, em verdade vos digo


deus chama a gente pra um momento novo

clique na imagem acima para ler a tirinha inteira



A arte que sempre supre a minha vontade de ser escroto logo cedo da manhã.

Segunda-feira, 31 de Março de 2008

 
Sobre aqui ser assim

Ontem fez frio. Amanheceu nublado, um tempo de outono bonitinho, mas um tico mais frio. A coberta resolveu isso até a hora do almoço. Colocar a cara pra fora de casa, comprar coisas, fazer o almoço, aquele conversa toda. Filme e sono, sair pra rua encontrar a amiga que está me matando de inveja vai embora. Cerveja da boa, da verdinha, gelada, vento frio, arrependimento de sair de bermuda, ida pra casa de ônibus, vendo a noite, as coisas acontecendo, as pessoas nas paradas, descer, caminhar, subir ladeira, comprar um sonho, aquela coisa toda que fecha um fim de semana tranqüilo.

Dormir num lugar e acordar em outro não é esse caso, mas quando você dorme com sensação térmica de 14ºC e acorda com sol e calorzinho que não precisa nem ligar o chuveiro elétrico é o tipo de coisa que põe seu corpo maluco. Nem é quente, nem é frio, o corpo reclama, a garganta amanhece fechada, o nariz vai dormir entupido.

Aí você deseja um casaco quentinho [se bem que a camisa de flanela, além do ar "sou grunge, fã do nirvana e fazia chapinha no cabelo pra ele ficar super liso", caiu muito bem], um cachecol bem colorido que quebre o cinza da cidade acentuado pela pouca luz da noite chegando, ou uma calça de moletom vagabundo esperando quando chegar em casa, ou uma manta que esquente em frações de nano segundo... todas essas maravilhas que tiram o foco de que não importa muito o frio ou o calor [que pede regatas, sucos e saladas], importa o que você carrega dentro de si. E isso é o que realmente importa, seja no calor eterno de Teresina ou no clima indeciso de Sampa.

"For peace of mind and happiness"...

Sexta-feira, 28 de Março de 2008

 
Sobre fotos, tardes e mangueira com cajuína

Quero coisas, dias, momentos para mim de novo. Não assim como se eu não quisesse viver o que vem pela frente, não é isso, não mesmo. Eu te digo que não, por favor, acredite em mim.

O que eu digo é que alguns momentos ficam marcados na sua memória de um jeito delicadamente grosseiro, como se talhados em madeira pelo xilogravurista. Delicado mas grosseiro. O traço é gentil, mas o material é madeira, pesada e grossa.

A tarde no banco do jardim, a brincadeira com os cachorros, a ligação para reforçar o convite e cobrar a presença, a torta da avó para o amigo, o elogio, os destratos, a mensagem com mordidas, o sono durante o trabalho, as manhãs no parque, vendo crianças, vendo desenhos, dormindo no parque, os dias que vi amanhecer, a bebida barata e deliciosa, as noites tomando cervejas, tudo é motivo de uma saudade especial, que não maltrata mas que deixa aquele gosto "azedinho doce", como a bala da infância. Sinto também saudade dessa bala, até a 7Belo voltou e a Azedinho Doce parece ter sumido para sempre.

E é assim que as coisas são, e assim como elas são, naturalmente desde sua criação e surgimento, um dia elas mudam.

Quando for hora de encarar a morte, se a lenda do filme da vida diante dos olhos realmente for verdadeira, creio que meu último suspiro vai ser bem longo. São tantas as coisas a serem vistas, tantas saudades boas. Coisas curiosas e chatas, tristes e felizes, dias de chuva em que não me sentia sozinho, dias de sol bons para andar de bicicleta e meu joelho não reclamava, finalmente aprender a andar de bicicleta sem as rodinhas de apoio, as primeiras aventuras, os pequenos delitos, as pinturas na parede... Coisas que hoje estão ali, congeladas na memória, esperando um gatilho qualquer para disparar tudo isso num filme que eu não canso de assistir. Um clássico da minha vida, uma câmera na mão e nenhuma idéia do que pudesse acontecer. Tudo apenas acontecia.

Um grande amigo outro dia me disse que eu estava muito nostálgico. Não sei bem o que acontece, mas ele está certo. Lembro dele ainda descobrindo os corredores da universidade, depois a amizade, a velha piada do show em que eu não o deixei na porta de casa, as outras tardes fazendo nada, aquela conversa infinita recheada de silêncio dedicado à leitura de um gibi antigo, as conversas e os cigarros acompanhando a amiga que ia embora, essas coisas que não se esquece e boas de lembrar. Nem faz mal nem maltrata nem nada. É bom de lembrar mesmo e a gente lembra até sem querer. Essas, inclusive, são as melhores memórias.

O dia em que a festa acabou cedinho no dia seguinte e tomamos um café numa padaria qualquer perdida entre a Augusta e a Bela Cintra, a volta para casa de estômago forrado, o sol forte cegando e esquentando a pele, o sono bom e longo, a canção da banda predileta no violão, o trevo, o cabelo cortado de repente, o cigarro predileto, a cerveja com coca cola, os shows, que delícia eram os shows, o baixo com a fita da cesta de café da manhã de longa data e nunca nunca esquecida, sempre comigo no primeiro baixo, depois no segundo, hoje na minha carteira, as canções, os pulos, as canções marcantes e inesperadas, todas as coisas que não se esquece e que é fantástico lembrar... Os almoços corridos no restaurante universitário, o picolé de creme de abacaxi depois, centavos por uma coisa tão gostosa... O primeiro cigarro, o primeiro maço, a descoberta do cigarro predileto, a visita à médica bonita, o disco bom da banda desconhecida, as doses de cachaça, o tira gosto de fruta verde, essas coisas que se faz quando se é jovem e se tem medo de tudo, tudo é novo. Coisas boas de todo dia e que vão sendo catalogadas na memória. Um imenso e desorganizado arquivo que, ainda bem, cresce todos os dias....

Quinta-feira, 27 de Março de 2008

 
Enquanto isso, no chat do soulseek....

[pedrojansen] menina, mudando de pau pra cacete: cabei de reencarnar minha fase "sou filho dos anos 70 e adoro deep purple"
[pedrojansen] hahahahaha
[pedrojansen] to doido pra soltar uns agudos aqui na agencia... AHUEHAUEHAUEHUA

(12:03) [linex82] hauhauhauhauhau
(12:03) [linex82] hahahahaha
(12:03) [linex82] ow bixo besta :P
[pedrojansen] ahuehuea
[pedrojansen] posso fazer nada :P

Quarta-feira, 26 de Março de 2008

 
La science des rêves

Sonhei com dois amigos do tempo do Diocesano de ontem pra hoje. Eu já tinha levantado para tomar uma água, voltado para a cama, deitado e então sonhei. Eles apareciam dentro de um ônibus, me chamavam pra viajar, ir com eles, sei lá. O André, corintiano, já é engenheiro e quase é arquiteto. Deve faltar pouco pra terminar Arquitetura. Ele mora[va] num sítio, nos rumos de Timon. Alto, louro e magro, toca[va] violão e guitarra. E adora[va] futebol. O David, hoje é quase militar, está treinando lá por Santa Catarina. Vascaíno como eu, roqueiro como André e eu, portador de miopia como o André e eu, fez uns 10 vestibulares antes de passar pra academia militar. Odontologia, Fisioterapia, acho que Veterinária... é um dos caras mais engraçados e bem humorados que conheci. Ele foi a primeira pessoa que eu vi chamando os seriados americanos de enlatados. Nós três éramos fãs de Guns N' Roses, queríamos montar uma banda. Foi a primeira patota de três amigos que eu denominei como Trio Ameba. A gente achava graça das coisas mais imbecis do mundo. E queríamos ter uma banda. Quando eu fui representante de turma no 3° ano do Ensino Médio, no meu "discurso" de despedida, numa das infinitas aulas da saudade, preferi apelar pra consciência e dizer que o vestibular não dispunha de vagas suficientes pra todo mundo que queria Medicina. Do fundão, nossa casa e reduto, David solta um jocoso "brigado, Pedro, era tudo que eu quera ouvir mesmo". No meio do discurso, uma gargalhada... Ele tinha escolhido Medicina como 1ª opção e não passou. Hoje eu vibro com isso, por que a não-aprovação e consequente busca dele rendeu um encontro com o que ele realmente queria. O André era foda e sabia das coisas. Passou em 1° lugar pra Engenharia Civil; no ano seguinte, passou em 4° lugar para Arquitetura. David costumava dizer que jogando futebol eu era "marcado pela natureza". Eu ria muito disso e quase nunca me irritava. Acho que gente não discutiu nenhuma vez. Aguentávamos ser expulsos de sala, as reclamações da coordenação... antes de entender o que realmente estava acontecendo ao meu redor em relação a amizades profundas, era com eles que eu me sentia profundamente bem. Sentia-os como irmãos. Na foto clássica ao fim do 3° ano do Ensino Médio, nós três estamos juntos. Nas fotos da turma também, sempre com um ou outro bom amigo gravitando ao redor daquela tríade. Nas últimas aulas, enquanto eu e o André chorávamos a certeza da distância eminente, o David segurava as pontas com um "o mundo não vai acabar não, rapaz!"... Um dia eu encontrei o David tirando uma xerox lá no SG4, depois de uma aula de Odonto. Os santos bateram de novo, depois de tanto tempo distantes. Mas numa intensidade menor, confesso. O mesmo aconteceu com o André, das vezes em que nos encontramos. Tive a sorte de encontrá-lo numa das minhas comemorações de formatura e dar a ele uma senha do baile. Ele não foi. Um dia encontrei o David no Orkut. Trocamos uns scraps, mas ficou nisso. Eu entendo, não tenho rancor nenhum por essa aparente frieza. As pessoas mudam, as relações mudam, mas os dias de Diocesano não serão esquecidos nunca, disso tenho certeza. E hoje, eu já tinha levantado para tomar uma água, voltado para a cama, deitado e então sonhei. Sonhei com eles. Será que o ônibus é uma alegoria para a saudade? Ou é a tradução de que nosso projeto de banda finalmente vai se concretizar? Será se o David comprou uma bateria? Será se o dedo que o André machucou na trave do sítio dele finalmente sarou por completo? Será?...

Não vejo a hora de dormir novamente pra ver se sonho com o final dessa história.

Saudade de vocês, amigos.

Terça-feira, 25 de Março de 2008

 
Sempre pode ser pior

"Soma is what they would take when hard times opened their eyes, saw pain in a new way"
[The Strokes - Soma]


Quando tinha meus 10, 11 anos eu ia todas as manhãs para a casa da minha avó paterna, estudar com uma tia que passava férias imensas em Teresina. Licença prêmio, chamava.

E como a casa da minha avó ficava numa altura boa da 24 de Janeiro, pertinho do cruzamento com a Joaquim Ribeiro, ia de lá para o Diocesano, minha escola por 11 anos.

Nessa época, meu pai almoçava na casa da minha avó, era mais próximo do trabalho dele, lá no centro, do lado da Praça Rio Branco, nas Pernambucanas.

Um dia eu não entendi nada. Ainda nem tinha tomado banho para ir para a escola e ele já havia chegado para o almoço. Disse um "oi" para ele, a figura séria e serena do meu pai caminhando pelo corredor da casa de minha avó. Ele sentou numa poltrona da sala, tirou os sapatos, as meias, trocou de roupa e foi fazer qualquer coisa que não lembro.

Daquele dia em diante ele não trabalhou mais, estava "aposentado".

Quando eu fui dispensado do meu primeiro e esquecido estágio, eu mal conseguia me controlar. Disse um tímido "tchau, foi bacana trabalhar com vocês" para a redação - que fez cara de quem já sabia o que estava rolando - e saí. E, olhando para a Frei Serafim, chorei.

Mas eu só tinha 19 anos, a faculdade inteira pela frente e muitas coisas para aprender e fazer. E foi isso que fiz. Posso até me orgulhar do fato de que dos meus estágios posteriores o único que não saí por minha vontade foi de um jornal de saúde que faliu por falta de anunciantes. De todos os outros aprendi tudo que havia para aprender e enfim segui.

Depois disso tudo, ser demitido não é das piores coisas do mundo. Dá um certo desânimo, mas poderia ser bem, bem pior. Pelo menos eu não comprei meus presentes de aniversário, nem minha nova câmera, nem passagens para Teresina, nem garrafas de vodca boa, nem aquela fusquinha azul-calcinha... O teste do anjo da guarda no último domingo foi fichinha para o que ele me fez no último mês. E para o que ele me fez ontem.

Como diz o Noite Ilustrada, e muito bem repete minha amiga Karine, "reconhece a queda e não desanima. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima".

E é isso.

Quinta-feira, 20 de Março de 2008

 
Por uma mídia alternativa acessada



Sean Lennon, a dor e a traição

Quinta-feira, 13 de Março de 2008

 
Segue, engole em seco

Assim, sem mais nem menos, escrevi o texto inspirado na foto que o amigo Edson Costa postou no dDnG. Lembram?

E lá foi ele pro blog. L-E-I-A-M!

=)

Terça-feira, 11 de Março de 2008

 
Você sabe o que significa essas cinco pe-pedrinha, meu irmão?




É MARAVILHOSO...
CONSELHEIRO...
DEUS FORTE...
PAI DA ETERNIDADE...
E...

PRÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍÍNCIPE DA PAAAAAAAAAAZ!!!



Segunda-feira, 10 de Março de 2008

 
dois DEDOS na GARGANTA

Um texto, uma foto. Bilhetes, cacos. O que virá agora?




André Gonçalves deu alguns nós, logo de cara.

Edson Costa apostou que pedaços da mesma coisa podem se unir numa coisa diferente.

Assim, só me resta a pergunta: o que virá agora?

Quinta-feira, 6 de Março de 2008

 
Não ache que isso é outra coisa senão dor

Não é imaginação, não é frescura, não é desalento. Quer dizer, pode até ser desalento, pode provocar desespero, mas não ache que isso é outra coisa senão dor intensa e verdadeira no seu mais genuíno motivo: estímulo desconfortável das terminações nervosas presentes na sua derme, a terceira camada do que se convencionou a chamar de pele. Não só isso causa dor, claro. Frio/calor extremados, desespero, desalento, paixão, amor, morte, partida, saudade, derrota. O mundo tem mais de um quaquilhão de formas de provocar dor ao ser humano. Seja no seu frágil corpo ou na sua impressionável mente.

Dor, pessoas, como aquelas mais excruciantes do que você pode imaginar. A morte do seu cachorro, a saudade do pai distante, o chocolate suíço desperdiçado, o amor esquecido, a pane no seu vídeo-game, o soco do namorado ciumento, talvez nenhuma, creiam-me, nenhuma dor seja mais forte que a dor do crescimento imperceptível. Aquele que faz de você não só adolescente, adulto, idoso, mas, principalmente, faz você deixar de ser criança. Acordar e saber que quem trouxe sua bicicleta de Natal foi seu pai e não o Papai Natal, que não há céu para os cachorros [nem para você mesmo...], que nem tudo cabe no cartão de crédito da sua mãe, que é preciso compensar para receber, dar dois passos e voltar um, ceder para não perder, morrer um pouco a cada dia pela vida de outrem.

Nada, meus caros, nada é mais doloroso que crescer.



Quarta-feira, 5 de Março de 2008

 
Challenge [ou como humilhar um leso pra filmes como eu]

Quem conhece um pouquinho de mim sabe da minha total e completa incapacidade de fazer listas. Top 5, Top 10, Top 50, Top 100... todos só me remetem ao bom e velho "top top" [got it? o/]

Mas o Rafa me jogou no colo um desafio que eu aceito de bom grado pra fazer média com ele, por que é preciso enfrentar suas deficiências e supera-las ...

O desafio é escolher, sem pensar muito, 10 momentos aleatórios no cinema na minha [na sua, na vossa] lembrança, porém importantes.

Traduzindo? M-E-F-U-D-I! Mas vamos lá, honrar o que levo no meio das pernas [gordura?]...

1 - Match Point:
- o texto do início com a bola de tênis parada no ar: "The man who said 'I'd rather be lucky than good' saw deeply into life." o///
- diálogo entre Nola e Chris, durante o ping pong:
Nola Rice: Has anyone told you you play an aggressive game?
Chris Wilton: Has anyone told you you have very sensual lips?
Nola Rice: A very aggressive game.

- Pegação no campo de centeio

2 – Rei Leão:
Scar jogando o Mufasa do desfiladeiro [FILHO DA PUTA!!! Xohrey litrus nessa hora]

3 – The Graduate:
Benjamin: Mrs. Robinson, you're trying to seduce me.
Mrs. Robinson: [laughs]
Benjamin: Aren't you?


Essa cena só não ganha da cena final, a cara de alegria desesperada [ou seria desespero alegre?] do Ben e da Elaine, se olhando e provavelmente pensando: “e agora?!!??! fudeu!”

[SPOILER!] 4 – No Country for Old Men:
– Cena do balaço de escopeta e o Llewelyn Moss não diz nem “ai!”. Macho pra caralho!

5 – Lord of the Rings III:
- Legolas matando um olifante SOZINHO!!!!! o///////

6 – O Homem que Copiava:
CARDOSO
Normalmente eu gosto de dançar. É que esse lugar
aqui... Eu comprei uma coleção de cds, Rock
Greatest Hits, muito boa. Chuck Berry, Little
Richards. Mais tarde, se você quiser, a gente
passa lá em casa e eu te mostro.

MARINÊS
Tem My Ding A Ling?

CARDOSO
O quê?

MARINÊS
Na coleção. Aquela música do Chuck Berry: (canta)
My, Ding a Ling...

CARDOSO
Deve ter. São quatro cds. Uma caixinha, super
legal.

MARINÊS
Eu vou lá com você.

CARDOSO
Vai?

MARINÊS
Vou. Mas eu quero deixar bem claro que eu não vou
dar para você.

CARDOSO
Como é?

MARINÊS
Nós não vamos transar.

CARDOSO
Bom... Isso a gente nunca sabe.

MARINÊS
Você não entendeu, é isso que eu estou tentando
dizer. EU sei. Em primeiro lugar, você fuma. Não é
nem pela fumaça, nem pelo câncer, essas coisas. É
que eu detesto gosto de cigarro na hora do beijo.

CARDOSO
Bom... Eu estou pensando em parar.

MARINÊS
Você é legal, mas é um duro. Como eu. Não tenho
nada contra, mas acontece que... eu não vou sentir
tesão. Não o suficiente para transar.

CARDOSO
Ah, entendi. Você só dá se o cara for rico.

MARINÊS
Não. Ainda não encontrei o cara. Eu sou virgem.

CARDOSO
Você é virgem?

MARINÊS
Sou.

CARDOSO
Tá bom.


HAHAHAHAHA

CARDOSO
Posso tomar uma aguinha?

MARINÊS
Não.


Ok, imagine a Luana Piovanni vindo, de “gatinhas”, pra cima de você, uma cama bem grande e a certeza de que o sexo vai rolar. Quem não pediria água?

7 – Diários de Motocicleta:
Che atravessando o rio do caralho a quatro a nado...

8 – O Cheiro do Ralo:
O início do filme inteiro, com a bunda enorme contida por um short de temas havaianos [mas hein!?] e a trilha “havaiana” e sapeca ao fundo.

9 – Alfie:
Alfie chega todo todo na casa da Liz [Susan Sarandon], pega ela com outro e faz a pergunta proibida: o que ele tem que eu não tenho?
"He's younger than you are"

PEGA, CARAI! o/////// [mas é triste, caran... cena foda!]

10 – The Fountain:
Izzi: Will you deliver Spain from bondage?
Tom Verde: Upon my honor and my life.
Izzi: Then you shall take this ring to remind you of your promise.
[hands him the ring]
Izzi: You shall wear it when you find Eden, and when you return, I shall be your Eve.
[he looks at her]
Izzi: Together we will live forever


Caralho, filme do caralho, putaquemepariu, chorei que nem bezerro desmamado.

E é isso.



UPTADE

Créditos pelas cenas de "O Homem que Copiava" vai para o Roteiro de Cinema, portal que abriga vááááários roteiros de filmes nacionais com-ple-ti-nhos!

Fica a dica!

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

 
Jorrar, despejar, desembuchar

Geralmente isso que acontece quando você coloca dois dedos na garganta. E não é muito agradável.

Mas nós [André, Edson, Ju e eu] somos limpinhos e só jorramos, despejamos e desembuchamos fotos e textos aqui.

Uma delícia provocante, pode apostar.

Vai ...

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008

 
Das coisas de todo dia

- Em breve estarei escrevendo voltarei a escrever [gerundismo de cu é rola] contos. Estou me sentindo novamente impelido à prolixidade que me é tão cara.

- Juliana Alves, mermã, vê logo o Control, estamos em São Paulo e um dia esse coiso vai passar no cinema mesmo. Mas já tá na tua casa, não sei como tu aguentou ignorar esse filme no teu HD desde o carnaval... beijosmeligaassistelogoemedizsevaleapenabaixar

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [I] tem uma menina super legal morando comigo. O nome dela é Mitzi e ela joga video game e gosta de mangá. É fã do Blade e nós dois estamos planejando um ataque terrorista ao prédio da Conrad. [super mentira isso, mas fazer o que se eles não publicam mais Blade?]

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [II] vou me entregar ao samba e ao choro. E não vou largar o rock. E vou comprar um cavaquinho. E isso não é mentira.

- Não sei se eu disse pra muita gente, mas... [III] já comecei a me dar presentes de aniversário. E não vou contar o que, pode ficar se mordendo aí que eu digo é porra.

- Vi o novo do Tim Burton, o Sweeney Todd, e devo dizer que, I - é um musical e musicais fedem; II - as pessoas cantam durante o filme inteiro, além de ser um musical, é um musical que ultrapassa qualquer limite do suportável; III - tem sangue pra caralho e a estética mais uma vez arrasa; IV - fiquei doido pra ir à praia depois de ver o filme. Assistam e vocês vão entender tudo isso.

- Vi o novo do Sean Penn, o Into the Wild, com trilha do Eddinho Vedder e estrelando o putinho do Emile Hirsch, que fez o Lords of Dogtown e tudo o mais. Putinho por que pra mim ele merecia um Oscar só pra ele. Quem me conhece sabe que eu dou valor a filmes em que os atores quase morrem pra fazer o papel. Logo, Tom Hanks, Christian Bale e o moleque Emile Hirsch merecem um Oscar "Me fudi pra caralho pra fazer a porra desse filme". E a trilha sonora do Eddinho é outra covardia. E sabe quando você pode passar a vida inteira negando um problema? E aí você passa duas horas com alguém esfregando isso na sua cara? E aí o problema não pode mais ser ignorado? Sabe? Merda de filme.

- Uma pergunta que cabe nesse momento: o que você faria se tivesse dois dedos na garganta, Edson "fofógrafo" Costa? E você, André Gonçalves? E você, Juliana Alves? Quero saber.

- Outra pergunta: banda de música ligeira?

Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

 
"what subject?

não tem.

não tem assim um assunto, uma coisa pra escrever. só tava mesmo sentindo falta de falar contigo, de contar das coisas do dia-a-dia daqui, do que não faz mais parte do meu dia-a-dia, das coisas que eu quero fazer, das saudades que eu tenho.

e esse ano de 2008, que eu comecei aqui e 'sendo' daqui, me faz pensar muito em como eu estava me sentindo exatamente um ano atrás. o que era supresa agora já é hábito, eu reconheço os caminhos, eu até dirigo sozinho...

eu tenho mesmo é saudade de ficar assim sem fazer nada e fazendo tudo, papo de horas sem dizer coisa nenhuma, morgando o fim do domingo assistindo o último filme desconhecido que tu baixou. sentando no sofá da sala, violão no colo, um dedilhado qualquer.

eu conheci duas meninas tem umas duas semanas, e elas são amigas desde o colégio. são 10 anos de amizade, de dormir uma na casa da outra, escutarem discos, viajarem, essas coisas. e eu vejo nelas duas não um arremedo ou uma referência, mas uma proximidade ao que eu sinto em relação a você mesmo estando tão distante fisico-mentalmente. em saber que eu ainda sei tudo de ti mesmo não tendo notícias tuas há dois meses. eu simplesmente sei quem é você [e como diz o Dr. House MD: 'nobody changes'] e sei que ainda tenho em ti abrigo pras minhas besteiras, pras cervejas, pras conversas sobre tudo.

é bom, muito bom, saber de você um amigo. reformulo a frase: é bom, muito bom, saber de você um irmão. 'soulmates never die', já disse o Placebo, e todos os dias quando eu penso em você com tanto carinho, sei mais ainda da verdade dessa frase. e não há nada que eu não me sinta confortável em contar pra você, e acho que só estar na minha casa me deixa mais seguro do que isso.

provavelmente eu não vá ter resposta desse e-mail, eu nem ligo, por que sei que você é assim, e que é assim que você sabe ser. eu nem ligo por que eu sei que provavelmente tu vai responder esse e-mail na tua cabeça com um 'eu também'.

te cuida. te amo. saudades."

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

 
My music taste defines me

Me entristece: Miles Davis - Bye Bye Blackbird/Chet Baker - My Funny Valentine

Me alegra: Billie Holiday - Let's Get the Whole Thing Off/Vampire Weekend - One (Blake's Got a New Face)/Alphabeat - Into the Jungle

Diz muito sobre mim: The Walkmen - What's In It For Me/Led Zeppelin - Good Times Bad Times/Led Zeppelin - Friends/Cartola - Preciso me Encontrar/Chico Buarque - Pedaço de Mim/Chico Buarque - Atrás da Porta

Me traz lembranças de um lugar: Babau do Pandeiro - Bebe Água, Galinha/Muse - New Born

Me faz ponderar a vida: Cartola - Preciso me Encontrar/The Walkmen - What's In It For Me

Não gostaria de ouvir de novo: Pagode

Tocaria no meu casamento: The Beatles - All you need is love [do mesmo jeitinho que é tocada no "Simplesmente Amor"]/Led Zeppelin - Thank You/Led Zeppelin - Going to California

Tocaria no meu funeral: Muse - Micro Cuts/Noel Rosa - Fita Amarela [não tocariam, mas sim tocarão!]

Me faz lembrar dos meus amigos: Led Zeppelin - Good Times Bad Times/The Strokes/Muse

Gostava, mas agora não mais: ???

Admito que eu gosto: ???

Faria tudo para ouví-la num show: Led Zeppelin - Good Times Bad Times

Parece com a minha adolescência: Legião Urbana?

Muitas pessoas gostam, mas eu não: Travis

Muitas pessoas não gostam, mas eu sim: Funk

Gosto da letra: Chico Buarque - Trocando em Miúdos/Ludovic - Um Grande Nó

Tem sempre no meu mp3: Música ¬¬

Tema da vida atual: Chico Buarque - Samba e Amor

É melhor quando tocada no carro: Oasis - Cigarettes & Alcohol

Gostaria de acordar: The Beatles - Good Day Sunshine

Gostaria de dormir: ...

Gosto, e meus pais também: Tim Maia/Luiz Gonzaga

É melhor quando está acompanhado: The Rapture - House of Jealous Lovers

Tema de um dos meus filmes favoritos: Simon & Garfunkel - Sounds of Silence [The Graduate]

Me faz pensar no sol: WTF?

Me faz pensar na noite: YYY - Date with the Night

Me faz pensar em sexo: todas dos discos Led Zeppelin I, II, III e IV/Placebo - Purê Morning

Me faz querer estar sozinho: China - Câncer

Me faz sorrir: Bonde do Rolê

Não é do meu "tipo" mas eu gosto: CSS

Faz lembrar do meu amor: Chico Buarque - A Rita

Posso cantar bem: nenhuma

Gosto, mas é só instrumental: Oasis - Fuckin in the Bushes

Me faz lembrar alguém que eu já quis: Led Zeppelin - The Rain Song

Não foi lançada agora, mas adoro: ...

Para se cantar bêbado: samba?

Para se dançar bêbado: Deize Tigrona - Sadomasoquista, Unknown Artist - Aula de Ginástica/Klaxons - Atlantis to Interzone

Queria ter a voz de: Robert Plant/Billie Holiday

Queria ter a história de: Bonde do Rolê - Office Boy

Pequeno adendo muy necessário: alguns podem estranhar a falta de algumas canções do The Strokes no meio de toda essa lista. Só para deixar claro: se fosse possível, responderia todas as categorias ao mesmo tempo com um simples THE STROKES!!!, mas quis pagar de indie e sabidão, colocando uns sambas e uns standards de jazz pra colorir a coisa toda no meio de tanto rock. E tenho dito!

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

 
Parabéns! Congratulations! ¡Felicitaciones!



Nunca saberei um jeito não brega de dizer parabéns. Desse modo, deixo o Vinícius falar por mim. Não sobre parabéns e essa baboseira toda. Mas sobre amizade. E o quanto a nossa amizade significa para mim. E como o dia de hoje fica maravilhosamente especial pela tua aprovação.

"Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.
É bom sentá-lo novamente ao lado
Com os olhos que contem o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.
Um bicho igual à mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com meu próprio engano.
O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica..." (Vínicius de Moraes)

Parabéns, meu amigo, irmão e jornalista! Eu sei como essa conquista é importante e como foi sofrida pra você. 9,1 não é pra qualquer um!!! o///

Agora arruma a trouxa e vem pra cá! AGORA!!!!!

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

 
Não existe título que contemple esse post




HAHAHAHAHA

e se estiverem vacilando... Mallu Magalhães. Dica super válida, viu, Viviane?

Quinta-feira, 24 de Janeiro de 2008

 
Ano a ano - parte II

É sempre bom recordar os bons momentos de quando você ainda não é gente, não é verdade, meu povo? Pois bem, não larguei a escola na 8ª série, então vamos aos relatos do Ensino Médio.

O 1º ano começa com aquela maravilha que é o uso da farda branca de tecido, você se torna um dos grandes, tem toda aquela coisa que ninguém admite, mas que todo mundo sabe. Ninguém usa mais farda bege. É todo mundo caveira!

Foi no primeiro ano que teve um show tosco do J Quest e foi nesse show que eu peguei a irmã da menina da sétima [aquela lá do outro relato...], em mais uma demonstração de duas coisas: 1 - essa família é muito botadeira de banca; 2 - meu papo tava ficando melhor. Ao invés de dias de conversa mole e insistência cega, algo como duas horas depois das primeiras palavras, lá estávamos nós. Detalhe: até hoje não sei se é verdade, mas a menina me jurou de pé junto que não dava certo por que o namorado dela tava por lá. E tudo que eu dizia era... "e cadê esse namorado, menina, que num ta contigo?". No fim das contas, o caba deve ter sido corno... (6)

No outro dia fui acusado por um amigo nosso em comum de ser a kind of Humbert, do Nabokov, só por que a menina fazia a 7ª série, vejam só que bobagem...

OBS: Oh, man! Eu não fui pro show por causa do J Quest, mas sim pelas bandas da cidade [Banda Atittude, Mano Crispim e outras lá...]... é bom que isso fique claro!

Mais basquete, mais tardes perdidas na escola, dois livros escritos e perdidos [era assim, eu comprava um caderno e ia escrevendo, escrevendo, escrevendo. Um livro era sobre um guerreiro da Idade Média, tinha espada, usurpação do trono, treinamento na floresta e tudo o mais. Já o outro era uma história mais real, nem lembro direito, sei que eu achava que tava escrevendo os novos romances da juventude. Ainda bem que eu perdi essas porras.], essa era minha vida. Eu não bebia, não fumava e só praticava esportes vestido. Não sei se era bom ou ruim, meu deus...

O detalhe do basquete é que meus joelhos começaram a doer demais, era muito esforço pra um cristão só. Assim, depois de um ultimato do meu ortopedista [ou pára com o basquete e faz natação ou entra na faca], vamos fazer natação. Viva a minha tendinite do capeta. Lembro que eu dei uma mini crise por isso, eu tinha acabado o meu primeiro ano de infanto, logo, seria titular do time durante a temporada inteira, e aí o corno do médico inventa de me mandar fazer natação...

Pois bem... eu continuei jogando basquete até o horário da natação e então atravessava o Diocesano inteiro correndo pra trocar de roupa e cair na piscina. Esses seis meses dentro d'água me concederam mais fôlego pras partidas que eu não abandonei e ombros um pouquinho mais largos, o que na época não fez diferença nenhuma, mas depois...

Detalhe: queria por que queria ir fazer o PAS, em Brasília, mas de recuperação em duas disciplinas, Física e Português [=O], não foi possível.

Nessa época eu já tinha uma grande amiga que conservo até hoje, mas por quem eu fui apaixonado por longos 3 anos. Mas nada acontecia por que ela tinha um namorado tosco. Fazer o que...

Segundo ano começa bombando, já que a minha amiga e paixão de três anos finalmente termina com o namorado. Depois de esperar todo esse tempo, não dei a mínima chance da mocinha se defender. A primeira coisa que eu fiz depois dela me dizer que tinha terminado foi perguntar se ela queria namorar comigo. "Quer namorar comigo? E eu acho que depois de três anos, não tem outra resposta, né?". Ela também queria, eu sabia, mas enfim, tínhamos 15 anos e não sabíamos o que estávamos fazendo. Namoramos um mês e meio e ela terminou comigo para mais de um ano de silêncio posterior. Ao fim do período de babaquice, fiz questão de restabelecer os laços e seguir com a amizade massa que temos até hoje.

Detalhe: muito depois disso fomos a um tributo a Legião Urbana [OH, MAN!] e ela ficava com um amigo meu de sala, mas antes dele chegar a gente ficou. Muito saudável, minha vida, to vendo aqui que sempre fui cafa. Quando ele chegou, ela me apresentou uma amiga dela, que eu fiquei também. Tudo graças a uma carta que eu tinha escrito esculhambado o Sérgio Martins da Veja por conta de uma matéria que ele havia feito chamada "Religião Urbana". Um trecho da minha carta foi publicado e essa mocinha queria por que queria conhecer o tal Pedro Augusto Jansen, como foi colocado na revista. Ai, minha amiga fez o intermédio e foi só maravilha.

Não posso deixar passar o fantástico, maravilhoso, estupendo show do Raimundos. Uma das coisas mais fodas que eu já vi na minha vida!

Fim do ano, recuperação em química e uma namorada que terminou comigo do nada e por carta, no meio da recuperação! O bom foi que ela que veio atrás pra gente começar a ficar, ela era prima de uma amiga de sala, me viu no shopping e gamou, a coitada.

Dá-lhe tardes fugindo da aula de reforço pra correr até o Santa Helena e esperar pela educação física dela. Mas a vaca terminou comigo e sumiu. Foi por carta e fiquei em frangalhos no meio da recuperação. Nisso a minha melhor amiga na época soltou fogos, por que as duas não se cheiravam, a menina era meio paty, eu gostava de rock, sabe como é... Foi nesse ano que eu participei de uma edição do festival de música do Diocesano e foi a coisa mais tosca que eu já fiz na vida. E eu ainda achava que meu futuro era ser advogado, pensa aí...

Terceiro ano foi o ano mais vagabundo de todos, não aprendi nada, já não dava satisfações do meu boletim em casa, tinha escolhido o jornalismo pra me fuder ser a profissão da minha vida, ia toda terça e quinta pra Adufpi jogar basquete e paquerar uma mocinha que veio a ser minha namorada posteriormente, fazia um intensivo dias de segunda, quarta e sexta, o que me impedia de treinar, mas mesmo assim fui pra Braseela disputar uma olimpíada para estudantes por lá, vestibular, Senhor dos Anéis, aprovação...

O resto quase todo mundo já sabe... Mas eu conto mesmo assim daqui uns dias.

Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

 
Ano a ano - Parte I

Eu entrei no Diocesano [ou Colégio São Francisco de Sales, como era na época do meu pai] com 6 anos. Vinha de uma escola "fraca", mas muito legal e comia coxinha e fanta uva todo lanche.

Imagine, aos 6 anos, eu ver que um dos meus coleguinhas de sala dizia, todos os dias, na hora da saída para o recreio, que ia pegar um lanche na cantina.

Mais que depressa, deduzi que existia ali uma benesse que precisava ser utilizada o quanto antes, como um imposto a ser compensado.

Alguns dias depois a escola havia requerido a presença da minha mãe para resolver um gravíssimo problema: eu, delinqüente infantil, havia me aproveitado da benesse exclusiva do acordo entre a tia e a mãe-amiga do tal aluno que eu havia imitado. apenas ele podia pegar lanches na conta da professora, coisa que a mãe dele pagaria no fim do mês. Nem preciso dizer que fudeu a porra toda.

Daí que esse foi o grande acontecimento da primeira série [ok, vamos esquecer aqui o causo da mudança de faixa no caratê, tapão no pé do ouvido e choro irrefreável na frente de todos os meus coleguinhas. Claro que larguei o caratê]. Hum, também temos o caso da minha primeira paixão [Luciana, todo ano eu tinha uma musa, tu num sabe a tua sorte em ter falled in love só com 17 anos...], em que eu pedi ao pai da menina a mão dela em casamento. Ele disse que tudo bem, desde que ela aceitasse e a djaba disse não. [som de coisa se quebrando]

Assim, vamos até a segunda série, na qual eu lia como um doido [aliás, eu sempre li como um doido] e antes de chegar ao início do ano letivo, já tinha lido todos os paradidáticos [isso se repetiu até o fim do ensino médio]. Além de ler as fabulosas Enciclopédia Disney e saber bem antes dos meus amiguinhos o que era uma constelação [e diversos outros assuntos ligados à física, química, matemática, história... lembro até que fiz charme pra uma estudante de medicina acolá tem uns dois anos explicando pra ela o processo químico que transforma a glicose em ATP - trifosfato de adenosina, combustível das nossas células, que depois vira ADP - difosfato e que o acúmulo dessa substância leva à formação do ácido láctico, e lá vem a câimbra - ok, arraso na paquera, hein? _o/], o que não me fazia nerd, mesmo que eu fosse quase a Mônica pra responder perguntas. Medo!



Na segunda série também teve paixão, mas não lembro por quem. Na terceira série, repetição da segunda, tédio total, boas notas, aquela coisa toda.

Na quarta eu comecei a encarnar a minha faceta "Capeta em Forma de Guri" e era expulso de sala dia sim dia não. Certa vez, por uma coisa de nada, um colega de sala me tirou do sério e eu mandei o caba calar a boca, no que ele reagiu com um desafiador "vem calar!" e lá fui eu, calei a boca do menino e fui expulso de sala. Me fudi pouco nesse dia.

A 5ª série começou como outra qualquer, não me lembro de ter aprendido nada demais, os anos passavam no Diocesano de uma forma muito regular, continuava com o cão encarnado, ainda me esforçava pra jogar futsal, mas aos poucos via que a porra daquela bola nos meus óculos não ia dar certo. Também foi na 5ª série que eu li um dos melhores livros da minha vida, chamado "A Hora do Amor", durante um mês inteiro de recreios sacrificados. Nhá!



Foi na 5ª série que aconteceu uma das minhas histórias mais legais. Menina linda + garoto seboso = paixão platônica, claro. Aí eu convenci a mocinha a conversar comigo e tals, minha mãe logo percebeu a paixonite por que eu escovava os dentes e penteava o cabelo. Um dia a mocinha e eu estávamos conversando num dos corredores mais movimentados do Diocesano e de repente ela disse "vamo pra cá...", que era um banco menos agitado, dava pra conversar melhor. Só que o tapado aqui entendeu "eu já vou indo, tchau" [oO], saí e deixei a menina falando sozinha, o que não foi legal. Claro que ela me disse não, mas era esperado, "ela é tão rica e eu tão pobre, eu sou plebeu e ela é nobre" [arrocha a cantoria!]. Neta do João Claudino, nem digo nada! =X

Foi na 6ª que tudo começou a mudar, quer dizer, eu ainda não pegava ninguém [nem na bunda de ninguém, Luciana :P], mas descobri o basquete e com ele uma coisa fascinante chamada popularidade. Não que eu fosse o MJ do Diocesano [esse posto era ocupado por outro amigo], mas eu passei a conhecer os caras mais velhos do colégio, e falar com eles durante os intervalos e jogar com eles. Os caras não eram nerds, eram legais, e eu acabei conhecendo muita gente [mesmo!]. Nessa época eu já estudava pela manhã de novo.

7ª série eu mudei de turma e conheci mais gente ainda. O basquete me permitiu conhecer a Sanmya, e mais um monte de gente mais nova e mais velha do que eu, e a rede de pessoas conhecidas se ampliou até a incomoda situação de pessoas que eu não conhecia falarem comigo. Mas se você me acha entrosado hoje, devia ter me conhecido naquela época. Ao mesmo tempo senti a mudança de sala e tomei no cu na matemática bonito, ficando de recuperação pela primeira vez.

Aí peguei a primeira mocinha sem contatos intermediários, à custa de muito queixo e babação. Foi um beijo só e fomos embora. Eu queria mais, liguei e tals, e ela não, sofro demais, doido.

Passou e passei, fui pra 8ª no ponto de bala, passei direto, mais basquete, campeonatos, treinos segunda, quarta e sexta, das 18h às 21h, mais educação física e intervalos, minha vida era o basquete. Eu era MAGRO! Vale lembrar que desde o ano anterior eu faltava à aula de reforço pra ir jogar vídeo game ou para fazer trabalhos em grupo inexistentes. Passava a tarde inteira vadiando no colégio, lendo ou fingindo estudar na biblioteca. Eu era maloqueiro, velho!

Cenas dos próximos capítulos amanhã, que a saga ficou longa pacas!

Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2008

 
Janeiro continua sendo o pior dos meses

Mas ao menos tem-se o tradicional show de janeiro do Ludovic no Outs.




Essa foi uma das pernas da rota de perigrinação de Aline "Sou quase a Betty Davis" Maria e cia por Sampa ano passado, rendendo fatos e fotos de causar inveja.









fotos por Ju Alves e Aline Maria


Como bom fã azarado da banda [em 2007 o Ludovic fez shows em tudo quando foi canto e eu nunca pude ir. Perigou acabar e eu não tinha visto um pocket show sequer], decidi perder o show de 2/3 do Bonde do Rolê em Santos pra garantir esse ingresso na mini-coleção.

Vodca alucinógena e pixca-pixca, here i go!

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

 
"Não existem lugares, existem pessoas"

Como suspiros pregados no chão de terra, rio e pasto, observo as nuvens do alto dos 11.200m acima do nível do mar que essa aeronave me transporta de volta a São Paulo, assim como da primeira vez que fiz a viagem.

O que imaginava ser um leve enjôo, talvez ainda reflexo da farra do último sábado, se mostra agora mesmo um choro tranqüilo de saudade pura e boa. E de todas as imagens que vejo aqui dentro da minha cabeça, fica a do abraço último em você, meu amigo Rafa, que eu amo e admiro.

A proximidade da chegada me dá o choque de realidade costumeiro: a volta aos ônibus, ao metrô, aos bares tomando guaraná com laranja e falando amenidades, e paquerando as moças sem sucesso. O trabalho me espera e com ele a pá derradeira de areia sobre o fascínio que as férias de fim de ano têm.




De absurda e estranha maneira, dessa vez tive a fiel certeza de que meu coração e minhas raízes estavam assim em cima de um muro, como se eu fosse ainda teresinense por fascínio e amor cego e irrestrito, mas já não me reconhecesse imediatamente. Parece que há um esforço cada vez maior para me achar nas coisas e nos lugares. Ainda assim, a madrugada na Frei Serafim me encanta profundamente, acho o sono de Teresina a coisa mais encantadora do mundo.

Enquanto verto as lágrimas, o aperto no peito diminui e eu fico pensando mais no provincianismo da minha terra boa, que tem seus defeitos e belezas, gente que admiro, lugar quente que me deu um sangue cheio de corisco, do tipo ideal para lutar contra qualquer intempérie que seja, agora eu sei ser bem melhor molhar a face que sofrer com o estômago cheio de mariposas.

A casa de minha mãe agora tem paredes coloridas e pode ser clichê dos mais baratos, mas enchem a casa de vida. A sala tem um fundo salmão e o quarto de minha irmã, lilás, o de minha mãe um verde calmo. Meu quarto tem um travesseiro novo e a parede antes amarelada pelas tardes recostado agora são brancas de novo. Minha mãe é dessas mulheres felizes em ter o lar arrumado. Da outra vez que estive em Teresina, observei ainda estarem meus irmãos todos iguais, e Rafa retrucou que as mudanças apenas não eram perceptíveis. Em mim e em todos os outros. A cada vinda, tenho mais cara e jeito de visitante apenas, o que é perfeitamente compreensível. Não discuto nem acho de todo ruim, apenas respeito a ordem natural da vida. É assim mesmo.

Nesse momento em que já encaro pedaços de Sampa da minha janelinha do avião, fico feliz por minha alma ainda ter o repouso bom nos braços dos meus amigos-irmãos, na benção da minha mãe, na voz de minha irmã.

Certas coisas, graças aos deuses, não mudam nunca.

Até a próxima.

Quinta-feira, 3 de Janeiro de 2008

 
Das coisas que eu preciso fazer enquanto dá tempo

Sabe como é, janeiro chega, você passa a virada na praia, ressaca de um dia inteiro causada por uma grade de Nova Schin, sete dias sem tocar num computador com acesso ilimitado e irrestrito à internet à qualquer hora em que eu necessite checar meu e-mail causam na pessoa uma paranóia sem fim. Há também a paranóia que corrói por dentro das melhores máquinas que o homem foi capaz de inventar, e das piores também.

"Se quando longe de você eu te causava doenças e delírios, perto de mim você causa angústia e sofrimento. Somos verdadeiros opostos literais. Nós deveríamos ser estudados. Eu quero você longe de mim"

Jack Mayle Gusohet


Se eu posso ir à praia, tomar sol e ficar apenas rosado, e não tostado como um toicinho, eu acho ótimo, mas é bem ruim ver a total falta de estrutura dessa terra que em breve vira um deserto, seja pelo calor, seja pela insatisfação das pessoas.

Tomo cervejas até formar uma grade com amigos de longe, de perto, desconhecidos, de longa data e feitos indagorinha, e acho tudo muito bom.

Mas quando acordo, penso mesmo é que tenho milhares de coisas para resolver, e foi por isso que eu comecei esse post. Logo, vamos às tais coisas.

1. Mandar algumas pessoas tomarem no cu - obviamente não é a coisa mais bacana de se fazer no início do ano, mas sabe como é, é preciso manter a minha fama de mau, e se a fama é injustificada, o fato d'eu ter a idade mental de uma criança de 5 anos catarrenta e mimada me faz acreditar que essa [e não o silêncio] é a melhor solução para pessoas indesejadas.
2. Requerer um novo Título de Eleitor - legal, pra quem não liga muito para coisas como a crise interna do governo ou a alteração do nome do PFL pra Democratas, pra quem não sabe em quem vai votar no próximo pleito e sinceramente, está se obrando para isso, perder tempo pra tirar outro título de eleitor é ser muito filho-da-puta. Mas quem mandou ser burro?
3. Perder tempo fazendo alguma coisa que eu não entendi bem o que é no INSS - com certeza vou perder tempo demais lá dentro. Essa sigla me cheira e fede a burocracia. Logo, espero não ter que matar ninguém para ser atendido em tempo recorde. Já me basta a prática do ódio diário contra quem me enche o saco sem ter razão de porra nenhuma.
4. Corrigir, assim que meu computador parar de desligar que nem o sistema de alarme inexistente do MASP, a monografia do meu amigo, irmão, my fella, my guy, Rafael Campos, o homem do machismo e da monografia mais legal dos últimos tempos. Vou ler, meu filho, relaxe e goze.
5. Beber com meus amigos na curva São Paulo, levar a Ju pra comer caranguejo, ir na Mercê encarar que mais um dos minúsculos ciclos em Teresina se fecha, visitar parentes, chegar em casa ao menos mais uns dias de manhã.

2008 começa rápido e feliz, de coração tranqüilo e com areia no juízo e no chão do quarto. Um ano que começa vendo constelações, tomando tequila e vestindo a bata que eu sempre sonhei em comprar não poderia começar de melhor maneira. Quem apostou que a virada do ano seria recheada e permeada de sexo, drogas e rock n' roll, acertou demais. 66 km de extensão de litoral, 66.000 metros a serem percorridos e um carro a ser comprado.

2008 começa raivoso, como o refrão de The Rat, sangue no olho, mostrando a garra e a presa pra vítima, chute no saco e areia no olho valem demais. Choose your fuckin' enemies, a saída é com o camburão de 5. A manilha é o ás, já saio trucando logo de cara.

Façam suas apostas, esse ano do caralho acabou de começar.

Tá comigo ou tá com medo?

Quinta-feira, 20 de Dezembro de 2007

 
"You start a life"

O ano de 2007 começou com diversas certezas e dúvidas, todas com seu charme e desespero. Começou com encontros, viagens [de ida e de volta, de ida sem volta].

Começou com gosto de saudade.

Quando ainda era 2006, decidi por vir embora, assim, do mesmo jeito que escrevo esse texto, de uma hora pra outra. A idéia era juntar uma grana e me mandar para Sampa, e tentar. Tentar alguma coisa, ver no que dava, o que eu poderia experimentar estando num lugar 500 vezes a minha cidade natal.

Eu teria outras opções, onde tenho família. Rio, Brasília, até Natal, o importante era mudar de ares, era tentar.

Mas eu não queria ajuda da família. Eu queria engrossar o couro sem ter tapinha de tio ou pai no fim do dia. Foi quase a decisão de um ano sabático no Japão.

Assim, as coisas foram acontecendo, 2007 dentro de 2006 e formatando essa viagem. Fim do TCC, cana, texto do Curso Abril de Jornalismo, palestra com Edson Rossi, a promessa de estágio, a ligação do povo da Abril pra dizer que eu tinha passado na primeira fase pro Curso, ir a Salvador pra segunda fase...

Enfim, começou 2007 com dúvidas e certezas. Mas as idéias que eu tive de São Paulo foram todas desfeitas logo quando sai do aeroporto, quando paguei para ir de um aeroporto ao outro quando isso é de graça, quando cheguei na residência das minhas amigas Rine e Pri e me senti em casa.

Até por que saí de lá e fui "conhecer" a "cidade". Ônibus, 10 minutos de trânsito, Paulista. Aí sim eu percebi que tinha me fudido bonito. Achei aquela avenida a coisa mais foda da minha vida, assim, a visão do meu inferno de realizações.

E depois na FNAC... ter que ser arrastado pra fora de lá antes que eu gastasse meu pouco dinheiro lá dentro, aí as coisas foram fazendo sentido, eu fui me tocando de que aquilo tudo era grande pra caralho. E que eu estava adorando.

Mas era só o início.

Aí teve a Abril. Me virar pra chegar lá. "Congelar" no frio besta de janeiro. Ser confundido com a galera do Curso Abril, conhecer a galera do Curso Abril, minha primeira matéria, pessoas legais, sorrisos. Sair da casa da Rine, ir para um pensionato. Penar 25 dias num lugar que não tinha nem janela, que dirá espaço.

O freela de para a revista de Arquitetura. A correria pra entrevistar o povo. As contas de telefone altíssimas. A saudade.

Ir pra SBC. Me matricular na minha especialização adorada.

Tudo teve seu tempo em 2007, tanto as coisas boas como as péssimas.

Distância das pessoas que eu amo, da minha família, das coisas que eu tinha costume, do meu carro, de sofrer pra descobrir onde era cada canto que eu precisava descobrir.

Fazer freelas pra maior editora do Brasil, conhecer pessoas fodas e novos amigos, bebidas, espaços, ver coisas, diferenças, distâncias, dormir de novo dentro do ônibus, metrô... tudo de pequeno e grande de novo se apresentando.

2007 vai embora e [não] deixa saudades. Se é que vocês me entendem.

Sexta-feira, 7 de Dezembro de 2007

 
A menina, o céu da boca e a cabeça vazia

As divagações fizeram dos seios daquela menina de tão pouca idade, talvez 19, no máximo 20, seios que eram firmes como laranjas-da-terra, grandes com laranjas-da-terra, mas doces como uma manga-rosa colhida com a mão, cheirosos como uma manga-rosa, as divagações fizeram dos seios daquela menina dois grandes espectros, transparências sedutoras de si.

E começou dos seios. Eu comecei dos seios. Não dos olhos ou da boca, ou da nuca. Nunca! Comecei dos seios e ela então começou a desaparecer, vanishing, indo lisa e sorrateira pelo ralo do meu olho. Eu bebia a carne daquela menina e primeiro foram os seios. Depois, só depois, pus os olhos no seu colo, omoplatas, ombros, braços e dobras de braços e ante-braço, os punhos firmes, a boca pequena, a cara curiosa.

Aos goles ela ia então desaparecendo e sumindo. Tremia. Das pernas ao sexo, tremia. Pulsava e repelia, sentia frio. A carne levava junto os ossos, os dentes, o cabelo, ora curto, ora longo.

A menina tremia e eu sentia isso facilmente, por que ela vibrava. O peito subia e descia rápido, as narinas se abriam e comprimiam o ar entrando seco então ela estalava a língua no céu da boca. E eu queria que o céu da boca daquela menina fosse eu, e que a língua dela estalasse em mim, em todo o meu corpo e também me arrancasse a carne, aos nacos, aos pedaços. Eu queria ser alimento daquela menina, a carne no meio dos dentes dela.

Ela agora se despia. A lingerie delicada, mas provocante, intrigante. Ela sabia se despir. Primeiro os fechos dos olhos, de velcro, depois o peito, estourando o sutiã, não mostrando os seios que já repousavam em meu estômago, mostra o nada, um sensual nada, rosa e firme, os pêlos ao pé da barriga, finos e delicados, 1 2 3 não passam de 5 fios que seguraram meu olhar 2 segundos antes de encarar o sexo vibrante e trêmulo, de carnes também delicadas e rosadas e gentis. Ela não olhou para mim e nem me convidou. Só puxou meu cabelo forte, as duas mãos, e me bebeu, e eu sabia que ela então me beberia. Assim, com essa certeza, fechei os olhos e senti a língua da menina me envolvendo e meu corpo todo o céu da boca dela. E ela estalava...




É, eu bem que notei os olhos pretos. Eles me caçavam com toda a fome e sede do leão, e eu sempre acredito muito em certos sinais quem tomam o rumo do horóscopo. Ou touro ou escorpião, com aqueles olhos felinos. Leão seria óbvio demais, os leões tentam a discrição. Olhares que atravessaram grande aquário do Le Petit, restaurante meu de todo almoço breve, e olhos novos pro meu cotidiano. Eu nadava em seus olhos, e nos olhos rasos mais dois peixes acompanhavam seus movimentos de pequenas bolas pretas.

De certo ela nunca teria passado por um momento tão desencapador. Eu fui desencapada, tiraram-me o casaco do dia frio e a todo o restante das vestes, que de fato não eram muito cobertas ao corpo, mas sim, eu fui despida fantasiosamente como jamais previ, ou vi acontecer com outro alguém. Sentir desejo do olhar do homem, não era vera novidade, numa cidade em obras para uma pessoa que gosta das ruas e caminhadas, já fui sim, muito olhada e espiada em breves passadas de pernas via calçadas.

Mas sentia diferença, era brutal. Era ele um homem bruto, que gostava de seios, gostava de grandes e dos meus. Sua cara me dizia coisas, do gênero, mas também tinha dúvidas. Ele avisava que eu me diferenciei do seu tipo, mas o agradava, bastante. Acredito até que nesse dia ele não sentiu fome, só uma outra espécie de fome, que a comida daquele self service francês não lhe supria. Ele queria, e eu sabia. Não ajeitava meu decote ou encompridava minha saia, esperava apenas, esperava. Ele sentou, se apresentou e só. Partimos, com todo o meu prato cheio, e a cabeça vazia. Tive um bom dia.

Segunda-feira, 3 de Dezembro de 2007

 
O poema em 4 mãos que digitam

Sabe como é: se hoje a gente tem um tesão desgraçado em ler aqueles livros que mostram a correspondência trocada pelos grandes autores e seus amigos, suas paixões, seus concorrentes, desafetos ou sua família, num futuro não muito distante, alguém vai ter a idéia de sair por aí publicando logs de papos no msn. Interessante ou não, perceba, o log do msn está para o mp3 como o livro está para o cd...

E muito me honra publicar aqui o sumo de uma conversa que tive com minha amiga que só vi uma vez, minha discípula das artes (6)istas, dona dos melhores trocadilhos ever e futura jornalista fodona [ou escritora, escolhe aí...], Ana Clara Ribeiro.

Com vocês... "Ela, na Janela"




Ela, na Janela

homem [de]feito diz:
olha ela
menina diz:
ela debruçada na janela
homem [de]feito diz:
ela deitada olhando a rua
menina diz:
a rua e calçada, passavam por ela
homem [de]feito diz:
tomava goles de ar, cuspia nada
menina diz:
ar engasgava, tossia suspiros
homem [de]feito diz:
cuspia pecado, ela debruçada na janela
[ela esquecia sempre de ter sonhos puros]
menina diz:
só queria o que chamam os pais de "um pouco de paz naquela casa", só escuta gritos dentro de casa, só escuta grilos fora de casa
homem [de]feito diz:
ao contrário do que teimavam, ouvia tudo e nada esquecia
homem [de]feito diz:
a menina tinha um olho seco de tanto chorar
homem [de]feito diz:
o outro olhava pela janela
homem [de]feito diz:
cuspia veneno, devorava ar
menina diz:
ela então não pensava no que sentia o olho, vermelho. o olho só via, e nem sabia direito por que formigara
homem [de]feito diz:
ela não pensava, não via, ouvia tão pouco, tampouco falava
homem [de]feito diz:
a língua formigava e agredia os dentes
homem [de]feito diz:
ela mordia os lábios de noite
menina diz:
ela sabe o nome disso, pensa que sabe, sinestesia, soava a palavra da nuca.
menina diz:
e em busca de gosto ela mordia a boca, tinha fome de carne no meio da noite, ela...
homem [de]feito diz:
ela nem sabia
homem [de]feito diz:
o nome da fome, o desespero da sede, a noite engolindo seu corpo
homem [de]feito diz:
a janela, a panela, a colher de angústia
homem [de]feito diz:
tudo tremia dentro dela
menina diz:
junto de tudo e tudo junto, ela estava dormente nas pernas, não que a fizesse pegar no sono, nela só as pernas dormiam e mentiam, pelos lugares onde passou naquele dia quente.
homem [de]feito diz:
a mentira, na verdade, era que não parava quieta, nem de pernas, ou de nuca, ou de mente. era inquieta, a menina, a mulher que olhava pra rua.
menina diz:
era um pouco triste, mas dizia um vizinho seu amigo que ela só precisava de mais música na sua vida... radinho de pilha, ela nem tinha pra lhe acordar. acordava com o galo, o tapa, o talo e o barulho da panela fechando e janela abrindo.
menina diz:
pessoa que n escuta rádio n pode ter vida ardida e pulsante, mas a menina conseguia ainda, ter tantas sensações estranhas sem a menor nota ou som externo...
menina diz:
talvez trilha sonora da sua cabeça, mas só talvez...
homem [de]feito diz:
ela escutava uma música que não existia
homem [de]feito diz:
juntava o chicote da língua, o bater da panela e o tremor das pernas e se via diante de uma orquestra ao contrario
menina diz:
mascava chiclete com o troco do pão, q era certo de cinco centavos, e fazia sinfonias com sua mandíbula e com o assopro pra bola, que quase caí certo dia, com
menina diz:
e quase perde a boca, de tanto estalar, de tanto parecer que vai ao chão...
homem [de]feito diz:
batia no peito, deitada na rede
homem [de]feito diz:
sacudia os seios, na corrida do ônibus
homem [de]feito diz:
tremia as coxas no ajoelhar da oração
homem [de]feito diz:
tudo com seu som
menina diz:
ela só parecia pisar no chão quando acordava, saindo da rede a caminho do banheiro. fazia o itinerário sempre descalça, sentia os azulejos com a sensibilidade da manhã gelada.
menina diz:
pro resto do dia quente, tinha a sandália de couro, mole e cheia de tiras, que é pra pisar mais firme por esses chão de giz
homem [de]feito diz:
perto da noite, trocava o chão da sandália pelo veludo da sala de um qualquer
homem [de]feito diz:
ela fazia questão de esconder que era daquelas mulheres, tristes, e que só dizem sim
homem [de]feito diz:
ela queria dormir
homem [de]feito diz:
sozinha
menina diz:
quase nunca acordava de um sonho bom,
menina diz:
quase nunca lembrava de sonhos
menina diz:
tinha tanta fé em aprender a dormir, e ter sonhos e simplesmente desejar coisas em sua vida
menina diz:
tinha fé mas não sabia no que ter fé, no que pedir
homem [de]feito diz:
ela não pedia muito
homem [de]feito diz:
ela só queria alguma coisa
homem [de]feito diz:
assim, um pedaço de qualquer coisa
homem [de]feito diz:
um pedaço de rua, uma sandália, um vestido que não a deixasse mais nua

Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007

 
Silêncio

Aos fiéis visitantes: de saco cheio disso tudo, prometo retornar assim que uma moça acolá por os pés de novo em Teresina. Será uma postagem conjunta, tenho que esperar a menina. Sejam bonzinhos, ok?

E tenho dito.

Terça-feira, 13 de Novembro de 2007

 
"Thank you for the good times"





"Who'll rise?
It would be so nice to hear you say
'Thank you for the good times'
Before the good times fly away"






Andy Bell, mafriend, tu tens a manha...

Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

 
That's the way, baby, sorry

"ruptura"
[substantivo feminino]

Acepções:
1 ação ou efeito de romper(-se); rompimento, fratura, quebradura
2 interrupção de continuidade; divisão, corte
3 quebra de relações sociais ou compromissos
4 violação ou infração de contrato ou acordo
5 abertura brusca




"[...] o cruel vinha de que o silêncio também seria inábil e farposo, contudo educado, então feria, e não pense que vou esclarecer quem, facilitando as coisas, por cegueira, por pressa, por tontura: o cruel era a palavra verbalizada, e o verbo era o mal? mas o silêncio idem.[...]"

Os Companheiros - Caio Fernando Abreu, em Morangos Mofados



Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

 
Mas hein?


Doido, quem é essa mulher? =O

Grandes merda fazer esse teste e sair uma criatura que eu não faço a mínima idéia de quem seja... ¬¬

Domingo, 4 de Novembro de 2007

 
Queima!

Ju Alves me condenou a falar 8 coisas aleatórias num meme que foi dificílimo pra mim. E como eu não quero ver ninguém passar pela minha aflição, quebro aqui a sequência de indicações.

Mas vamos às minhas bizarrices.

1 - Eu toco contrabaixo por que na época em que eu queria muito ter uma banda, todos os meus amigos já tocavam guitarra ou violão. Hoje sou apaixonado pelos graves do instrumento.

2 - É difícil aparecer uma coisa que me tire o sono. Muito difícil.

3 - Embora todos digam que eu ter cortado o cabelo tenha sido uma coisa boa, sinto uma saudade extrema daquela ruma de cacho batendo nas costas.

4 - Quando eu leio quadrinhos do Batman demais eu tenho uma vontade imensa de ser delegado da PF. Não me pergunte a razão.

5 - Tenho a incrível capacidade de me concentrar no trabalho, msn, música e conversa. Tudo ao mesmo tempo agora.

6 - Me considero O dono da verdade. E tenho me sentido cada vez pior por isso.

7 - Se você me acha entrosado, precisava me conhecer há uns 7 anos.

8 - Calça jeans, camiseta e all star são o uniforme do coração, mas se eu pudesse, só andaria de terno, gravata, colete... Sim, é verdade. Tá, o tempo todo não, mas usaria muito mais.

Pretty cool, ahn? :D

Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007

 
Prato ideal para pré-feriado

Vingança com gosto de desforra




Ingredientes:

1 kg de vingança bem temperada [de preferência deixada no sol por uns 5 dias]
1/2 kg de veneno
200 g de inquietação
300 g de angústia
2 punhados de dignidade fora do prazo de validade
3 dúzias de choro
4 dúzias de ilusão despedaçada
Pimenta nos olhos dos outros à vontade

Modo de preparo:

Junte tudo, misture bem até ficar consistente. Quando a massa começar a inchar, bata, mas bata com gosto. Vale de tudo. O que importa é amaciar o preparado.

Assim que a massa ficar no ponto em que não grude mais nas mãos, jogue numa forma qualquer, deixar assar. 30 minutos devem ser suficientes [ou quando começar a cheirar a queimado, faça como preferir].

Tirando do forno, pegue a forma com firmeza e vire o conteúdo todo no chão. Pise em cima com gosto. Saboreie o momento. A seguir, caminhe até a geladeira, pegue uma cerveja, puxe uma cadeira, abra um sorriso e admire o seu talento como gourmet.

Quarta-feira, 31 de Outubro de 2007

 
i want to see people and i want to see lights

take me out tonight
oh take me anywhere
i don't care, i don't care, i don't care...




ainda hoje lembro como fui feliz nesse dia.

Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007

 
Tanto tempo longe de você...




Bom demais achar esse vídeo da minha formatura perdido pelo YouTube. Acho super digno.

"A distância não vai impedir......."

Amo vocês.

Segunda-feira, 22 de Outubro de 2007

 
Moleque!



tomou no cu, neto... :D


A amiga Nat já recomendava pelo msn outro dia, mas tinha esquecido de citar aqui. Vão lá no blog do Capitão Nascimento [de onde saiu esse gif fantástico], blog fictício sobre o novo bombom pepper da boca de quem não tem mais nada pra falar. Pra fazer, pra comentar, pra se preocupar, whatever.

O filme? Violento, "verdadeiro" e bem azeitado. Uma coisa bacana de se ver, vale o dinheiro do cd piratão ou do ingresso no cinemão.

[na verdade, eu acho que se esse filme acontecesse nos EUA, tivesse o Steven "Aikido" Seagal, o Bruce "Die Hard" Willis ou o Mel "Máquina Mortífera" Gibson como personagem principal e os terroristas do medinho americano da vez como inimigos, o filme seria só mais uma boa descarga de testoterona, no melhor estilo de Joey, Chandler e Ross vendo Die Hard 500 mil vezes por dia.]

 
obrigado pelos memes, deus

deus disse que memes são legais, e que quem não faz os indicados por pessoas legais conhecem seu "amigo saco" [ou você pensava que a confissão era algo espontâneo e natural desde o início dos tempos?].

logo, eu como bom temente a deus e a tyler durden, mando bala aqui no meme vindo pelo rafalelo.

So, welcome to the fight club [sim sim sim, you have to fight]:

a) pegar um livro próximo (próximo, não procure).
b) abrir na página cento e sessenta e um.
c) procurar a quinta frase completa.
d) postar essa frase em seu blog.

observação a) não escolher a melhor frase nem o melhor livro.
observação b) repassar para outros cinco blogs (facultativo nessa jurisdição).

Livro: Os Irmãos Karamazov - Fiodor Dostoiévski

"Em volta, todos se agitavam".


Agora façam vocês ou vai todo mundo pra conta do papa:

Paula

Daniel Lopes

Sra. Arraes

Daniage

André Gonçalves

Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

 
Vai ver...

Sentou no chão e pensou, "seria eu o responsável?".

Vai ver que a confusão fui eu quem fez, fui eu... Vai ver, vai saber.

É engraçado, como tudo tudo converte, como tudo implica, junta, mira. Tudo se vira.

Só o Match Point salva. "I'd rather be lucky than good". Embora sorte seja coisa dos fracos, Wilton tinha razão. Nada nada é só carcar Scarletts por aí, mafriend, o buraco é mais embaixo.

Olhai os lírios do campo, disse o Érico, em idos tempos tão distantes. E as várias histórias [sempre deixando claro que a memória é uma participante expressiva e extremamente falha do que se registra como verdade] se ligando e ligando se umas às outras.

Se não fosse por todo esse turbilhão de nadas, estocados e amalgamados, o que seria do cara sentado na calçada, tomando uma cerveja e fumando um cigarro? Não seria nada, cara, ele teria a paz dele, num momento sequer.

Não vamos acreditar em contos de fada, faz favor. Todo mundo diz que já encheu o saco, e que tudo é terra sem lei. Cada um cuida do que é seu, velho, se liga se não vem um e toma. Veja, já roubaram o cigarro do cara, passaram por cima das minhas vírgulas, jogaram a cerveja do sujeito fora, esqueceram lá longe o predicado.

Vai ver que eu que fiz a confusão, que confundi tudo, que disse que enfim era o fim e agora é que pago por tudo. A jarra de cristal da minha avó não foi derrubada por mim? Foi, cara. E assim é com tudo que pára nas minhas mãos. A história das pessoas, as jarras de cristal, as lembranças. Tudo que for frágil, que fique longe dele. "Oh, você viu? é possível acreditar? não!".

Pois então, caran. Acho que é isso mesmo. Cada um colhe o que planta, mas se vacilar vem outro e leva de você. Até você mesmo. Um auto-boicote cera!

Alguém tá afim de um chopp?

Sábado, 13 de Outubro de 2007

 
réquiem

Meu amigo, que bom que pude te encontrar, assim no meio da manhã, sei dos teus compromissos e obrigações. Estava tudo em ordem por aqui, mas você sabe como o meu humor flutua, ainda mais nesses tempos em que o fim já me persegue.

Amigo, chegue cá, me dê um abraço e não repare o tom de despedida nem a bagunça ao redor. Já tirei todos os meus livros da estante, espalhei meus discos pelo chão do jardim e pus minhas fotos dentro de um cofre e escondi de mim a chave, para não lembrar daqueles dias de folia e paz.

Já joguei fora os meus remédios que atrasariam a minha morte, estou entregue à minha desventura, acho que minha sorte já não dura e talvez seja a hora de ser forte. Por favor, me ajude a sentar neste banquinho que já fico tonto, tantas lembranças me embargam o coração, não fique triste, o fim é sem saída, já estou acostumado com a idéia.

Ah! meu amigo, não sabe a satisfação que você me deu estando comigo, me perdoe a falta de cigarros ou daquele bom e velho uísque, mas os prazeres da vida todos me foram cortados, talvez eu ganhe mais uns dias sem gozá-los, mas para mim isso pouco importa. Sei que tem coisas a fazer, por favor, não negue. Se precisa ir embora, apenas vá, mas me deixe o seu aperto de mão mais sincero, ainda hoje quero ver o pôr-do-sol na Praça da Liberdade, olhar em volta e ver que o tempo urge sem que o eterno vire moda nestas bandas.

Adeus amigo velho, se quiser aparecer, por favor, fique à vontade, a casa é sua. Mande lembranças às crianças, os dois já estão tão crescidos. Um abraço à minha grande amiga Estela, feche a porta na saída que vou tentar ler alguma coisa, antes que a noite chegue e o meu dia apague. Grande amigo, sentirei saudades...










texto escrito em 19.01.2005, uma quarta-feira...

Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007

 
E para a véspera de feriado...



foto por ju alves

...cerveja... só a cerveja salva...

Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

 
É pra sempre - acostume-se a isso

Rapaz, é complicado, esse lance de viver é complicado. Eu tenho medo, muito medo dessas pessoas que se conhecem profundamente, defeitos, razões, qualidades e carências com apenas 17, 18, 19 anos. Por que eu tenho só 23, sei que tem muito tempo pela frente, mas eu me sinto cobrado quando vejo esses prodígios. A gente aprende a mentir com o tempo.

E aí quando eu abro o Orkut e vejo que ele me diz que a sorte de hoje é que "O coração é mais sábio do que a razão", eu digo é valha, pra usar uma expressão tão típica aos meus amigos de Teresina, eu digo é couro de pica, eu digo é foda-se. Que mentira descabida, deslavada.

Eu digo mesmo é que troco meu coração meio surrado [coisas de homem são sempre mais surradas, entendam] por uma garrafa de bebida alcoólica da preferência do interessado na peça rara. Ou troco por um fígado. Por que Jeremiah Russel foi embora, debandou, saltou do navio junto com os ratos, foi varrer calçadas em Paris e de repente eu me sinto seco por dentro, sem meus personagens, sem nomes, sem idéias para conto, me viciando em doces de padaria. Stella, Jam, Phoebe e Jan se foram, e eu sinto mais falta de Jam do que de mim mesmo. O Jeremiah era foda, cara, eu queria ser ele.

Fica em paz, mafriend.

É sempre preciso começar de novo, new borns são sempre sofridos, é sempre uma coisa nova a se acostumar. Parece que você sai do seu corpo, que é sua casa, passa um tempo fora e quando volta alguém mexeu nos móveis.





Por que, querendo ou não, você é parte de um turn off you mind relax and flow down-stream filho da mãe, a coisa vai te levando e é muito cansativo nadar pra qualquer lado de seja. É preciso apenas não se deixar afogar. Só.

Isso não pára, minha gente, sempre continua, sempre vai adiante, faz e acontece, revira tudo e te deixa sem apoio. Sempre tem mais um, e outro, e outro, e outro indo.




Mas então, voltando ao plano original das confissões de adolescente, tenho medo dessa gente que se conhece demais, tenho medo de pessimismo e de gente que anda com o freio de mão puxado, que está sempre com o pé atrás. Mesmo eu sendo assim muitas vezes.

Acho só que não se tem idade certa pra descobrir o que a Joni Mitchell já falava há muito tempo: "listen, they talk/sing of love so sweet". E o amor, minha gente, não é nada doce. Não dá nem para se falar de amor como sendo uma coisa doce. Quem já amou e já sofreu, quem nunca amou e sofreu com o amor dos outros sabe que a coisa só é boa enquanto dura, e graças a deus Vinícius escreveu aquelas belas palavras. Mas eu prefiro a Joni, cara, voz e piano. Joni Mitchell sabe das coisas.




No fim das contas, tudo se resume a apenas um pedido.




Por que não importa quanto tempo. Não importa onde, como, quando. Não importa quanto tempo passe, não importam as crises de insônia, os choros, os banzos. Não importa. Nada disso importa.

Só importa que tudo, querendo ou não, é pra sempre. Seja nas marcas, seja nas lembranças, seja nas cartas, nas músicas, nos doces, nas noites, nas camas.

Tudo é pra sempre.



Domingo, 30 de Setembro de 2007

 
Escrevendo e humilhando

Tem dias em que as palavras, os links, os poemas, tudo nos persegue. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com os seguintes versinhos no blog do amigo André...

diz uma coisa,
só para que eu não erre:
nessa estória de nós dois
quem é o Tom?
quem é o Jerry?

[andré gonçalves - hanna barbera]


André Gonçalves é publicitário, fotógrafo, escritor, poeta e blogueiro. Ou blogueiro, publicitário, fotógrafo, poeta e escritor. Ou poeta, blogueiro... Um cara que é vários, entendam aqui...

Mas, quando ele escreveu esse poeminha, assim, singelo, bobo, mas verdadeiro até o talo, quando ele escreveu essa pequena pérola [mais uma pequena/grande pérola pra coleção desse moço], mal sabia o bem que me fazia [embora me fazendo "mal"]...

Escreve e humilha, esse André... nunca vi...

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

 
O que realmente (me) interessa?

Essa era a pergunta do trabalho final da disciplina de Jornalismo Literário da minha especialização. Eis a resposta...

Uma dúzia de manhãs depois da morte de sua filha, Maria Julieta, o coração de Drummond parava. Em agosto de 1987, o Poeta Maior morria de saudade. Assim, simplesmente. Morria. No atestado de óbito, problemas cardíacos.

O que fez do amor de Drummond um peso que o coração dele não pôde suportar foi a sacal idéia de não conseguir deixar para trás algo que julgamos interrompido, não terminado. Nada mais natural. Instintivo, até. Sempre buscamos conservar ao nosso redor aquilo que nos mantêm eretos.

E antes desse ser um peso que se escolha carregar ou não, ele se mostra ser o tipo de tormento que carregamos por não saber o que fazer com aquilo. Saudade, meu povo, é uma dor cega, tropeçando por dentro da gente.

Uma dor que mata, mata mesmo de verdade, e mata a esmo, mata silenciosa.

Então eu confesso que, confesso que não posso nem quero, nem tenho mais estrutura ou cabeça, que meu corpo já não agüenta mais saudade. Que eu já conto, invariavelmente, meus dias em dúzias.

O fim só pode ser um, e que me desculpe Drummond, não será o meu.

O que me interessa hoje é que tudo ao meu redor adormeça, e eu tatue e costure uma única verdade do lado de dentro do meu corpo inteiro, pulsando e repelindo a saudade como se repelisse a um vírus. Na tatuagem e no bordado, uma frase simples: “home is where your heart is”.


[desculpa, Karine, mas eu não consegui fazer de outro jeito.]

Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

 
"Você conhece o cabeção?"

É, é o Cabeção, sim. Quer dizer, o Cabeção não, cara, o Fábio Lima. Jornalista, publicitário, produtor, blogueiro referência no Nordeste [eu já achava, mas quem assegurou foi ele, blogueiro de referência no Brasil... vai duvidar?], o cara é O fodão!

Mas me digam se tem cabimento o sujeito parar de postar tendo um blog bom desses... O Avante! sempre atraiu os olhos de deus e o mundo por essa blogosfera imensa, sempre teve bom texto, conteúdo, boas críticas e dicas... Rapaz, é um despautério..




O blog [e o Fábio, minha gente...] foram até pro Pan, mas de lá não voltaram. O último post dessa fase do Avante! [que começou no Blogspot, em idos de 2003?...] foi sobre a chegada no nosso cabeçudinho ao RJ e o início das atividades do PAN. O último post é do dia 13/07/2007 [isso mesmo, uma sexta-feira 13......]...

Depois desse, o emprego do cara [precisa dizer que o blog deu o peteleco que faltava?] consumiu a sua existência e hoje ele é apenas mais um espectro pela blogosfera que paga por um domínio mas não faz uso dele.

Assim, estou lançando a campanha "VOLTA COM O AVANTE!, FÁBIO!", que se inicia hoje e só pára quando o infeliz nos der uma resposta plausível sobre o seu retorno. Os que quiserem participar, peguem a arte tosca aí de cima e postem no blog de vocês. Vamos ver se a pressão dá resultado... \o/

E tenho dito!

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2007

 
"Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos"

Quando eu era um menino novinho lá em Teresina, eu nem sabia que existia o indie rock, o rock alternativo, o rock de garagem... eu só curtia o rock das montanhas e fazia casacos com pele de alce que eu mesmo matava com a minha espada...

Mas aí eu me deparei com Strokes, Hives, Muse... e The Vines. Lembram? Naquele tempo em que baixar uma música demorava 3 dias... em que se levava a mais nova pérola do Metallica de uma casa para a outra por disquete... E era um tesão. Ninguém sabia onde procurar informações, a internet para música ainda era uma incógnita [como descobrir os melhores sites?! onde eles estavam? onde morava o melhor conteúdo?]...

Bom... tava aí eu falando do Vines, né? [Não, não estava] E o Vines, cara, era o tipo daquela banda que todo mundo queria ter como novo Nirvana, todo mundo assim, da imprensa, muita gente não pagou pau hype pra eles, mas outra pá de gente queria por que queria que eles fossem o novo Nirvana. [já já vocês vão entender por que minhas idéias estão assim desconexas]

O vocalista, senhor Craig Nicholls, tem uma doença muito legal chamada de Síndrome de Asperger. Legal por que ela causa dificuldades na comunicação, convivência social, entre outros problemas [é uma parenta do autismo, gotta?]. Ok, longe de rir das desgraças alheias, quero dizer que sinto muito se ele é portador de tal doença. Mas que ser rockstar, ter a tal síndrome [ou não, diga-se] e ser responsável por tal fuá no Letterman é digno de inveja.

Senhoras e senhores, Mr. Devil Himself




Entenderam agora o meu estado apoplético? Eu quero ser ele quando crescer... =~

Terça-feira, 18 de Setembro de 2007

 
O "pinta-de-porco"

Poizé, minha gente, eu acho super válido declarar aqui que o meu irmão, amigo e ídolo, Rafael Campos, tem a famosa "pinta-de-porco", tão disseminada pelo Viviane Salinas, e ganhou o importante prêmio de melhor reportagem sobre a 12a Caminhada da Fraternidade, na categoria Jornal Impresso.


Aprendiz e Mestre... =]~~~~~


O rapaz, que ficara todo putinha de ir cobrir o tal evento, mostrou que é mesmo um profissional de futuro e não fez corpo mole. Botou foi pra fuder.

EDITADO: Você pode fazer o download da matéria aqui!

Um viva pro Rafa, que ele merece! \o/

Segunda-feira, 17 de Setembro de 2007

 
Se meter a besta é pra poucos

“A crise traz oportunidades e mudanças”, dizia biscoito de comida chinesa que eu devorei outro dia. Frase espertinha, deve ter sido retirada de algum livro de auto-ajuda ou coisa parecida.

Mas como as referências quase sempre aparecem na nossa frente pura e simplesmente por que achamos que tudo se encaixa de maneira perfeita, então não custa nada abrir a resenha do livro do Tom Wolfe, “Radical Chique e o Novo Jornalismo” [apenas um dos vários livros da coleção da Cia das Letras sobre o assunto], com a tal frase citada acima.




Por que era diante de uma crise tremenda no jornalismo que o new journalism, e todos os seus desdobramentos, apareceram. Os jornais andavam sem graça, com textos distantes, sem aprofundamento. Repórteres cansados demais para correr atrás da notícia. A rotina sufocante... E aí apareceu o novo estilo, valorizando as histórias, as vivências, a experimentação.

Por que foi um tempo de experimentações, minha gente. De textos livres, focando em diversas histórias, mas principalmente nos personagens, mas não só nos personagens e o que eles estavam fazendo ali, mas também o que os levou até ali, o que mais eles pensavam da vida. Não tenho certeza, mas quero crer que foi aí que surgiu a expressão “melhor pecar pelo excesso que pela falta de informações”.

Junto a um resgate da história e da evolução do jornalismo literário até a chegada nos Truman Capote, Lester Bangs, Gay Talese e afins da vida, Tom Wolfe apresenta alguns textos seus [coisa para saborear aos poucos, como caqui maduro fora da estação].

Na leitura dessa evolução vê-se que o estilo começou a ser construído muito antes de 67, mas sim no século não sei quanto, com o início do uso do realismo nos romances, aí encaixando o meu pouquíssimo lido mas sempre preferido, Fiódor Dostoiévski...

Na segunda parte do livro, vem uma série de reportagens do próprio Wolfe, explicitando como se parece uma das várias formas do jornalismo literário se expor para os outros no papel. Aqui sim vê-se recursos infinitos, desdobramentos impossíveis, perguntas e mais perguntas a serem respondidas até o fim da vida.



Tom Wolfe, senhoras e senhores...



E pensar que um dia fui defensor ferrenho do lead e suas possibilidades retardadas pela preguiça. Obviamente que o caminho de um ponto ao outro é árduo e não encontra abrigo nas atuais redações [basta dar uma geral nos jornais pela manhã. É muito difícil encontrar o jornalismo literário sendo desenvolvido por aí. Uma pena.]. Leitura obrigatória para quem não entende de onde o sucesso da revista piauí veio.

Bom, para finalizar, só anotando mentalmente, vamos lá: assim que for professor da UFPI, associar “A Arte de Fazer um Jornal Diário”, “O que é ser Jornalista”, ambos do recifense Ricardo Noblat, com o “Radical Chique e o Novo Jornalismo” de Tom Wolfe. Leitura obrigatória dos três, em seqüência, com resenha escrita, além de debate oral na quarta semana de aula envolvendo a realidade do jornalismo teresinense, piauiense e brasileiro com o que foi absorvido dos livros. Quem viver, verá!

Sábado, 15 de Setembro de 2007

 
The Strokes na minha vida

Ontem, até o metrô queria que eu escutasse Strokes. Fazer o que, né? Obedecer, claro...


Strokes no Metrô


Mas esse não é exatamente o ponto. O ponto é o bootleg Lasting Memory que eu encontrei ontem, fuçando pela net. Essa compilação traz músicas do Strokes em versões ao vivo ou gravações caseiras e bastante diferentes das que saíram no "Is This It?", em 2001. Além de canções nunca lançadas oficialmente [algumas delas mudaram de nome e foram parar no ótimo álbum do guitarrista Albert Hammond, Jr.]

As versões para The Modern Age e Barely Legal são paudurecência pura. Para os fãs e devoradores de versões, um prato cheio...

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

 
Deus salve o YouTube

Caran, eu juro que meu tempo de discutir política horas a fio passou. Não tenho mais saco, nem acompanho. A música me preenche muito mais, pode me chamar de alienado, se quiser. Tô me lixando.

Isso não impede, claro, que eu fique extremamente indignado com o fato da votação do plenário do Senado Federal ter absolvido o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por 40 votos a 35.

Mas, todavia, no entanto, contudo, acho que a saída é botar o povo na rua. Mas o povo mesmo, e sem essa frescurite generalizada de Cansei. Se você cansou de alguma coisa, faça sua parte, se mexa, faça, brigue, abra a boca, vá pra rua... Contraditório? Eu sei...

Bom, ou então faça um vídeo filho-da-puta de bom, "suba"-o pro YouTube, conte com a divulgação de blogs bombados da rede [tá no Kibeloco, caran...] e dê um tapa de luva de pelica generalizado, mostrando a merda de estrutura e justiça em que a gente vive imerso. Divulgue, espalhe, dissemine. Quem sabe o povo não se toca de que uma coisa é rir DE, outra é rir COM...




Agora deixa eu ir que o dever chama...

Quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

 
Mas que bela merda!!!


Mas que bela merda!



Odeio quando esse tipo de coisa acontece. O site fica um tempinho esquecido, distante no inconsciente, quando eu lembro de visitar a porra da porra, a merda saiu do ar...

Aconteceu com o Mood, com o Bacana, com o Rabisco e agora com o Gordurama. Onde vamos parar, meu deus?

[errata: o Mood, estranhamente, está onde sempre esteve. Nada de sair do ar e coisa e tal. E que assim seja!]

[errata da errata: o Mood está no ar, mas com os arquivos do tempo do ronca. De novo, apenas umas postagens mixurucas... e mixurucas demais. This is the really end, so... Os arquivos, por sua vez, merecem leitura atenta. No meio daquilo tudo tem muita coisa boa...]

 
A arte de ser malvado...



Quando, antigamente, eu postava com mais freqüência, eu já falava dos Malvados por aqui, não é verdade? Falava sim, deixa de conversa.


Beijinho, hein?


Pois bem. O André Dahmer lançou livro [inclusive na livraria ao lado do café super fino em que eu, minha hermana Carol e minha sobrinha linda Eva fizemos o desjejum, lá em Ipanema, em idos de junho], está publicando numa pá de jornais [embora eu nunca tenha visto, o que pra mim é brochante], está vendendo originais que nem água...


Aperta mais o nó?


Mas uma seção do site do cara que eu não consigo deixar de acessar sempre é a da Escola da Vida, em particular os Proibidões. Assim como os melhores funks vindo da gema carioca, os Proibidões do André Dahmer [nome do autor das tiras, seu tosco, num é possível que você não tenha acessado nenhum dos links que eu pus acima... ] são a fina flor do humor negro, doente e perverso.


Que bonitinho...


Ótimo, ótimo, ótimo para quando você amanhece o dia com a boca amarga.

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

 
Hoje é o dia...

Aniversários são coisas importantes. Seja pela pessoa, ou pela data que representa, ou simplesmente por ser um motivo extra pra tomar aquela cerveja, dançar, jogar conversa fora.

Há um ano, eu, Pedro Augusto da Cunha Jansen Ferreira, me graduava jornalista [não interessa se a colação de grau veio só meses depois...], ao receber o tão sonhado 10 [DEZ, CARALHO!!! \o/] pelo meu trabalho de conclusão de curso, o livro "Deus Ex Machina - Quando o Rock Teresinense Nasceu do Nada".




Como qualquer dia de setembro, aquele 12.09.06 estava quente pra caramba, meu cabelo grande ensopava minhas costas, eu já havia treinado a apresentação do trabalho tantas vezes que já sentia minha cabeça rodar.

Pus a minha melhor roupa, fiz a barba, e fui para a UFPI. Lá chegando, encontrei com ela, que me acalmou, e com ele, que me cedeu cigarros. E encontrei muita gente, muita gente tinha ido lá pra dar uma sacada no que eu ia falar, nas coisas que eu ia dizer.

E mesmo longe, eu sentia que ela e ela também estavam por lá.

Quando a minha especialíssima e adoradíssima segunda-mãe-professora-incentivadora-melhor-orientadora-do-mundo-todo, Samantha Castelo Branco, abriu a boca e disse... "Boa tarde, estamos aqui hoje para a apresentação do trabalho final do aluno Pedro Augusto da Cunha Jansen Ferreira..." minha mente virou um truvo só e eu mal consegui dizer boa tarde. Despejei tudo que tinha para falar sobre o livro, tremia, chorava por dentro.

Na banca, os professores Paulo Vilhena [que indiretamente me deu a idéia do livro], Graça Targino [poucos sabem o orgulho que sinto pelo fato dela ter escrito o prefácio do meu livro] e Samantha Castelo Branco.

Na "platéia", vários amigos, amigas, gente que eu nunca imaginei ver ali...

Clique aqui e faça o download do livro Deus ex Machica


Após a apresentação, a dor do parto, veio a nota, o riso, a gargalhada, o grito, a cana, as danças, coisas que poucos puderam ver...

Depois de um tempo, de um bom tempo, meu livro foi parar na internet, tanto no meu blog como no dele.

A coisa repercutiu, virou pauta, virou assunto, virou referência para monografia de psicologia, e notícia aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Além dessa clipagem, recebi e-mails de uma moça de Turismo da FAP que quer usar meu livro na monografia dela... E as coisas vão acontecendo aos poucos.

Esse livro é meu filho mais que querido, minha cria infinitamente lambida. Hoje, meu dia é dele.

Terça-feira, 11 de Setembro de 2007

 
Colaboração

No Calo na Orelha tem...

A de hoje foi do Dário... :D

Se você quiser colaborar também, mande seu texto e os anexos da postagem [fotos, vídeos, mp3, pdf...] para colaborador.do.calo@gmail.com.

A equipe editorial vai avaliar o conteúdo e postar tudo bonitinho no blog.

Vamo aí? \o/

Sexta-feira, 7 de Setembro de 2007

 
E na Indepedência...

Vou me tacar para uma cidadezinha a 600km e um bucadim pro interior de São Paulo, chamada Viradouro. É muita vontade de beber... :D




Mas como viagem é um artigo que não se dispensa, ainda mais indo de carro, ainda mais com uma câmera na mão e um monte de coisa na cabeça, vamos ao interior.

Pelo que o meu trip-buddy, Jader, disse, vai ter Capital Inical e Biquini Cavadão por lá. Se o Patrick vacilar será devidamente entrevistado.

Bom feriado pra quem é de bom feriado.

 
Marque aí

Segunda feira, uma resenha, nem que seja apressadinha, do Radical Chique e o Novo Jornalismo. É, aquele do Tom Wolfe, Dário.... terminei de ler...




Bom livro, mas há muito mais para se falar dele, claro...

[E como bom metido que sou, me meti a ler o A Sangue Frio, do Truman Capote, em inglês. Vai, Fisk, abrace-me forte!]

 
Chegamos a conclusões animadoras

Bom, o teste a que me referia ontem era sobre essa newsletter que tô organizando aos incautos que queiram receber as atualizações dos blogs onde eu escrevo.

Temos este que vossa senhoria lê, o Ai, doutor, que dor!

Um blog de jornalismo & música, o Calo na Orelha, juntamente com os amigos Jader Pires e Ed Woiski.

[inclusivemente, venho aqui deixar registrado a minha alegria ao ver a recomendação ao Calo na Orelha no blog dela. O que não é a blogosfera, não é mesmo, minha gente?]
[inclusivemente II, aproveito para avisar ao povo que lá no Calo na Orelha tem uma resenha sobre a Amy Winehouse...]

E por último, mas não menos importante, um blog completamente imbecil e sem propósito, o mundialmente conhecido por pouca gente, Como Assim, Doido?, escrito com o chapa [irmão, amigo, brotha...] Rafa Campos

Bom... aí que a coisa funciona assim... você manda um mail pro News de Blog [o nome é péssimo, eu sei] e cai na lista. Caindo na lista, toda postagem que esses blogs tiverem, você recebe no seu e-mail [e aí visita o blog, espalha o link... aquela coisa toda...].

Eu já andei mandando uns convites, tem uma galera aceitando, vamos ver se a coisa cresce.

Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007

 
Tire você também seu pedaço

Fiz um teste. Vejamos se dá certo.




Deve levar algum tempo até termos um resultado conclusivo. Enquanto isso, segue a programação normal.

 
Só para não esquecer

Das grandes vantagens de se estar em Sampa é que as coisas sempre acontecem. Claro que você precisa ficar 100 reais mais pobre [poderia ter me custado só 80 se eu já tivesse com a minha conta da TIM paga. enfim, não se pode ter tudo, não é verdade?], mas onde mais eu veria todos esses shows numa noite apenas?

Provavelmente em lugar nenhum. Ou melhor, vou poder ver todos esses shows assim que tiver grana suficiente pra ir passar fome em Londres. Mas isso são outros 500. O que importa nesse momento agora já nesse instante é que meu ingresso pra noite de domingo, 28/10, do Tim Festival 2007 já está garantido.




E assim como todos os dias, antes de dormir, eu repito: "Alex Turner, be my guide!"




Se eu der sorte...




Agora se eu der MUITA SORTE...




É isso. Todos esses meses me ferrando nessa terra maldita serão recompensados numa noite só. Há quem diga e aposte que o Calo na Orelha, agora com dois colaboradores, vai bombar demais no TIM.

Quem viver, verá...

 
Agora eu te quebro, cão...

Lalo, no dia do rock'da'house, quando eu ainda estava em Teresina, disse que uma das coisas que mais lembram a minha pessoa é o tal do Lucky Strike.

Pois bem, antes que a minha dependência se torne sem fim, um breve adeus a esses mocinhos.




Ê drama...

Quarta-feira, 5 de Setembro de 2007

 
Coisa antiga às vezes cheira a coisa nova

Faz tanto tanto tanto tempo que eu nem lembrava mais. Por um acaso da vida, descobri esse meu poeminha no Chuva Plástica.

BUSCA

Busco
Num susto. Um beco. Seco
Acho
Em falso. Penso. Sem nexo.
A vida segue em tropeços.
Ainda há sentimento?
Ainda há descobertas?
Hão de ser os amanhãs mais
[felizes?]

Busco um susto.
Meu nexo falso.
Passo seco.
A vida segue em suspiros.


Não é mesmo, minha gente?

Quinta-feira, 26 de Julho de 2007

 
Bombarda Maxima

Desconheço mal que não tenha cura e bem que não se acabe um dia. Já tive e tenho alguns vícios odiosos e como disse o passado do verso aqui atrás na frase, alguns deles me abandonaram.

Mas como me comportar diante do que posso dar vários nomes, mas em nenhum deles ser tão politicamente correto como ser chamar de paixão? Então como me portar diante da balburdia boa e tamanha provocada pelas tais fotos do último livro do maguinho Harry Potter, o “and Death Hallows”, da autora inglesa J K Rowling?

Longe de passar perto da escruciante discussão do que é paixão, baseada na efemeridade e força, e do que é amor, perene e sereno, ainda que latejante como ereção de menino novo, afirmo a mim mesmo, interessado médio na vida do bruxo, que tudo isso me dá medo. E embora dê medo, não me afasta. De jeito nenhum. Li apenas um dos livros da série, julgado por amigos mais próximos da saga como um dos piores, mas assisti todos os filmes, com certa empolgação e fascinação por aquele mundo que me remetia a um Senhor dos Anéis para infantes.

Nada disso. De épico, sei lá se Harry Potter tem pouco ou muito, mas a saga de seus fãs por qualquer migalha que informe um futuro para a série [estranha construção, se a heptalogia chegou ao fim...] tem para vazar nos bolsos. Num tilintar de cristal, como se repercutisse numa caixa de sapatos perfeita, todo o mundo sabia que as tais fotos tinham vazado. O livro final estava ali, pronto para ser dissecado.

E o foi prontamente. Avisos e mais avisos nos nicks da minha lista de contatos no MSN avisavam dos 12 trabalhos de Hércules revisitados e ampliados para 34 em capítulos que, sim!, traziam o estilo da autora, que sim!, tinham muitos detalhes para ser apenas um fake qualquer, que sim!, matavam inúmeros personagens, que sim! Eram carregados de emoção e aventura.

E enquanto leões, estábulos, hidras e medusas não eram prontamente vencidos, nada mais existia ao redor. Nem Pan, nem TAM, nem Renan... tudo ficara sublimado pelo tão sonhado momento das palavras finais. Antes, durante e provavelmente, por muitos anos depois, noites e noites sem nenhum sono vieram e virão.

Antes de chegar a Teresina de férias, eu cheguei ao fim da série de desventuras que os irmãos Baudelarie, de Lemony Snicket. Distante como a terra prometida de se comparar ao sucesso de HP, considero Desventuras em Série bem inferior à série exaustivamente supracitada. O enredo se repete em fórmulas diferentes, o estilo do autor não evolui, embora fosse muito interessante virar a página e se deparar com mais uma crise absurda na sorte dos três irmãos. Do que vem e pelo que vai, decidi que valia a compra dos 12 volumes seguintes ao presenteado primeiro, o Mau Começo.

A cada lançamento de livro, nenhum burburinho. Apenas um filme foi realizado baseado na série, e ainda abocanhando três volumes de uma vez. Nada de fotos secretas, de traduções angustiantes madrugada adentro, gente se atirando de pontes pelo primeiro volume ou citações em Diabo Veste Prada. A argumentação primeira leva a exprimir que se nada disso acontece é por que Harry Potter realmente comanda. E eu não ouso discordar disso. Tenho na minha estante uma coleção perdedora, que não convenceu quase ninguém.

Mas o que me preocupa é a agonia que o fim já tão esperado, sabido e programado causou em tantos. Desconheço mal que não tenha cura e bem que não se acabe um dia, e não minto. Para mim, virar a última página das Desventuras em Série de Violet, Klaus e Sunny foi doloroso mas um adeus necessário. As coisas não podem se arrastar para sempre, nem durarem apenas por nossa vontade.

Seja paixão, obsessão, amor ou descrença do life goes on, a vida tem que seguir. O que o rapaz de 23 anos que marcou a ferro quente um raio na testa vai fazer quando descobrir que Harry Potter já não faz tanto sentido? Se arrepender? Espero que não. Embora possa e vá parecer contraditório, é preciso guardar as boas lembranças para seguir em frente. Procuremos outros vícios que nos arrastem por sete anos a fio, que nos ceguem, que nos amordacem. Mas essa histeria toda já cansou, mesmo que no fim fique tudo bem.

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

 
Um viva à Rádio Cigarra

Qual foi a boa surpresa de hoje? O meu amigo Rafa me passa o link abaixo que muito me alegrou...


Rádio Cigarra


A imagem tá pequena, mas é só clicar que a magia acontece... o link te leva direto pro blog da Rádio Cigarra, a forma que o curso de Jornalismo da UFPI encontrou de colocar a produção dos alunos do Bloco de Radiojornalismo na berlinda.

Muita coisa já se ouviu [foi um dos períodos mais gostosos de fazer, na minha passagem por ] e muita coisa boa, infelizmente, ficou para trás. O principal problema era a falta de estrutura para a rádio ocupar um espaço no dial.

Com a internet, essa mãe de tudo e de todos, as coisas já não precisam ser tão complicadas assim.

Saquem a Rádio Cigarra por ela mesma...
A Rádio Cigarra é a rádio do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí feita por estudantes para estudantes que passam pelos corredores do curso de jornalismo da UFPI de terça à sexta-feira, das 17h40 até as 18h. Pretendemos com este blog, melhorar o nosso alcance e divulgar as nossas produções também para outras universidades.

Isso mesmo... a Rádio Cigarra está na internet agora, e começa trazendo uma edição do programa Interferência...

Fiquem ligados, deve sempre aparecer uma novidade boa por lá.

O design do blog ficou a cargo do meu amigo Marcoréu. Se garantiu... fala aê... :D

Terça-feira, 26 de Junho de 2007

 
samba-rock - imagem dissolvida em música

A arte deve sempre inspirar seriedade? Sempre há de se fazer uma visita ao museu com as mãos para trás? A reflexão deve ter sempre um caráter de interiorizado? Voltemos a essas perguntas posteriormente.


Assim eu abro o meu projeto final [o planejamento de uma exposição, da qual cada aluno seria o curador] da disciplina de Teorias da Arte Contemporânea. O texto, um pouco vencido e talvez até bobo, dá base para falar sobre a minha idéia de exposição, o que eu gostaria de mostrar um dia se fosse possível.

A proposta do trabalho é unir 5 obras de arte, encontrar um fio que as una e dissertar sobre isso em forma de exposição. Pura masturbação mental da melhor qualidade. Minha idéia foi unir fotos do Bob Gruen [sim, aquele que fez a exposição aqui em Sampa. Sim, eu sou óbvio, e daí?] com sambas clássicos que casassem com as fotografias ou mudassem completamente seu sentindo. Acho que deu certo...




O mundo é um moinho




Com que roupa?




Senhor Delegado




Pecado Capital




Amigo é pra essas coisas


É isso...

Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

 
A melhor festa




Na minha formatura eu tinha quase todos os meus amigos por perto, toquei com minha banda, bebi pra caralho [mas não tanto quanto eu queria], dancei, tirei sarro, corri, fiz e aconteci. Amanheci o dia vendo o Marco tomar vinho quente e comer farofa, tomando cerveja, conversando com o Rafa e Linex enquanto a Rosa me escrevia um recadinho...




Ao meu redor, colegas e amigos de formatura, resto de comida, de roupa, de bebida, muita cerveja... uma dor que começava a tomar conta do meu corpo, um cansaço que me fez dormir doze horas seguidas...




Hoje eu nem lembro quando foi a festa... a data me foge à memória... mas toda vez que eu me lembro das coisas que aconteceram lá, sinto um prazer imenso...



Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

 
Show bacana, bom de ir - editado

Lembra da Enne, no Piauí Pop de 2006?

Pois então... eles vão tocar aqui em Teresina de novo, no dia 28 de julho.

O show está sendo organizado pela galera da Pemba Produções e a nelson theresa cafe foi gentilmente convidada a participar da festa. A melhor notícia disso tudo é que, com a minha estada na Cidade Verde, nós vamos tocar com a formação clássica!

Junto com a Enne, tem mais Degüella, do companheiro Fernando CB, nelson theresa cafe, Astúcia e Oficial...

Data: 28/07
Local: Espaço Cultural Trilhos
Ingressos: 5,00 reais
Bandas: A Confirmar
Hora: 20:00


Não preciso dizer da obrigação de ir, né?

 
Como prometido...


Calo na Orelha!


Blog novo com textos antigos, mas em breve textos novos... Sobre coisas antigas e novas.

De volta ao jornalismo cultural!

Domingo, 17 de Junho de 2007

 
Atualizado

Uma ida à USP e uma noite na ECA renderam umas fotos legais.


massa, hã?
balança mas não cai


e em breve tem mais um blog novo, com textos antigos, mas logo logo textos novos, também.

Quinta-feira, 14 de Junho de 2007

 
É preciso mudar




Às vezes, é preciso um tapa de luva de pelica na cara do cidadão para ele acordar. Como o Jabor agora só passa no Jornal da Globo, aqui vai um recadinho dele numa edição do JG qualquer aí.

É bom prestar atenção...

Terça-feira, 12 de Junho de 2007

 
Desafio

Eu me desafio a escrever uma história infantil até o fim do mês de junho para a dona da seção infantil do meu coração.

Vai sair foda. E tenho dito.

Segunda-feira, 11 de Junho de 2007

 
A certeza

Acredito que uma das coisas mais complicadas de se encarar seja a morte. Provavelmente por causa do meu ateísmo, que não me reserva nada para o post mortem, mas acho que até para os religiosos e crentes em geral.

Não é fácil, tenho certeza de que não é, encarar que seu tempo por essas paragens está chegando ao fim.

O problema não é bem tudo aquilo que você deixou de fazer, os lugares que você não viu, os sabores que você não sentiu. Eu não acho que seja isso. O complicado mesmo é a matéria, largar o diabo da matéria. Saber que essas coisas todas que você viveu e lutou tanto para ter estão indo.

É bem o que dizem: “caixão não tem gaveta”. Não, realmente não tem. Como o meu melhor amigo disse outro dia, por que arriscar desperdiçar cada possível sensação da vida apenas para viver mais cinco minutos? Bobagem, não?

Eu também acho, embora não consiga me convencer a detonar meu corpo em troca do imprevisível sabor do dobrar a esquina. O ponto é que alguém que ainda não atingiu a famosa ‘melhor idade’ consegue mensurar como é angustiante saber que o fim está próximo. Tive essa sensação muito clara quando eu vi uma entrevista do Saramago na Globo. Lá ele se dizia não temerário do fim.

A questão é que o cerne de tudo isso é muito mais além. Começa-se a ter saudade das coisas simples de tudo, de todo dia. Começa-se a pensar no que poderia ter sido e não foi, como o Maneco, pensa-se que o réquiem é para a sua morte, sim, que é a sua última ida ao trabalho, que alguns ficarão desamparados, que os jornais se acumularão no pé da porta e o pó vai tomar as prateleiras. Pensa-se que as palavras cruzadas vão ficar pela metade.

Para os pacientes terminais, encarar a morte talvez seja um alívio. É triste dizer isso, mas me parece mesmo. Sorry, baby. Bom, voltando: para eles talvez seja um alívio, batalhas foram perdidas e ganhas, mas a guerra, essa has gone. Não há quem culpar, o que não lima o sofrimento, claro. Mas quando se fica velho, todo dia que se acorda deve ser um novo pedido para acordar no dia seguinte.

E todo dormir é uma nova angústia sobre o que os sonhos te reservam. Talvez uma premonição de como será a partida?

Sinceramente, não sei. E espero um dia descobrir, por que quero ver como vai ser o futuro, o que o mundo e homem nos reservam. Mas a balança, todo dia, pesa um pouco mais para o lado de lá. Essa é uma certeza irrefutável. Triste certeza irrefutável.

Domingo, 10 de Junho de 2007

 
Para dirimir dúvidas

Há quem diga que o Is this It? é o melhor disco do Strokes. Esses são os sãos.




O resto, por favor, para o meduna mais próximo... :D

 
Silêncio

Depois de uns dias rodando por aí, me recuperando de fortes emoções e caminhadas longas pelo shopping mais chique do Leblon servindo de cavalinho para a atual dona do meu coração [versão para crianças, Rosa... :D], volto então a olhar para esse espaço como algo digno de atualização.

Batam palmas que o rei voltou... [RÁ! :P]

Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

 
Eu sei do risco de morte, mas é impossível não falar...

Olha... não é que eu esteja procurando confusão... não... longe de mim, sério...

mas é que fazendo uma busca rápida na rede sobre ela, encontrei esta foto que ilustra o post.

Clicando sobre ela você consegue admirar todo o trabalho fotográfico maravilhoso realizado nesse click. Claro que a modelo também ajuda, mas o que eu quero deixar ressaltado aqui é que a foto é muito maravilhosa.


putaquepariu...... foi direto pra minha proteção de tela! :D


Não necessariamente por que deixa aparecer um pedacinho tentador do seio da musa, ou por que ela esteja com um uniforme escolar meigo, ou por que esse cabelo louro-castanho me deixa sem fôlego, ou por que o olhar dela acaba com a sede no sertão...

Não, acreditem-me quando eu digo que eu adorei essa foto simplesmente pela maravilha encerrada nela mesma.

[será que alguém vai acreditar nisso? :P]

 
Up on a hill there is where begin this little story...


Ave! Strokes!


Se tem uma coisa que eu recomendo a todos nós, pobres mortais, é visitar o novo site do The Strokes...

Ficou uma coisa!!! :D

O melhor mesmo é a seção de produtos...

Saca esse aí de baixo...


The Strokes até no seu bilau!


É mole ou quer mais? Eu quero mais! Quem me der esse aqui eu amarei para o resto da vida!!!

 
a lInguah du MOmEntu

U POsT Di hJ VAI Se kOMPlETAmenTI Nah LInguaH + fAlaDah nuxXx ULTiMUxXx tEMpuxXx......

naUM...nAUM eH U InglEixXx...Nem u FRAncEIxXx...Nem u eSPaNHoW..................

eH U mIGUxXxeIxXx!!!!!

atENXXaUM FUTuruxXx paixXx I maExXx!!!!! a LINGuaH du amAnHAH NAUm eH A poRRAH du mANDaRiM!!!!!!!!!!!!!!!

tiREM UxXx seUxXx fIlhuxXx dEXXaxXx EScOlHaxXx xXxINesAxXx DU kARALhU!!!!!

u FUTuRu...MeuxXx IrMAuxXx...eH DU mIgUxXxeixXx!!!!!

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si vUxXxe Ke SaBE Komu Eh pOXXIVeu mAnte 1 koMUNIcaXXAum NeXXI idiOmAH...aceXXi eXXI LinK!!!!! AKi VuxXxE tEm TradUXXaum oN-lIne PraH akele MaiU iMpOrtanti Vinu dAkElah BAndaH dI eMOCoRE.................. KkkkkKkKkKk

Terça-feira, 29 de Maio de 2007

 
Só você desperta em mim tanta emoção...




"Mal começou eu já estou com saudade..."

Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

 
Não há melhor lugar que o lar

Seja onde for... em São Berrrnarrrdo do Campo, na frente dum pc conectado à internet, na saída do aeroporto de Teresina, no caminho para a casa do Dhuba, na casa do Dhuba, jogando vídeo game e falando merda, no quarto do Dhuba, com o Rafa, pra dormir 3 horas e cair no mundo atrás de aventuras e outras coisas mais..

Mas bom mesmo é botar o pé em casa e ver minha irmã, não saber como dar a notícia de que estou em casa para minha mãe, rever amigos, meu maxixe...

Na verdade, qualquer lugar em que minha alma repouse, chamo de lar.

E aqui há tantos bons portos para atracar, que fica difícil saber para onde ir primeiro. É muito bom estar em Teresina.

Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

 
eu acho que vocês não vão entender nada

mas wi-fi é uma maravilha nas horas de tédio...

Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

 
O primeiro passo para a iluminação

Depois de tanto tempo, preferi o silêncio às palavras cifradas. Escolhi apenas mantê-la sob profunda vigília, faze-la sofrer, cruelmente, sob o peso do meu sexo que pulsava pelos olhos. Tudo isso na minha mente distorcida e pândega, claro.

Eu a comia com e nos pensamentos, infligindo toda a carga de virilidade pungente que o ato de comer transmite. Pouco ligava para a necessidade de ser gentil, a católica educação, a pureza, a inocência... Para que fingir? Tinha, todos os dias, a urgente e maravilhosa certeza de que precisava sorver o pecado que os lábios dela... você sabe... os lábios dela, carnudos assim, pediam um beijo molhado e demorado. Cada dobra, cada sílaba dita merecia um beijo. Merecia uma mordida, uma lambida, uma agressão carregada de libido e volúpia.

Não era possível que eu encerrasse meus dias sem ter a sensação de pulsar perto dela, dentro dela, provocando uma salivação instantânea na sua boca desejosa de também me sorver, assim como sorvera drinques após drinques.

E o formato dos seios dela, por debaixo da blusa molhada marcados, eu compararia aos gritos de Gal, assim como tal minha mente corre para fugir do final. A canção da sua risada, o desejo dos seus olhos pequenos e do cabelo longo, meu segredo é que por ser rapaz esforçado, ainda sobrevivo, não puxo papo, não converso. Massacro meu todo. É assim que eu resisto à tentação primeira e derradeira, eternamente fugaz.

Eu talvez não saiba mais como compreender isso que me apossa. Sinto que agora talvez seja possível, que eu possa me desvencilhar da minha timidez que me permite apenas pensar nela, todos os dias, quando vou dormir e quando acordo. Mantenho esse ritual de luxúria e desejo escondido nos recônditos da minha mente. Não sei como lidar com tudo isso que me acomete. Simplesmente não sei.

Não sei se é hora de calar ou de rir mais alto que os meus gemidos ante os requebrados das ancas dela, cada mexida de quadril me faz parar um pouco, me salto uma batida do peito, me sufoco um pouco a humanidade e me torno um bicho no cio, sem eufemismos.

É uma guerra certa, superar meus brios e encarar a possibilidade dela dizer não à minha proposta. Talvez chegar à glória do toque da mão dela no meu sexo, propondo uma sacanagem qualquer na porta de sua casa, ou encostado numa árvore à noite numa praça no meio do caminho para lugar nenhum... Só sei que esse segredo desejoso de entrega e confissão me consome, se inflama, me possui.

Um dia eu vou simplesmente largar tudo e, com ela estando perto de mim, imaginando talvez um simples abraço, aí sim arrancarei dela o sim que me faça, enfim, tomar o que é meu por direito e loucura.

Sexta-feira, 18 de Maio de 2007

 
Meu presente de aniversário


É de bom tamanho, nem largo nem fundo
É a parte que te cabe deste latifúndio
Chico Buarque - Funeral de um Lavrador

Eu tinha outra idéia para esse escrito. Tinha mesmo. Minha intenção era cobrar os presentes que outrora foram prometidos ao meu lado criança. E como os que me conhecem sabem, o meu lado criança está sempre em destaque, sempre pulando chamando atenção. Talvez essa seja uma das razões que me levam a crer na minha incapacidade de ser pai. Pelo menos por enquanto.

A idéia é que, mesmo eu estando aqui há poucos meses aqui, coisa de quatro meseszinhos, tudo já se instalou em mim num ritmo de plena mudança. E nada mundana.

Quando eu estava para vir para essa cidade maravilhosa, conversava com uma amiga e dizia que o que eu menos precisava era me sentir de férias. Se por acaso isso acontecesse, eu estaria perdido. Eu, sendo quem sou, valorizo muito a preguiça, acho o ócio uma coisa muito legal e a noite é quase uma segunda casa. Tenho fôlego infinito, sono maleável, gosto flutuante, tesão por coisas novas.

Claramente não foi isso que aconteceu. Tudo que já passei por aqui, desde os dias que passei dando trabalho nas casas alheias, passando pelo período em que eu tinha que fugir do quarto depois das 23h para ler escondido na varanda, olhando a noite, até penar para conseguir enfim alugar um apartamento, tem me feito sentir falta das pequenas coisas, como dirigir. Sim, São Paulo me faz ter necessidades grandes mesmo. E estranhas também.

Por que a direção, o carro, esse apêndice de mim tão forte e presente, era meu passaporte para qualquer lugar. Agora eu tenho que me submeter as linhas de metrô, pontos de ônibus, lugares mais ou menos seguros, onde eu posso ir, onde eu não posso nem chegar perto.

Desde o início, minha rotina não teve a mínima similaridade com o utópico sonho de férias. Coisa que eu não sei o que é há muito tempo, aqui dou valor a outras coisas. Minha rotina mudou sensivelmente, tenho que ralar pra caramba para conseguir as coisas mais simples, nunca mais faltou cerveja na geladeira e eu posso sim ler até as 05h da manhã e acordar às 12h. Aqui eu sou meu próprio rei, e faço o que posso para descobrir como eu funciono.

Por que aqui, depois de 22 anos, eu tive problemas para dormir. Mesmo querendo me concentrar na minha respiração, eu fui além do horário e o tempo passava devagar. Só
às 05h30, quando não existia mais nada para fazer em lugar nenhum, nem mesmo internet, eu consegui dormir. Incrível, não?

Sim, eu também acho incrível. O mais incrível é que por mais que eu queira, não consigo manter meu ritmo de saídas. Seja por que falta o vil metal, seja por que tudo é muito longe, seja por que eu tenho medo de ir sozinho... E por que, no dia em que eu decidi não ficar em casa, e subi uma ladeira para encontrar um último bar aberto, e estava tão frio que eu me sentia mal, estar no bar sozinho era extremamente patético. Como ela diz, beber sozinho é o fim. Lembro que um dia encontrei, junto com Rosa e uma amiga agora totalmente distante, um cara que pagava uma disciplina comigo e a tal amiga. E ele bebia sozinho. No meio de um bar tão feliz.

Totalmente desnecessário dizer que um sentimento de pena me encheu. E a reciprocidade desse sentimento me fez beber só três cervejas e voltar pra casa. A razão é que é complicado sair à noite, sozinho, no frio, sem ter com quem puxar uma conversa. É ruim, sim. E assim, minha semana inteira de saídas constantes e sem hora pra voltar para casa se tornou numa constante de estudo...

Mas aqui é bom também. Mesmo que eu busque a cada pessoa que cruze a porta um olhar conhecido, uma palavra que eu possa entender e não apenas me esforçar para prender a atenção o outro... Como uma amiga me disse, talvez essa seja a grande vantagem de São Paulo. Sei não, talvez seja. Ser um total desconhecido e não conhecer ninguém aqui dá uma sensação falsa de liberdade. É aí que você se toca do vazio de tudo isso.

Por isso que eu me liberto e deixo de lado a criança pidona para desejar apenas uma noite virada com aquelas pessoas que eu tanto gosto. Parece uma coisa simples, banal, mas na beligerante Sampa, de tantas vontades e locais inacessíveis, amanhecer o dia com meus amigos talvez seja a coisa que eu mais deseje para mim.

Então mesmo que não haja motivo para uma comoção geral, digo que em mais um ponto eu fico diferente. Nada agora substituiria um abraço...

Quinta-feira, 17 de Maio de 2007

 
Rio de Janeiro você foi feito pra mim?

Poiszé, caros amigos...

Recebi a boa notícia de que vou passar meu aniversário [ou pelo menos o fim de semana seguinte a ele] com meus tios, mas principalmente, com meu pai, minha irmã mais velha e minha sobrinha. No Rio de Janeiro... ;D





Agora tenho que arranjar dinheiro pra comprar o presente da minha mocinha...

 
Uma erva natural não pode te prejudicar?

You may be wondering who's behind this Web site and what our motivation is. Well, this Web site and the Above the Influence ads you see on TV and in magazines are created for the National Youth Anti-Drug Media Campaign (a program of the Office of National Drug Control Policy). This campaign reflects what teens across the country have told us is going on in their lives.

TECLA SAP MODE [on]

"Você pode estar imaginando quem está por trás desse sítio e qual a nossa movitação. Bem, esse sítio e os anúncios da 'Above the Influence' que você vê na TV e nas revistas são criados pela Campanha Nacional Anti-drogas para Jovens (um programa do Escritório da Política Nacional do Controle da Drogas). Essa campanha reflete o que adolescentes ao redor do país tem nos dito sobre isso acontece em suas vidas"


legalize or not legalize? that´s the question...


Esse 'going on in their lives' é o principal mote da campanha: alertar os jovens sobre os riscos do consumo de drogas, sobre como evitar a influência de amigos... tudo com respostas interessantes, nada chatas e até bacanas... umas tiradas de letra espertíssimas!

A questão é que o site tem de tudo! São textos, seção de MythBusters sobre o que as drogas fazem ou não, podcasts, pequenas animações, textos, mais textos, as peças que vão pra TV, PDFs das campanhas... Eu ainda sou a favor do legalize, maaaaas, se é pra fazer campanha anti-droga, que se faça direito... o site é foda! ;D

Em tempo... eu vi o anúncio num site de resenhas de jogos de video game, o IGN.com. Tem melhor lugar para catar gente que ainda tem dúvidas sobre o uso da maryjane?

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

 
Diretório

Blogueiro bom é blogueiro filiado a diretório...

O Daniel Lopes começou a bagaça, que o Fabinho já teve no blog antigo dele, e agora é hora de levar a diante! :D


Diretório de blogs piauienses!


Sigam esse link e participem também...

Segunda-feira, 14 de Maio de 2007

 
Clipping

Vamos começar do começo...

Dia desses recebi um comentário de uma moça no meu flog falando que ela tava lendo meu livro-reportagem, que tava achando legal e que tava ajudando muito ela.

Entrei em contato e trocamos uns mails hoje. Descobri que meu livro vai servir de referência para a monografia dela no curso de Psicologia. Ela vai tratar da maneira como o rock influência na formação da personalidade dos jovens teresinenses. Ou algo parecido... :)

Viagem, né?

Poiszé... aí fui atrás das referências ao meu nome e o nome do livro no Google, pra ver se o Deus ex Machina tinha repercutido mais alguma coisa. E descobri um blog que tecera gigante e gentil comentário a respeito do livro e da minha iniciativa.

O comentário vai abaixo e o blog não existe mais, nem sei de quem é, por mais que eu pesquise... peguei de um documento que salvei a url e abriu aqui como mágica...


eu como admiradora de música, boa ou não, e como teresinense, piauiense e nonsense, sempre achei muito válida a idéia de alguém se propor a estudar e divulgar um pouco da história musical e mais precisamente roqueira de nosso estado, principalmente pelo fato de teresina ser ainda provinciana, e no interior do estado não ser muito diferente, e porque vivemos em um lugar em que o rock não tem grande expressão, embora tenhamos inúmeras bandas de rock que percorrem as mais variadas vertentes desse gênero acima de tudo versátil, e mesmo que eles façam shows com frequência aqui na capital não demonstra que o público piauiense é muito admirador do rock, considerando que a maioria ainda prefere ouvir forró, pagode, swuingueira ou afins . se no piauí o que se ouve de rock ainda é pouco e se restringe ao rock dos anos 80, ou bandas contemporâneas tipo charlie brown jr. e cpm 22, considerando raras exceções, o rock piauiense é bem menos conhecido, muitos não sabem que as bandas daqui produzem material próprio, e isso acaba sendo muito ruim pro cenário roqueiro do estado, onde temos bons artistas mas que não têm o devido reconhecimento, já que as pessoas ainda preferem os covers em detrimento da originalidade dos nossos artistas.

se hoje a realidade cultural, musical e sobretudo roqueira é preocupante, imagina como foi o surgimento do rock no estado, principalmente em teresina, tardiamente, na segunda metade dos anos 60?foi isso que um graduando(hoje graduado) em comunicação social da universidade federal do piauí fez, imaginou como teria sido, e para não ficar somente no plano das idéias ele pesquisou a história roqueira de teresina, reflexo no resto do estado, fez a sua monografia de final de curso , e não me interessa saber qual foi a nota, só me interessa a contribuição dessa obra pra história socio-cultural sobretudo roqueira do nosso estado, e principalmente a iniciativa de disponibilizar na rede o trabalho para deleite de quem for curioso.

não conheço pedro jansen, nunca fui a um show da banda dele, embora eu tenha uns dois mp3 do nelson thereza café no meu pc, mas o seu trabalho pra divulgar esse pedaço da história no nosso solo, entre os anos de 66 a 76, me fez ser uma grande admiradora da sua iniciativa. e você piauiense ou não, roqueiro ou não faz bem ao ler essas páginas que mostram os primeiros 10 anos de rock no piauí..aonde???


Aqui nesse final entra o link pro blog do Fabinho, onde você baixa o livro... o link tá permanente aí do lado, em 5 opções diferentes. também!

Depois, com mais busca, cheguei nessa nota, do Jorginho...


Livro

O jornalista Pedro Jansen foi, pegou a história do rock piauiense, que não é pequena nem gigante e fez o livro-reportagem, Deus Ex Machina, on line. O músico Geraldo Brito também prepara um livro, impresso, sobre a música piauíense. E, Kenard Kruel, tenta lançar um outro livro sobre Torquato Neto. Ele está com uma corrente para angariar fundos e editar o livro.


Eu espero que saiam mais livros sobre isso mesmo, muitos e muitos e que a história do rock teresinense fique bem retratada. Tive sorte que o Geraldo Brito não negou informações... isso costuma acontecer quando existem interesses em comum envolvidos. O cara foi um gentleman, abriu a casa dele pra falar e me contou quase tudo desse tempo aí do meu livro. Acho que se o dele passar por uma boa revisão, fica supimpa! :)

Além disso, é pra vir aí outro TCC, dessa vez na FSA, sobre o rock teresinense, só que abordando o período subsequente ao meu. A autora, a vocalista da Mary Jane e futura jornalista, quer retratar de 76 a 80 e poucos... Bacana demais...

Sexta-feira, 11 de Maio de 2007

 
CCB

Não tenho bem o costume de copiar os textos alheios, mesmo que para publicação.

Mas esse não poderia passar batido. Não mesmo.

Só se for de tédio

Eu sei que vou morrer, mas sinto que não vou morrer nunca. Quando a morte chegar, certamente será um mal-entendido.
- Ei, não é aqui. Quem chamou foi o maluco do lado.
A morte, então, pedirá desculpas e como é muito paciente, saberá esperar.
A verdade é que passaremos todos. Nada ficará sobre sentimentos ou sobre a política nacional.
E quando mais medito sobre isso, mais tenho a certeza da capacidade que o ser humano tem de se enganar. Quantas coisas, por exemplo, que temos como as mais bonitas, não são apenas perfeitos espelhos de uma época? Sonhamos com a imortalidade, com o desejo de percorrer a vida por inteiro, de experimentar todas as coisas, todos os lugares, e sendo isto IMPOSSÍVEL, concluo nesta madrugada de domingo, que feliz é aquele que não abdica de sua imaginação. Se pudermos imaginar, podemos nos tornar imortais.Por isso, não vou morrer nunca.


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putaquepariu, eu diria... puta-que-pariu...

 
E a luz desperdiçada de manhã...

Poiszé...

desde o anúncio do tempo que o Los Hermanos deu, fica essa coisa de todo mundo ou chorar ou comemorar...

Saiu mais um texto no Apontador, blog de crítica musical no melhor estilo metralhadora, falando justamente disso...

Em resposta a esse texto, comentei o que vocês podem ler abaixo.

Agora deixa de preguiça e lê tudo... rum!

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Do mesmo jeito que os fãs chatos pipocaram aos montes, do mesmo jeito que virou bonito dizer que gosta de Los Hermanos, do outro lado ficou muito legal meter o pau, dizer que não gosta e fazer cara feia pras músicas.

Uma coisa que não se pode fazer NUNCA é colocar no artista a culpa do fã... se o fã é daquele tipo odioso, que acha o artista deus e o caralho a quatro, isso não é culpa do artista, independente de quem seja ele, Los Hermanos ou Rolling Stones.

Quanto a ser velho, gostar de truco, de samba... que mal há nisso? essas coisas seriam ruins, por acaso? para gostar de samba precisa-se ser de raiz, merecedor daquilo? talvez isso seja um pouco de pré-conceito...

Coisa de velho e coisa de jovem é uma construção um pouco rasa demais. saca só como é estranho...

Reclama-se que eles [os LH] falam muito de samba, tem letras rebuscadas demais, ou chatas demais, que usam barba pra fazer estilo... marketing, dizem uns...

Caramba... me diga o que é mais vergonhoso do que dizer que cheirou as cinzas do pai... bom... eu mesmo digo... é falar que era brincadeirinha quando a Disney fecha a cara... se o Keith é o cara, ele que mandasse a Disney se catar, correto?

Bem, mas a coisa não é bem assim...

Por isso, eu não torço para que o LH acabe. Eu torço para que eles voltem e façam outros discos interessantes como os três primeiros. Não que o quarto seja exatamente ruim. mas ele é inferior ao Ventura...

E só mais um dado... embora essa lenda tenha se alastrado com firmeza, é só dar uma pesquisada em entrevistas da banda pra ver que essa coisa de Anna Julia ser desprezada é lorota. Inclusive no PIPOP, para o bem ou para o mal, eles a tocaram. Já na primeira edição, não.

Mas antes de se falar da banda ser ruim, ter canções de ninar ou não [outro argumento raso... seria como reduzir a e-music a música de gente drogada... :D], ou qualquer outra coisa... é preciso levar em consideração que depois da exposição que eles tiveram com o primeiro disco e ter peitado a mudança de estilo no segundo, perder seu público massificado, reconquistar esse público, ter esse hype todo para o 4o disco e finalmente, causar todo esse rebuliço na imprensa sobre o seu possível término... cara, é coisa pra caralho... convenhamos...

Algumas bandas e pessoas dariam um dedo para terem isso... e não tem...

Irônico, não?


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Eu achei muito irônico...

Terça-feira, 8 de Maio de 2007

 
Como somos cabas da peste!

O melhor conselho que me deram quando eu vim pra essa cidade do capeta foi da minha vó. Ela disse, daquele jeito mansinho dela, que era preu tomar muito cuidado com a cidade, por que na minha terra eu conheço tudo. Aqui a terra é dos outros, um lugar totalmente desconhecido. Campo inimigo, quase.


lirinha pouco fumado


A parte do campo inimigo é minha, adição de quem anda por aqui vigiando até a própria sombra.

E é aí que começa a história do meu show do ano. Primeiro por que ele tem uma história massa pra caralho. E segundo por que foi mesmo um show muito foda.

No sábado, depois de ver Alceu Valença e Teatro Mágico [esse já com a Rine e a Pri], fomos pra casa [paramos num barzinho no meio do trajeto] e lá deixei a porra do meu casaco. Tudo bem, isso não faz tanto parte da história.

Maaaaaas, no outro dia, acordamos e sentimos a preguiça de ir ficar no sol lá no Vale do Anhangabaú vendo o Pato Fu. Sim, era um show que eu deveria ter visto, mas não vi... Fazer o que...

Daí que eu preferi procurar o caminho pro show do Cordel com a Special K. Ficamos em casa, avisei minha miguxa da especialização sobre onde seria o show e resolvemos o itinerário. O show seria na ZS, num bairro chamado Pedreira...


guerreiros!


Claro que o plano tinha que dar certo, né? Entramos no primeiro busão, falei com a Rosa, descemos no meio do trajeto pra pegar outro busão. Esse foi o que rodou maravilhas... Passa estrada, passa boiada, acabaram as estações de metrô, cada curva ficava mais feio o negócio...


entorno do show I


E não era, nem nunca foi, um preconceito com o ambiente, com o fato de, de repente, descobrirmos que o show seria numa favela. Contra isso, sem problemas. A questão era o tal do conselho da minha avó... Em Teresina, a favela ainda seria minha terra, talvez eu conseguisse me virar. Mas e a loucura e pandemônio midiático do que são as favelas em Sampa ou no Rio? Meu fi... o negócio começou a trancar...


entorno do show II


Mas o bom mesmo foi quando descemos do busão... Descemos no ponto errado, caminhamos até uma tal rua. Nela entramos à esquerda e tome descer ladeira. Ao fim desta, mas caminho à direita... Mais à frente, bifurcação... “Pronto... tamo fudido!”, pensei. E caminha, caminha, caminha... vou lá perguntar de novo... “Moço, onde fica o Parque Sete Campos?”... “Num é parque não, meu filho....é essa região todinha aqui...”

Ma-ra-vi-lha...


entorno do show III


Depois dessa descoberta, só me restou perguntar sobre o lugar do show. “Ta vendo aquela viela ali? É só entrar nela...”

Seeeeeeeiiiiii... Lá fomos nós... eu e Karine, firmes e fortes. Atravessamos um esgotão a céu aberto por uma ponte de tábua e tratamos de ligar pra todos os nosso amigos, nos despedindo...

Vejam pelas fotos como o lugar era legal, hein...

Mas começado o show, tudo foi esquecido, casacão, trajeto, favelão... O Lirinha continua foda, foda, foda... E as músicas são aquelas coisas... até as que você não conhece te fazem arrepiar...

No fim do show... nada melhor que ir embora mais rápido que uma bala... e assim fizemos... saímos do local do show, caímos de novo na rua e pegamos o primeiro ônibus que vinha escrito Jabaquara. Depois de rodar meio mundo, nada melhor que chegar numa estação de metrô. Nada melhor.


apagou!


Só mesmo o show do Cordel.

 
Eu apóio a causa malvada!

Não canso de ler todas essas tirinhas...




E sempre me surpreendo com uma destilada de veneno da mais pura safra... como essa...

Ou então clica na imagem arriba e sinta o humor negro tomando sua alminha de emo bonzinho... :P

Isso é Malvados, carajo!

Domingo, 6 de Maio de 2007

 
Virada Cultural

Eu sei que eu passei um bom tempo sem escrever no blog e voltar escrevendo logo sobre a Virada Cultural... eu sei... é foda...

Mas só dizer assim, de leve, que o show do tal Alceu Valença tinha muuuuuuita gente... gente pra caralho...


[Saca o textinho aí da Folha... "Alceu Valença faz, na Praça da Sé, um dos shows de abertura da Virada Cultural, em SP; cidade contará com eventos culturais durante 24 horas, até a tarde deste domingo"]


Maaaaaaaaas... no show do Teatro Mágico... PUTAQUEPARIU!!! Quanta gente, meu deus... Karine, que foi comigo, sacou o lance de que lá é muito central, todo mundo termina indo pra lá mesmo, metrô fácil e tudo mais. Mas o show do Alceu Valença também era, do lado da Sé inclusive... e deu bem menos gente... Fácil!

A questão é que tinha muuuuuita gente, gente pra caralho, vocês não conseguem imaginar... no chutômetro da Karine deu umas 100 mil pessoas... deve ter dado perto disso mesmo...

O mais impressionante era a quantidade de gente que cantava TODAS as músicas... dando inclusive uma sensação de não sermos só peixinhos fora d'água, mas que estávamos tipo nos mares da Lua, uma coisa assim MUITO fora d'água... m-u-i-to...

Mas, no fim das contas, eles ganharam mais dois fãs, por que eu e K achamos mesmo foi o show muito bom. As músicas servem pra abrir uma nova igreja dessas por aí, mas a maneira como eles comandam o show é FODA!


[aqui não é no show, hein? não tenho foto de lá...]


E hoje... Bem... hoje vamos lá pra putaquepariu e mais longe um pouquinho pra ver o Cordel! :D


[Chover... chover... Valei-me Ciço o que posso fazer...]


No fim de tudo, eu comento os shows, assim, passo a passo...

Pena que o sono e a preguiça não deixaram a gente ver o show do Pato Fu hoje... é foda... :P

 
a dança das fadas

um torpor que me engana as pernas
eu tenho esse torpor que me turva os olhos
durante anos fumei cigarros
beijei fadas, tomei remédios
eu já gastei mais dinheiro do que tinha
eu queria mais silêncio e menos barulho
eu queria tudo e quase sempre tive nada

por muito tempo eu abusei das fadas
eu beijava flores e fumava sonhos
não havia colorido para a saudade
tudo fazia parte do mesmo desejo de ser
na primavera, ele, o pássaro preguiçoso
saia espalhando a discórdia, o caos e a desordem
e tudo era muito longe

e os meus ciclos se tornaram maiores
meus passos mal podiam acompanhar o ritmo
durante tanto tempo os cigarros, as drogas e as fadas
mantiveram o torpor em calmaria
mas meu corpo já vai cansado

e as pernas já vacilam
e os braços já desistem
e o riso já se esvai
e o choro já sufoca
e o peito já descansa
e o peito já desiste
e bate por costume
e eu vivo por não saber morrer

---

isso era o que deveria ser uma das coisas mais fodas que a banda tentou fazer. não deu pra gente desenvolver muito, outras canções vieram antes...

mas eu tenho uma esperança muito grande/boa de que em breve vai dar tudo certo e a gente vai terminar essa canção.

e vai ser foda.

Sexta-feira, 20 de Abril de 2007

 
Vota aí



Se liga, rapá!

Quinta-feira, 19 de Abril de 2007

 
Ótimo jeito de começar a noite

Depois de ler seu e-mail, sucumbir à reação lógica e, em seqüência [mas quebrando a linha narrativa], receber sua ligação com aquele tom de voz que me assustou tantas vezes durante noites a fio, me vem à cabeça que talvez você não tenha parado pra pensar que eu prefiro perder meu pinto a trair a sua confiança de novo [frise-se].

Assim, nada melhor do que mais um mal-estar para começar a noite. Não é sempre que se tem essa dádiva.

Logo, aproveitem vocês também, ok?

Passar bem...

Quarta-feira, 18 de Abril de 2007

 
Reflexões ao despertar

Uma das coisas mais complicadas que pode acontecer na vida de qualquer ser humano é obedecer ao coração ou a mente no lugar dos instintos.

Dizem que é isso que faz da gente não só uma colônia meio organizada de bichos muito loucos, mas exatamente seres humanos.

Duvido. Juro que duvido. Às vezes, resistir aos instintos é não só uma prova de que você não é só uma massa humanóide rodando que nem peru doido por aí. É um atestado de que você tem algo de santo.

É como já dizia um professor meu: a lei foi feita para o homem, e não o homem para a lei. Essa é uma filosofia de outro cara, provavelmente do Boff, e não dele, mas tudo bem. Acho que eu não vou ficar com peso na consciência.

Essa busca torta pela santidade faz de nós, reles mortais, um pouco mais interessantes. Corrijo-me... essa busca pela santidade não, essa resistência aos instintos. Resistir, seja por meios físicos, psicológicos ou mentais, é um mérito a ser aplaudido de pé. Uma salva de palmas, por favor.

Outra questão que me instiga muito é a capacidade do ser humano de sentir culpa, e isso pensar tanto sobre os seus ombros como um espírito maligno ou um bigorna. E sente-se culpa por tudo, no fundo no fundo, sente-se culpa por tudo. Pelo cigarro fumado, pelas contas, pelo minuto extra na rua, pela palavra a menos no trabalho, pelo bom dia boa tarde boa noite que não se fala.

Sentir culpa é algo inerente ao human being, homem, eu tu ele, ainda mais e principalmente num país católico como o Brasil. Ser criado sob a égide [hahaha] do catolicismo nos faz assim, gaiatos pra caralho. Sentimos culpa por tudo que nosso senhor jesus cristo põe no mundo, desde a bituca de cigarro que cai no lugar errado até aquela dada sem camisinha.

E nesse primeiro volume das minhas “Reflexões ao Despertar”, há uma necessidade de se completar o texto com a produção anterior, “Reflexões durante um porre de Mangueira com Cajuína”, vide a interligação clara e óbvia das duas temáticas.

Certa vez um professor meu de português me perguntou, durante uma aula, de modo bem jogral, o que o homem seria caso a mulher não existisse. Eu, sabiamente, aos meus 14 anos [por favor, leiam as entrelinhas!], disse que sem a mulher, o homem seria apenas uma massa disforme vagando pela terra.

Ao fim da minha filosofada sem noção e altamente canastrona [já aos 14 anos, que orgulho!], um sorriso de aprovação.

Mas alguém já pensou que o Homem é um ser filho da outra o suficiente para destruir o mundo só por tesão guardado? E não adianta vir com papinho de que mulher sabe se segurar, não sente tanta falta, compensa com chocolate. O caralho! O Homem é um ser tosco, culpado e instintivo. Graças a deus a gente ambiciona uma salvação [é?], por que já se nasce pecador, pode ter certeza.

Mas aí é que vem certa graça da vida. Já se nasce com tanta coisa contando contra [ou a favor, depende de que cartilha você reza], que subverter a ordem das coisas pode ser interessante. O Homem também é subversivo, toma cerveja de manhã, fuma, trepa, também em árvore, uma confusão.

Maravilhoso, não?

Terça-feira, 17 de Abril de 2007

 
Reflexões durante um porre de mangueira com cajuína

“Tudo que eu deixei pra trás me traz um vazio tão grande, me tira a paz, me dói demais”.

Se a solidão tem uma verdade, talvez a maior de todas seja: as coisas que a gente deixa pra trás são as que mais fazem falta. Você não se importa tanto em não ter conseguido seus objetivos, você talvez nem se dê conta de que esses tais objetivos não foram alcançados, as diretrizes mudam muito rápido para que a sua consciência consiga acompanhar.

O que incomoda mesmo é deixar de lado, meio que esquecendo [por ter que ocupar a mente com outras coisas], tudo aquilo que você já tinha conquistado. Provavelmente esse seja um pensamento pequeno, esquisito e incongruente. Mas dane-se. As coisas são assim mesmo. Embora muito se pense no futuro, a dor maior seria perder o referencial do seu passado.

O futuro é algo que não nos pertence [e também não pertence a Deus, caro leitor(a) beato(a)...]. O futuro é um conjunto de incertezas que nos faz apenas aceitar o que for acontecendo. Por que não adianta muito você se programar para que tudo saia do jeitinho que você quer. Definitivamente não adianta. É mais além, o buraco é mais embaixo.

Quando você dorme e não sabe o que vai fazer no outro dia, ou não sabe como vai fazer para dar conta do que já se tem programado para o outro dia, toda essa agonia é válida apenas para preparar seu coração para sustos maiores. São as doses extras de adrenalina antes de dormir [e que não te deixam pregar o olho] que te levam a aceitar melhor as merdas da vida. E essas merdas estão diretamente ligadas à broxante certeza de que o seu futuro não vai ser do jeito que você quis.

Claro que sempre se pode tomar uma cerveja no fim do dia e conversar sobre fotografia, futebol e mulheres, mas tudo isso é apenas uma maneira de desviar sua maneira da idéia principal de que tudo que você conquistou na sua vida ficou para trás. Toda a segurança que você um dia teve ficou em algum lugar do passado, por que agora é o momento em que o futuro começa a fazer das dele, se programando para quebrar suas pernas na próxima esquina.

E é nesse momento que as lembranças de um passado seguro, tranqüilo, feliz, são tão importantes. Quando você consegue lembrar que seu passado [ou as coisas deixadas para trás] te traz um vazio filho-da-outra, é aí que você se toca que esse vazio é o teu chão, é o que te segura. Ele é a tua outra dose extra de adrenalina para preparar o teu coração para a percepção mais clara [embora se insista em negar...] do futuro deixado para trás e da impossibilidade dele te esperar. Não, não vai mesmo.

Tudo que você deixou para trás, amigo, ficou lá. As coisas à frente não são seguras e então você só tem o presente. No fim das contas, você só tem o hoje. Só o hoje te possibilita decidir tudo que você quer fazer, deseja, consegue, ambiciona.

No hoje você pode tomar um porre, fumar um beck, trair seu marido, roubar uma maçã, perverter um menor de idade, fazer sexo com uma galinha, sem se preocupar efetivamente com o que vai acontecer no futuro e em que tipo de passado aquilo vai se transformar.

Pode ser que você seja vá pro trabalho ainda de porre e dê tudo certo [ou errado], pode ser que a polícia te pegue e te enquadre como usuário de maconha, pode ser que você seja traída em retorno. Pode ser que você mate sua fome e perca um pouco de dignidade, seja atacada por uma mãe raivosa ou ganhe um amante imberbe, mas duro como um touro, ou finalmente tenha um filho com um bico e algumas penas.

Mas nada pode definir exatamente como tudo aquilo vai ser processado. Pode ser que se der tudo certo, então esteja tudo realmente errado. Pode ser que você se ferre e isso sirva para iluminar seu caminho. Só que a principal verdade de tudo é ignorada: tudo isso vai trazer conseqüências, mas não se sabe quais. E nunca vai se saber até se tentar [ou até se ferrar...].

E assim o hoje se mostra como uma tela em branco, uma folha de papel ainda não escrita. Tudo aquilo pode se transformar em todas as outras coisas ao mesmo tempo.

Resta saber se você vai querer descobrir o que tem do outro lado.

Eu continuo covarde o suficiente para pensar nas conseqüências antes de fazer as coisas. E por isso o que eu deixei pra trás me traz um vazio tão grande.

Segunda-feira, 16 de Abril de 2007

 
Homem-aranha, homem-aranha... nunca bate só apanha

Jesus, Maria, José...

eu sei que pros meus amigos insensíveis isso talvez não signifique muita coisa [como você podem achar que ganhar um cd do The Walkmen é uma coisa normal, como outra qualquer!?!?!?!?], mas para mim, que tô pouco me lixando pro Aranha [conversa, o Rafa sabe que não...], essa notícia é muito mais foda do que todos os trailers que já saíram do III do Cara de Teia.

Tava lá na coluna do Lúcio Ribeiro, dizendo que a OST do filme largou o emo de lado [não chore, Ennio Sales] e colocou rock de culhões na porra da película. Assim, temos no set list bandas como Yeah Yeah Yeahs, Flaming Lips, The Walkmen, Wolfmother e Snow Patrol, todos com faixas inéditas.

THE WALKMEN, CARALHO!!!

Nada como escutar o Hamilton Leithauser berrando a música inteira, as veias do pescoço à mostra, quase explodindo. Nada, nada, nada.

Putaquepariu... dei um jeito de escutar aqui na Metodista, mas dê um jeito de escutar aí na sua casa também. Aproveite e escute o YYY domado [mas nunca com o freio de mão puxado!], com Karen O' cantando calminha [jeeeeeeeesus!].

Putaquepariu, eu vou ver a porra desse filme só por causa da trilha sonora... ahhhh! A notícia mais empolgante do ano, pra mim. Pó de crer!

Tá certo que o resto do disco traz ilustres desconhecidos [ou como diz a Rine, bandas muito conhecidas por pouquíssima gente...], mas esse combo daí de cima é.... putaquepariu...

No MySpace oficial do filme, você pode sacar três músicas, a do Walkmen, a do YYY e a do Snow Patrol, em ordem de importância para salvar o mundo. Lá você confere também o resto do track list...

ps.: é bem isso mesmo... acabei de ouvir a terceira canção liberada e Walkmen é foda, YYY é bom e Snow Patrol é médio. mas tire suas próprias conclusões, claro...

Terça-feira, 10 de Abril de 2007

 
São Bernardo do Campo fica no Leste Europeu

Descobri, finalmente eu descobri.

Depois de tanto tempo admirando e pensando a respeito da arquitetura das cidades do ABC, depois de ter visitado Santo André, depois de ter visto uma parte do caminho de São Bernardo do Campo para São Paulo, finalmente descendo no Parque Dom Pedro II, pegando o metrô, vendo a paisagem, finalmente descobri.

Descobri o que me chama tanto a atenção por aqui: as cidades me remetem a uma imagem mental do que seriam as cidades do Leste Europeu à época da Guerra Fria, com praças amplas, ruas largas, pessoas caladas, locais ermos, arquitetura fria, pouco convidativa.

Talvez tenha sido Santo André o local que tenha mais me chamado a atenção para isso. Não sei explicar bem, como disse antes, é uma coisa que agora vem à minha cabeça muito claramente, mas que anteriormente me passava apenas uma idéia de desconforto, como se tudo ali não me pertencesse, imageticamente falando. Falo de imagética por que é a construção das imagens, como as imagens desses lugares são construídas para mim, como esses ambientes me são não reais, mas percepções adquiridas em viagens de ônibus calado, olhando para as ruas pela janela.

Agora que os dias têm sido mais frios, com o tempo nublado que está, fica mais simples ainda de ter esse tipo de percepção. Tudo fica mais sóbrio, as pessoas ficam mais quietas, não saem tanto na rua, tudo fica um pouco mais calmo e um pouco mais sombrio. O céu, nas noites, fica até parecido com o céu que tanto me encanta aí em Teresina [engraçado que o pôr-do-sol aqui tem tons dourados...], e aumenta a sensação de vazio espacial. Você pode andar muitas e muitas quadras até cruzar com alguém que te olhe nos olhos.

O Grande ABC me parece muito, de verdade, com a imagem que eu tenho na minha cabeça, a imagem recorrente e mais do que verdadeira do que eram as cidades do Leste Europeu à época da Guerra Fria: gélida, distante e impessoal. O pior é que, de uma maneira ou de outra, eu ainda me sinto meio que em casa.

Quinta-feira, 5 de Abril de 2007

 
Chapéu de otário...

É... chapéu de otário é marreta, diz sempre meu caro amigo Dhuba...

Então... paguei geral de otário inventando essa especialização que tá me fazendo estudar mais do que em toda a minha vida.

Hoje de manhã acordei cedo pra terminar um artigo de 14 mil toques sobre Henry Ford, o trabalho... [terminei colocando a Legião Urbana e Aldous Huxley no meio do artigo, não me pergunte como!].

Engatei com a Fundamentação Teórica de um paper sobre um fodão da Folkcomunicação [um assunto que nos foge, pobres mortais da UFPI que somos...] que Orlando Berti, Tyci Vaz e eu queremos mandar prum encontro de comunicação.

Agora recebi as diretrizes e regras de um trabalho da disciplina de Música Popular...

Saca só...

"A proposta consiste em analisar a obra, no todo ou parte específica (uma fase, um disco, uma canção etc.), de um compositor/intérprete do momento. A escolha deve seguir os critérios de atualidade e inovação.

O texto deverá ter entre 9 mil e 10 mil caracteres, com espaços (Fonte Times New Roman 12, espaço 1,5), exceto Referências Bibliográficas (ver orientações abaixo) e possíveis anexos (letras, fotos etc.), e deverá ter um caráter analítico. Não poderá ser biografia, nem perfil profissional.

[...]

As argumentações deverão estar acompanhadas de citações de outros autores e, se for o caso, de entrevistas feitas com estudiosos do assunto."


É mole!?!?!? Não sei pra que dia é, mas já sei que a Pepsi X vai ter que me ajudar.

E, definitivamente, eu vou falar de algum artista do funk carioca. Nem que seja o funk carioca produzido em Curitiba [o time se escreve com O, a cidade com U]. Já que tem que ser novo, recente e o cacete a quatro, já elimina a consulta arqueológica ao Edu K e subverte mais um pouco a ordem das coisas.

Senão, eu falo do Ludovic...

ps. no final do mail do professor ele se despede com um singelo "Aproveitem o feriado e estudem mais um pouco!!"... COMO ASSIM, DOIDO!?!?!?

 
Tio da Limpeza

Existe um site chamado Banheiro Feminino que eu conheci faz muito tempo. Lá eles têm uma coluna chamada Tio da Limpeza, onde um suposto cara tira dúvidas de úteros aflitos. Sempre aparecem umas sandices, umas asneiras, alguém querendo uma pândega e tals.

Vez ou outra o tal Tio dá uma escapada, mas invariavelmente é alto nível.

Como esse pergunta e resposta aí de baixo. Tem como não morrer de rir?!

LOIRAFALSA escreveu:

TIO DA LIMPEZA, EU E MEU MARIDO SAÍMOS PARA UM BAR COM OS AMIGOS E BEBEMOS BASTANTE. EU, BEBA BOSTA, VOLTEI PRA CASA COM MEU MARIDO E FIZ DE TUDO COM ELE, ATÉ SEXO ANAL. SÓ BEBADA PRA FAZER ISSO MESMO POIS SÓBRIA EU ME SINTO TRAVADA. ELE ADOROU. MAS AGORA MEU BUZICO TÁ FROUXO, NÃO CONSIGO SEGURAR AS BUFAS. ISSO É NORMAL?


Resposta: Uma certa lassidão do esfíncter é até compreensível no dia seguinte. Pode até te ser útil no caso de prisão de ventre. Mas se você foi sodomizada há tempo, é melhor acionar o seguro e procurar um especialista, porque pelo visto você rompeu a junta do cabeçote.

Impagável. Para ler, clique aqui...

Quarta-feira, 4 de Abril de 2007

 
Se liga, maluco...

Cara, fazia tempo que eu não acordava no meio da noite. Eu, tolinho que sou, resolvi tirar um cochilo, pra recuperar meio que o atraso do sono desses últimos dias.

Dormi, velhote, cedo pra caralho, e só acordei quando começou uma chuva muito louca e me acordou.

O fato é que tudo se transforma em desculpa pra não ficar de bobeira, olhando pro tempo. Senão, já viu, né?

Fiquei mó orgulhoso por que a mulher do cara da VIP [cara da VIP = Edson Rossi, mulher dele = Priscila Pastre Rossi], que trabalha na Folha, vendeu [sugeriu como pauta, e foi aprovada] o Mercado da Piçarra prum especial do referido jornal.

Quando o Edson foi em THE [e todo mundo que sabe o que eu vim fazer em Sampa sabe dessa história], levei ele e a mulher dele pra um almoço típico no Mercado, que eles adoraram, tiraram fotos e o escambau.




Amanhã, na Folha, sai esse especial que contou com informações da administração do Mercado, dicas minhas e da Patrícia Vaz, amiga, jornalista e produtora da Rede Globo no PI, que fez, juntamente com o Sinclair Maia e a Francilene Oliveira, um documentário sobre a rotina das mulheres do Mercado da Piçarra, e essa coisa dele ser tào freqüentado de madrugada.

As fotos são da Prefeitura de Teresina. Espero que a coisa fique boa.

Então é isso. Saudade do Mercado da Piçarra [tem muita gente que não sabe, mas essa minha mania de ir tomar café no Mercado da Piçarra vem desde que eu era moleque e ainda ia à missa! Depois da celebração com Cristo, ele me levava pra o Mercado. Mas naquela época eu não conhecia a maravilha de comer panelada às 06h da manhã]. Acordando a essa hora, tudo que eu queria era uma talhada de cuzcuz com caldo de panelada por cima, dois ovos estrelados e um bolo frito pra começar o dia de forma saudável. :P

Segunda-feira, 2 de Abril de 2007

 
tempo tempo mano velho



mais alguém ou só eu tenho a nítida impressão de que essa foto é pré-histórica?

Quinta-feira, 29 de Março de 2007

 
Nada como um cigarro e um copo de coca no meio da madrugada

Tenho um trabalho interessante para desenvolver no módulo de música da especialização. Pensei em levar uma coisa bem diferente, coloquei até a Billie Holiday, minha amiga, pra tocar aqui no pc.

Sem saber meio o que colocar, pensando principalmente sozinho, já que eu estou no meu segundo dia sozinho em casa, decidi levar Bonde do Rolê, com Melo do Tabaco, uma do Portishead, do disco de re-samples e loucuras chamado Toy Box [a faixa dois, VamoNessa] e aquela foda do Teófilo, A volta do Zorro.

Claro que eu não ia perder a oportunidade de mostrar alguma coisa daí. Perguntem se eu não pensei em levar alguma coisa da nelson theresa cafe, e eu bem que pensei mesmo, mas decidi não por conta da gravação ruim que a gente tem.

O bom mesmo é que esse silêncio todo que a Anchieta [eu moro no pé da freeway sim...] me proporciona não me deixa pensar verdadeiramente no que Samanthão [a CB, minha orientadora] me disse à época em que decidi vir para esse lugar maluco.

Ela dizia sempre para que eu não esperasse apenas vencer no jornalismo, mas vencer aqui também. Que se não desse certo com o jornalismo, não queria dizer que não tinha dado certo realmente. E agora, com todo esse ‘silêncio’, eu vejo que a coisa é essa mesmo. Lá na cozinha tem uma pilha de louças para lavar e eu fico pensando que talvez eu só crie coragem de fazer alguma coisa em relação a isso quando não houver mais nada limpo para eu usar.

Assim vamos seguindo, e finalmente penso no que a CB me disse tanto. Vencer aqui é saber que muitas vezes você não escolhe estar em silêncio, você é simplesmente obrigado a isso. Tanto que, para falar alguma coisa nesse apartamento eu tive que vibrar por um gol do Santos contra o Coringão, mano. Imagina aí... Pedro Jansen vibrando com futebol... me lembra as tarde regadas a clássicos no Coronel tomando cerveja, consolando amigos, jogando vídeo game e aí sim, vibrando verdadeiramente [alguém me mande parar de usar advérbios de modo, que eu não sou o Eça de Queiroz...] com os gols da minha tão amada Inglaterra.

E é nisso que eu penso. Estar em silêncio, ouvir música sozinho às 02h da manhã só pode ser coisa de gente que quer mesmo vencer aqui.

Até porque [eu nunca aprendi a usar essas porras de porquês...] hoje eu fui à Abril e o Edson Rossi disse que gostou do meu trabalho e me sugeriu [atentem para o verbo modesto/eufemista] que eu continue dando umas voltas por lá por que sempre vai aparecer alguma coisa para eu fazer.

Ótimo!, tanto que foi eu chegando lá e um dos editores me dizendo que tem uma pauta pra mim. Ou seja, mais um novo freela para Pedro Jansen. E com um passo de cada vez a gente vai chegando mais perto do que se pode chamar de vitória. Claro que eu penso também que é uma grana a mais entrando, que pode pagar minha passagem no fim do ano pra Teresina, ou me ajudar a pagar mais um mês de aluguel aqui em Sampa... porque uma coisa que eu já percebi é que eu tenho me acostumado a essa coisa de ficar sozinho e calado, e que isso faz um bem danado.

Ao contrário do que acontecia antigamente, esses momentos não me fazem pensar mais na minha situação de rapaz eternamente apaixonado pela mesma mulher para o resto da vida já aos 20, 21, 22 anos [por favor, Rosa, não entenda errado...]... Isso é tranqüilo... agora eu passo a pensar mais em coisas para o futuro, as incertezas são de caminhos que eu posso seguir ou não, se eu vou consumir mais cigarros do que venho consumindo [a minha última carteira durou mais de uma semana... sem broncas...]

Junto com esse elogio hoje, o novo freela que eu tenho nas mãos, para entregar até a próxima quarta [eu teria até segunda da outra semana, mas nada da Terra vai me fazer trabalhar enquanto Rosa estiver aqui...], tenho que continuar lendo o tal livro em inglês de teoria da comunicação, ler minhas coisas, terminar um livro curto pra começar outro, ler três coisas ao mesmo tempo, descansando a vista partindo para outro texto [engraçado, o Word acabou de me avisar que esse período ta longo demais... quão bizarro é isso? :P].

Além disso tudo, não posso deixar de contar o artigo de 14 mil toques [coisa de 10 páginas de texto] que eu tenho que fazer, adequar às normas da ABNT, colocar umas citações... bom, já tenho mais de 8 mil toques feitos na labuta grande, acho que agora é administrar o resultado... Ainda tenho que cuidar do outro freela com arquitetos fodões daqui de Sampa que vai render outra grana boa. E ainda tem a minha preguiça habitual, minha honra e reputação de vagabundo, coisas que não se pode deixar de lado... Eu valorizo sim o não fazer nada, o ócio destrutivo, construtivo, criativo, dormitativo... todas essas variações...

Uma coisa que me chamou muito a atenção esses dias é que meus amigos miguxos novinhos tipo Natália, Edson [sim, você vai ser chamado, tô torcendo...] agora estão empregados. Que o Rafa ta no MN, que a Clarissa ta no Medplan, desesperada, a bixinha...

Mas enfim, o ponto não é exatamente esse. O ponto é que eu não me toquei que esse povo ta crescendo [Rafa e Clarissa Joãozinho já tão no fim do curso mané...], sei lá, eu achava que certas coisas ficariam estáticas, mas é óbvio que isso foi algum tipo de constatação sem noção.

Meu receio é que agora fique mais que claro que o tempo ta passando, que o relógio biológico está correndo e que as pessoas que eu vi chegarem e crescerem ali no curso já tem voz própria, interesses seus, idéias suas, todo um conjunto de coisas que eu não esperava encarar. Síndrome de irmão mais velho... tenho que dar o braço a torcer e admitir que meus meninos cresceram mesmo e que agora já fazem parte do outro lado da coisa, da labuta, da pressão, do aperreio... loucuras à parte, é bom mesmo pensar que essa galera boa toda cresceu e que agora pode mostrar seu valor pro mercado. É hora da nova onda, leva de coisas boas acontecendo. Taí, voc6es estão prontos para o mundo. Só façam o favor de transarem de camisinha e tomando pílula, beleza? [sim, o cruzamento de dois métodos anticoncepcionais eleva a efetividade contra o bucho para muuuito perto de 100%]

E eu ainda não encontrei um par de patins tamanho 46...

Quarta-feira, 28 de Março de 2007

 
?????

Será se eu consigo transformar isso tudo em um tema de mestrado!? :S

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Transação da música ‘alternativa’ para o público de massa. Como a comunicação influi nisso?

O Rock iniciou-se como música jovem, revolucionário, mal visto pelas gerações mais velhas e que terminou por tornar-se um fenômeno pop. Isso iniciou-se na década de 50, continuou nas décadas de 60 e 70, passou por uma aceitação maior nas décadas de 80 e 90, para enfim ser tratado como mais um gênero musical.

Como a comunicação incentiva, facilita, promove essa adaptação/transformação/absorção?

Não só com o rock, mas com o samba [no início do século XX], o funk [no fim do mesmo século], forró, música eletrônica... são várias as possibilidades de exemplos.

Esses ritmos nasceram em ambientes específicos e o interesse despertado por eles e para eles faz com que as barreiras naturais [ou impostas] sejam quebradas.

Naturais – local de veiculação/idioma

Impostas – Preconceitos/Limitações sociais

A divulgação [publicidade] e o jornalismo têm participação nisso? Como a comunicação explica esse fenômeno?

Indústria cultural, para a repetição massiva do mesmo conteúdo fragmentado em diferentes grupos e artistas. Quando a indústria cultural ‘larga o osso’ para que a música atinja um patamar em que não há mais contestação da sua ‘qualidade’?

Estudos culturais... como eles agem?

Culturas reprimidas, “diminuídas”, elevam-se para representar seu meio?

Exemplo: bandas grandes de forró que caem de moda migram para outros centros.

Literatura: Mal-estar da Cultura, Sigmundo Freud

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Fez algum sentido? Nem pra mim...

Terça-feira, 27 de Março de 2007

 
Sobre como me fodi...

Sabem, eu nunca pensei que eu fosse estudar tanto. Mesmo que eu tivesse uma vaga idéia de que eu teria mesmo que estudar, eu nunca pensei que isso fosse realmente acontecer, assim, super de verdade.

Aí o que acontece... meu divididor de casa e incentivador-mor Orlando Berti tinha que escrever um paper [um artigo científico...] sobre um figurão da comunicação. E aí tava indo consultar outro figurão da Comunicação... José Marques de Melo...

Sim, o homem é foda [não duvide, leia aqui...], publicou mais de 87 livros, é livre-docente [além de ser orientador dele mesmo, quase PhDeus, ele pode chegar em qualquer lugar e dar a aula que ele quiser... bom, eu sei que livre-docência não é isso, mas eu acho que o Marques de Melo pode isso...]...

A questão é que eu fiz a inocente pergunta... "posso ajudar no paper?"...

Em minutos, minha vida tinha mudado. Passei a ter sonhos estranhos, no outro dia de manhã o homem já apareceu com um projeto de pesquisa sobre o tema que o Orlando [e a Tyci, que tá dividindo o paper com o Orlando e é mestranda da Metodista também... eu sou só bicão mesmo... :P], já indicou leitura, orientou a pesquisa, deu o caminho, fez e aconteceu.

E pra mim, o que sobrou!? Nada de glória, cher amie, não ainda... Por enquanto só fazendo quantificações a respeito do tema em revistas científicas de comunicação num espaço temporal de 40 [sim, eu disse QUARENTA...] anos e ler essa pequena maravilha daí debaixo...

Não, não se assuste... A capinha é lindinha, sim... o livro é bonitinho, sim... ele é TODO em INGLÊS, sim... ele tem 576 [sim, eu disse QUINHENTAS E SETENTA E SEIS...] páginas, sim...






Então... agora é respirar e aproveitar meus últimos dias de vida lendo essa bagaça aí... isso se não me sobrassem textos da Especialização, o freela com arquitetos.... e enfim, toda essa bagaça que torna minha vida em São Paulo nada tranqüila... :P

Se quiser ter o meu tormento em casa, clique aqui para comprar...

Terça-feira, 20 de Março de 2007

 
Do you feel guilty?


Ontem assisti de novo Match Point [filme do Woody Allen com a Scarlett Johansson e outros, todos muito bem]. Complicado perceber como as visões das coisas demoram para se acomodar, como é preciso um distanciamento, ou como eu li em algum lugar, como é preciso um tempo para se afastar do seu objeto de fascínio para poder observa-lo bem.

Esse tempo foi necessário para ver que, além de uma comédia muito maluca, daquelas que você vibra a cada 'piada', Match Point é o tipo de filme angustiante para quem vê pela segunda vez. Na primeira, você está despreparado para as situações, acha tudo engraçado, acha a Scarlett linda só por ela ser quem é... Tem impressões meio que automáticas...

Depois que se assiste o filme e volta-se à película, tudo fica mais doentio. O que na primeira vez, maquiavelicamente se louva ou se ri, dessa vez se tem vergonha. Chris é o típico calhorda, Chloe é a obsessivo-compulsiva, Tom é só um corno mesmo e Nola é o tipo de mulher ciumenta do cão. Chega a dar medo [a mim então...].

Mas o bom mesmo é que Woody Allen tem dois filmes diferentes dentro da mesma caixinha. Na primeira vez, um filme que diverte, que faz suspirar, que surpreende... Na segunda vez, o filme surpreende pela densidade, pela nova interpretação dos fatos, o novo olhar lançado. Faz suspirar, mas por outros motivos. E vai divertir os mais atentos, que não se prenderem a uma leitura superficial do filme.

Sexta-feira, 16 de Março de 2007

 
Ok... GO!

O Edson já foi embora... agora só outro dia.

Fazer o quê? :P

Tomar cerveja, né não?!

 
Cabou-se o que era doce

Pois é, acabou hoje o estágio na VIP. Foi tudo muito bom, foi tudo muito bem, mas realmente, não era um freela fixo. Tinha hora pra acabar.

Era uma semana...

Passou pra um mês...

Aí cresceu pra um mês e três semanas...

E agora acabou.

Pode ser que rolem outros freelas aí pra frente, mas agora cabou-se...

Mas foi BOM PRA PORRA! :D

Rendeu até na imprensa... [com direito a nota no Acesse Piauí e na coluna do Rivanildo...]...

Sei lá o que é isso... De repente, sou um popstar?

[Engana-se quem idealiza demais... é tudo muito bonito, é tudo muito bom, é imprensa nacional, mas é apenas jornalismo, baby... é, aquele negócio que você aprendeu na faculdade, lembra...?]

Vou ali conversar com o Edson pra ver o que rola daqui pra frente.

Quinta-feira, 15 de Março de 2007

 
o que me importa é a beleza interna...
as cordas vocais dela são lindas! :D

A notícia no Uol é antiga... de fevereiro do ano passado, mas acho que ainda tem validade...

Até por que pra mim é uma completa novidade e vi no blog do Sam Drade hoje...

Mas a Scarlett Johansson gravou Summertime, canção de George Gershwin... Eu só conhecia a versão da Janis Joplin, mas até que na voz da mocinha de Match Point ficou legal.





Saca aqui...

 
é nóis na fita, mano!



Pois é. Rafa veio aqui e demos um jeito de chocar a sociedade paulistana... :P nadinha... só macacada!

[mas eu ainda vou comprar um patins! :D]

Tão vendo o Masp ali do lado? Enfim... Depois, se eu tiver saco, coloco outras fotos aqui... o flog tá abandonado por enquanto... tô resolvendo a crise da net lá no apê... aí, enfim, voltamos à ativa! \o/

Terça-feira, 13 de Março de 2007

 
Preciso urgentemente encontrar um amigo....

Ontem, no meio da tarde, recebi uma mensagem no celular. "Ta sabendo que o Rafa tá indo praí hoje?"... Quem me mandou foi Rosa, coisa linda de deus, com um certo tom de inveja de não ter sido ela a primeira a por os pés aqui... Tem nada não, nega, Abril tá bem aí... :D

Voltando ao contato imediato, Rafa estaria vindo pra Sampa, cobrir um evento para o jornal MN... passaria coisa de 20 horas por aqui...

Com o vôo atrasado, estadia já paga e eu morando em SBC, nem deu pra gente se ver logo na segunda. O coração, no entanto, tava calmo, sereno, bom demais.

Ficou pra hoje de manhã... ontem, na saída do trabalho, avisei meu chefe que o amigo que tinha almoçado com a gente em Teresina estaria aqui hoje. "Traz ele aqui...", respondeu ele... não dava, o moço tava com a agenda corrida [e com medo do taxista enrolar ele na volta pra Paulista... :P]. O convite virou abraço, que hoje, no meio, da calçada do MASP, foi dado com muito prazer.

Dos vários amigos que não puderam se despedir de mim no aeroporto, talvez o que mais tenha sofrido [e o que menos tenha sofrido, at the same time...] era ele. Como nunca foi afeito a despedidas, fiquei bem ligado que ele daria um jeito de falar comigo sem jeito. A GOL não permitiu e nem isso rolou. Melhor pra ele, acho, que se poupou do 'até mais' cínico [já que 'até mais' quando se muda para Sampa leva pelo menos uns 10 meses... um pouco demais, não?].

Então, lá no meio da calçada do MASP, depois do abraço, só faltei chamá-lo para uma cerveja... diferente do medo que me tomava conta, de que as coisas ficassem totalmente estranhas, ou que não pudessemos conversar com a mesma empolgação de antes [um mês e pouco ainda não foram suficientes para mudar nosso humor quando estamos juntos...], foi tudo muito bacana.

Descemos a Paulista no rumo da Rebouças... queria levá-lo ao Stand Center, paraíso dos eletrônicos e dos vídeo games... caminho errado, deduzi eu... voltamos, vimos as coisas, as pessoas, duas emas, muitos iPods, descobrimos que decidimos parar de fumar quase ao mesmo tempo... enfim... a cumplicidade de sempre se mostrou igual a como sempre foi. Até nas piadas, nos assuntos, nos complementos de frases, nos olhares, nas fotos [assim que puder baixar eu mostro...]

Enfim... eu via o olho dele brilhar vendo tudo e me sentia feliz de poder estar por aqui e ter como dar um passeio com ele.

Conversamos sobre tudo, sobre o presente da Clarissa [sim, tá com ele e vai chegar hoje de noite... cobra dele...], sobre a Pat, sobre Saramago e García Márquez, sobre o Dhuba e seu TCC eterno, sobre o fato do Marcoréu estar fumando uma carteira por dia [coisa feia, hein!?], exercitamos nosso ódio gratuito, fizemos piadas idiotas e em coisa de duas horas eu me senti MUITO mais feliz, tranqüilo, em paz e completo do que em todos os segundos que já passei aqui em Sampa.

Quando deu a hora de ir pro trabalho, ele me acompanhou até a parada de ônibus e o esperou por uns cinco minutos. O hotel dele é colado ao MASP, eu não disse, né? Pois é. Dei mais um abraço nele, pedi pra ele me ligar quando estivesse indo embora, demos tchau e eu subi no ônibus. Da janela do busão, eu pedi pra alguém cuidar dele, desse amigo que eu amo tanto.

Valeu por ter vindo, Rafa. Valeu mesmo...

Segunda-feira, 12 de Março de 2007

 
Eskimo - Canção pros amigos

Tudo o que eu deixei pra trás
Me traz um vazio tão grande
Me dói demais
Me tira a paz...

Quarta-feira, 7 de Março de 2007

 
Fim do caso

Venho aqui, de forma triste e ressentida, até, dizer que não ajudei a mulher que pediu socorro, polícia e o escambau.

Eu só pensava que ela poderia me assaltar, que aquilo poderia ser um golpe e que na hora em que eu me distraísse e olhasse pro lado, o meu celular seria apenas uma boa lembrança e eu teria que ir fazer um Bo, ligar pra TIm pra cancelar a conta...

Chato, não...?

 
Eita, saudade...




Segunda-feira, 5 de Março de 2007

 
Polícia!

Sexta-feira da semana passada, fiz uma parte do meu caminho pra casa até a Avenida Brigadeiro Faria Lima num micro ônibus, desci na rua Pinheiros, dobrei a esquina e uma mulher aparece correndo e gritando atrás de mim... "Socorro, polícia!!! Pelo amor de deus, alguém me arranja um celular pra eu ligar pra polícia!!!"

O que eu fiz? O que eu fiz?

Respondo amanhã, com comentários...

Sexta-feira, 2 de Março de 2007

 
Sell A Band

O lance é juntar $50.000 [acho que US]...

No total, cada banda tem 5000 partes de $10 cada para vender. Tudo o que se tem de fazer é encontrar 5000 investidores que comprem 1 parte cada um ou, 2500 que comprem 2 partes cada, ou algum mecenas que compre todas as 5000 partes duma só vez! Isso é que era sorte!




Cliquem aí e saquem como é o lance. Espero que dê certo... não custa é tentar...

Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007

 
4a carta

Na parábola bíblica, Babel era a torre que queria chegar aos céus. Diante de tamanha afronta, Deus (ela mesmo, a Alanis) mandou um raio e ZIP!, mudou a língua de todo mundo e ficou cada um falando um idioma diferente.

No filme Babel, a língua é uma puta barreira para todos os personagens do filme. Inglês, espanhol, 'marroquino', japonês, linguagem de sinais, tudo é barreira para que as pessoas se entendam.

Claro!

Na cidade 'babelística' de São Paulo, a barreira é o silêncio. Tal como naquela festa relatada na Bravo! Que li indo para Jeri [aquela, do Paulinho da Viola e do Arnaldo Antunes na capa], capa um está imerso no seu próprio MP3/MP4 que toca até 12h seguidas com a mesma pilha AAA [essas você encontra no Pão de Açúcar por R$ 6,29 o par].

Cada um está imerso numa realidade diferente de sons. Cada um está mais isolado ainda do outro, perdido entre Mombojó, Ludovic e Chico & Caetano [como eu], ou emocore, metal, sampa, rap, hip hop, whatever...

Os paulistas não tem costume de serem tão abertos ou educados [no nosso ponto de vista] quanto nós. Talvez seja o clima, os genes, ou apenas medo.

Eu já falei disso em outra carta, mas é tão marcante, tão presente, que o silêncio nem incomoda mais. Tenho medo de me tornar um deles.

A falta de alguém para conversar, beber a Absolut eu está no meu guarda-roupa ou para apenas dividir o mesmo ambiente faz de mim recluso do meu silêncio.

Imagine você não ter com que ou por que falar durante horas seguidas. Imagine que eu não tenho ninguém para compartilhar os dez filmes que eu vi durante o Carnaval. Já não está doendo tanto assim. E só faz um mês que aqui estou.

Um dia, um pouco antes de começar na Abril, perguntei a um amigo o que eu deveria estar atento quanto aos paulistanos. "Eles são um povo que não acham legal quando você chega querendo abafar. Ouça e observe", disse ele, mais ou menos isso.

E assim tenho feito. É como "Little Miss Sunshine": voto de silêncio e observação. Always.

"Carnaval, Carnaval, Carnaval...
eu fico triste quando chega o Carnaval..."

[Luís Melodia]

Sabe que eu nem fico mais triste? Esse talvez tenha sido o Carnaval mais sereno da minha vida. Saudade? Claro! Mas a cada sessão, a cada filme, pessoas diferentes pediam licença para adentrar minha vida. Cada personagem vinha de um canto diferente, falava de um jeito diferente, pedia uma coisa diferente.

Essa novidade constante, essa coisa de histórias novas em todo canto, me deixava mais relaxado, mais tranqüilo. Cada rosto conhecido que eu não encontro em cada esquina que eu dobro me faz pensar melhor em cada passo que dou.

Uma coisa que me acalenta é que eu leio mensagens de celular, no msn ou e-mails escutando a voz de quem escreveu dentro da minha cabeça, como se ela lesse o texto.

E há vozes [sim, a sua...] que, mesmo não querendo, eu já começo a esquecer. E eu não quero isso. Juro!

Tenho uns postais bacanas para enviar. Do pub irlandês que fui outro dia, peguei 14. Preciso do endereço completo dos interessados.

E, por favor, não me deixe[m] esquecer sua[s] voz[es]. É isso que me enche de alegria.

Pedro Jansen
20.02.07

Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

 
Oscar

Não vou falar nada do Scorsese... nada mesmo. Já ganhou, foda-se o Little Miss Sunshine e o escambau. Ele ganhou, acabou o Oscar, foi-se.

Das minhas 'previsões', só essas do Scorsese se concretizaram... No mais, um puta viva a UMA VERDADE INCONVENIENTE [An Incovenient Truth]. Mais que merecido... se o Al Gore se candidatar a presidente dos EUA eu me mudo pra lá e peço green card só pra votar nele. :P

Ou, se o que o Wilker falou durante o Oscar, de que é hora de alguém no Brasil se atentar para a questão do Efeito Estufa, se concretizar, então eu fico aqui mesmo. :)

Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007

 
Atraso

Sabe como é... eu não tenho internet na hora que eu quero...

Por isso, atualizações atrasadas, e coisas de datas passadas caindo só hoje.

Amanhã, uma última atualização atrasada. Depois as coisas voltam ao seu ritmo normal.

 
Angústia

Embora exista a intenção de relatar impressões a respeito de todos os filmes que vi nesse Carnaval (que já vão em oito), preciso externar agora o que dois deles me fizeram pensar.

Uma Verdade Inconveniente”, filme que estrela Al Gore [o quase presidente dos EUA] como narrador e principal ‘personagem’ do documentário [sim, que delícia é ver um doc no cinema, naquela telona! :D], me fez ter uma angústia enorme dentro de mim, vazando pelos meus poros, sobre o problema do aquecimento global.

São tantos dados, tantos gráficos, tantas fotos “antes-depois” de certas paisagens que se modificaram totalmente com o fenômeno do aquecimento global, que eu realmente [REALMENTE!!!] passei a pensar que NÃO ter filhos é uma decisão muito sábia.

Isso por que a salvação do mundo ‘as we know it’ depende do homem, e de um homem em específico: George W. Bush! Não é demagogia, nem anti-EUA-ismo. Atente bem ao fato dos EUA (e a Austrália também, mas esse é um problema menor) não terem assinado o Tratado de Kyoto. E que sem muitas (todas, caramba!) nações pensando assim, vai ser ‘daqui pr’ali’ o mundo acabar.

De acordo com o doc, basta um parte do Pólo Sul (ou a Groelândia toda, se você preferir) derreter pros oceanos subirem seis metros e comerem a BUNDA! De muita gente, coisa de 100 milhões de gentes, contando por baixo.

E com tudo isso dependendo de um só país, que sozinho polui mais do que o resto do MUNDO! Todo, e que já demonstrou que NÃO está nem aí pro nosso paraíso tropical (e o resto todo também, caralho) ir pro saco, eu prefiro manter meus possíveis filhos longe disso.

A não ser que medidas MUITO sérias sejam tomadas, vai ser complicado ter um mundo legal esperando nossos rebentos (meus, seus, do mundo todo).

O que você pode fazer para contribuir?

- Procurar usar produtos ‘verdes’, que não ataquem o meio-ambiente;
- Diminuir o uso de carros particulares, preferindo transporte coletivo, e que tenha a menor emissão de CO2 possível;
- Caso não dê para deixar o carro em casa, dê carona! Isso evita que outras pessoas queime combustível fóssil;
- Se o carro puder ficar em casa, melhor! Se você tiver bons joelhos, uma bicicleta mata dois coelhos com uma paulada só.

Pode parecer bobagem, pode parecer exagero, mas qualquer coisa que se faça para diminuir o aquecimento global aumenta as chances de cada um de nós viver um futuro estável o suficiente para que nossos filhos possam nascer e viver.

É uma questão de consciência. Pense nisso...

O outro filme que mexeu comigo e com meu estômago, e com a minha cabeça, foi “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”, do Cao Hamburger.

PUTAQUEPARIU!!!

Se você leu alguma coisa sobre o filme, como eu, que pena. Se você não leu, ótimo! Pare aqui e assista antes de ler qualquer coisa a respeito dele.

...
...
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Não resistiu? Tudo bem...

Mauro tem os dois pais. Bia e Daniel. É 1970, no Brasil. Isso significa duas coisas. Você sabe quais, né? Tricampeonato no Mundial de Futebol e o auge da ditadura.

O menino é apaixonado por futebol, os pais têm a maior pinta de subversivos, comunas. Já viu a merda, né?

Enquanto Bia e Daniel fogem para não morrer, Mauro fica com um vizinho do avô paterno recém-falecido, a Copa rola. E o menino espera pelos pais a cada jogo, a inocência de crer em promessas ainda não foi esfacelada.

Pão e circo, CARALHO!

Ditadura de merda! Mais angústia para o estômago. Vontade de chorar, gritar, correr, xingar...

Pedro Jansen
19-20.02.07

 
Um Carnaval para se ficar cego

Quando criança, a antipatia de meus pais pelo Carnaval me contagiou, sendo que há apenas um registro da minha participação infante (antes de se tornar infame, diga-se) nas matinês. Fantasiado de He-Man, o herói da Globo, me divertia a valer no salão do Jockey Club (que no futuro me traria outras alegrias, mais etílicas).

Nos anos seguintes, me tornei um apreciador da paz e tranquilidade do lar, abdicando dos prazeres dos bailes. Creio que fiz bem, já que instituiu-se em mim uma predileção pelos filmes e livros durante o Carnaval.

Hoje, 2007 em voga e ainda a correr, li minha primeira piauí completa durante o Carnaval, e já vi quatro filmes. Só no primeiro dia de festa, o sábado, foram três [Cartas de Iwo Jima, A Rainha e A Conquista da Honra]. Ontem, mais um [À Procura da Felicidade]. Hoje, quantos forem possíveis.

Mas antes de sair para o cinema novamente... um VIVA à Reserva Cultural, na Av. Paulista, 900 e ao HSBC Belas Artes, na Consolação. VIVA!

Pedro Jansen
19.02.07

 
3a carta

Na Bahia já é Carnaval desde o fim de semana passado. Festa dos excessos, dizem. Festa dos prazeres, acho.

Em 2005, pude trabalhar na avenida, entrevistando pessoas, passistas, empurradores de carro alegórico... Pude ver, inclusive, o Bloco Lissosomos, levando maracatu torto para a Marechal Castelo Branco, com uma mocinha vestida de manhã à frente do tal bloco de organelas lisas. Vi também o Coisa de Nêgo e suas cores, seus tambores, suas danças, suas crenças.

Vi muita coisa, comi panelada, e algodão-doce. Pouco dormi.

Em 2006, a Casa de Vovó e o Castelo dos Indecentes foram a pauta, com direito a liseira braba, e ainda assim uísque, cerveja, vinho e outros baratos mais. Teve panelada, Pirata, palhaços, bloco de sujo e muita rave. Fazer buraco no chão, ver o dia amanhecer, a lua, céu, o sol, o mar. Coisas demais.

Dois mil e sete vem para ser um ano igaul ais da minha infância. Sem folia, sem bebida, sem panelada, sem rave, sem maracatu, sem nada demais. Com livros, cinema, shows, coisas diferentes. Com a Paulista só pra mim. Com tempo de ser boêmio, andar de metrô, pensar na vida, tomar chá de cidreira.

Sem passistas, sem amigos, se amanhecer na praia.

Já viram roqueiro sentindo nostalgia de carnavais passados? Que coisa mais louca... Mas vejamos: se eu estou com nostaldia do que ainda nem começou, talvez o Carnaval já faça parte de mim. Vai saber.

Meu bonsai voltou a viver. Está verde, com terra bem úmida, vistoso. Meu quarto (minha mansão), por sua vez, está uma fuzarca que não se entende.

Finalmente desisti que minhas roupas ficassem limpas sozinhas. Já é hora de lavá-las... Só que não agora, não já... Nesse momento, enquanto o Ludovic toca no MP3 Player (essa benção da tecnologia), eu só penso em como as pessoas daqui da pensão devem ser mais solitárias que eu.

Claro que eu também penso em 1001 outras cosias, mas, às vezes, só às vezes, é bom falar da dor alheia.

A colônia piauiense conhecida foi quase toda para fora de São Paulo. E embora ainda haja alguém por aqui, é daddo o direito e o dever de se ficar sozinho. "Uma viagem de auto-conhecimento", disse eu para a Sâmula. Engraçado que hoje eu entrei no MSN e por algum treco qualquer, meu nick do último dia em Teresina apareceu. "Amanhã, 03h, todo mundo no aeroporto para um último abraço", ou qualquer coisa que o valha. E desde pequeno eu sou assim, king of drama. Lembro de uma vez, eu pequeno no RJ e dizer para uma tia minha, um dia antes de voltar para Teresina: "vamo na praia, tia, um último banho de mar". E ela, retrucando ligeira: "último não, meu filho. Você ainda vai tomar muitos banhos de mar". E ela estava certa, embora hoje eu rejeite a praia e seu calor insuportável.

Penso agora, e mais precisamente em um tempo que eu não sei, que eu vou, sim, dar ainda muitos outros abraços. Não há razão para pensar que os poucos que o vôo adiantado da GOL me permitiu dar foram os últimos.

"Nem uma lágrima derramei por você", e eu agora penso que a saudade não vai me levar ao choro. E agora é uma palavra boa para se usar.

Por que na quinta eu conheci a Fernanda, senhora mãe da prima de um amigo, que estudou na UNB em 1970! Ela lutou contra a ditadura e outras coisas mais, E ela é foda, sóbria, lúcida (não no sentido de não-esclerosada, mas de certa do que vê e pensa) e tudo que ela me falou de conscientização, movimento estudantil e afins me fez pensar no CA, nas minhas escolhas e no que eu faço hoje.

Eu gosto de pensar que eu teria lutado, lutado bastante, gritado, bradado nas ruas, jogado pedras, bolas de gude na cavalaria, feito e acontecido. Hoje, algumas coisas me cansaram, simplesmente. Me tornei mais um deles (com ressalva, por eu tenho meus princípios, porra!), mas pelo que a tia Fernanda disse, do alto da sua sobriedade, é que cada momento deve ser respeitado. Se hoje você quer isso e amanhã não mais, desde que isso não mude seu caráter, está tudo bem. Não há certo nem errado.

"Eu não faria disso um problema". E assim a vida segue.

Pedro Jansen
16.02.07

 
BEBE, PORRA!

Dessa feita, é a vez de BH. Estou atrasado e vai demorar até aparecer outros lugares aqui. Vão se divertindo com outras coisas, ora porra... :P

Churrasquinhos do Luizinho

O dono do local começou vendendo churrasquinhos na rua, e hoje é dono de um local com 10 empregados e um espaço capaz de receber até 500 pessoas nos dias mais concorridos.

O diferencial do lugar é que os mesmos 100 banquinhos espalhados pela casa são usados, às vezes, como mesa. Ainda assim, os clientes não param de chegar.

São 12 versões, como o de queijo parmesão, frango, miolo de alcatra e medalhão de lombo, todos com o preço único de R$ 2. Toda segunda-feira, quem pede um espetinho de costelinha ganha uma dose de cachaça.

31 9179 6712

Confraria do Velho Chico

Um prato que faz sucesso é a comida de passarinho, prato composto de mini-almôndegas, jiló em conserva, ovos cozidos e pimenta biquinho), com a porção para quatro pessoas custando R$ 15. O prato ainda vem decorado com folha de couve e é acompanhada de uma pãozinho francês e uma dose de cachaça.

Para beber, cerca de 120 aguardentes diferentes, indo desde R$ 1,70 a R$ 25 a dose.

31 3467 7747/9995 9616

Desde 1999

A casa é cheia de surpresas. O proprietário, ex-dono de uma loja de discos, é quem escolhe as seleções musicais. No entanto, o evento Dj de Verão chama freqüentadores do local para colocarem suas músicas prediletas.

Além disso, sessões de vídeos alternativos, o Loucos por Vinil (uma feira de compra, venda e troca de LPs) e, uma vez por ano, o Guitarra Imaginária, concurso de air guitar organizado pelo bar.

Além de todos esses atrativos, os petiscos e as bebidas também são um grande forte do lugar. Para petiscar, bolinho de mandioca, recheados com queijo ou calabresa (R$ 8 para três pessoas). Outras opções são as porções de quibe (R$ 7), de bolinho de bacalhau (R$ 9) e pastel de angu (de carne ou frango com catupiry, por R$ 5)

Para beber, cerveja! R$ 2,80 a garrafa de 600 ml, e cachaça da casa a R$ 3,50 a dose.

31 9658 1678/3222 5148

Alambique Cachaçaria

A casa é decorada com peças antigas de fazendo, como um carro de boi e uma roda d’água. Além disso, as mesas foram adaptadas de máquinas de costura, barris e pedras. O principal atrativo são os drinques, preparados com cachaça e cerca de 40 tipos diferentes de frutas, resultando em mais de 100 opções!

As mais pedidas são a maritaca (cachaça, limão e hortelã, a R$ 5), o coquetel de morango, R$ 5,90, e a tradicional cachaça curtida no coco, que pode ser servida no copo (R$ 2,90) ou na fruta (R$ 12,50).

31 3296 7188

Baiúca

Como são muitos televisores distribuídos pelo local, os amantes do futebol estão sempre em maioria.

Chope por R$ 2,50. Às quartas, o preço da bebida cai pela metade.

31 3225 5602

Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007

 
Série Lost
ou TOMA CACHAÇA, CARÁI!!!

A vida tem dessas loucuras. Manda você para Santa Catarina, mais precisamente Floripa, sem quê nem pra quê. E ainda mais! com dinheiro no bolso!!!!!

Loucura, né? Pois saque aqui agora, já, nesse instante, duas dicas de bons lugares pra encher a cara!!! ter momentos legais na Ilha...

Bar do Pida

O bar existe desde 1969, e nasceu quase junto com o a Universidade Federal de Santa Catarina [UFSC]. Por isso mesmo, já é ponto de encontro dos universitários e tem serviço extra a cada início de período. Com as comemorações constantes, é comum que o consumo de cerveja atinga as 80 grades, ou, 1.152 litros da loira gelada. Haja sede!

A cerveja custa a partir de R$ 2,75 e para beliscar, R$ 7 pela porção de batata frita.

Botequim

O melhor boteco da cidade, de acordo com a escolha dos jurados da Veja Santa Catarina, que também deram ao Botequim o título de melhor chope da cidade. A escolha é justa: um maquinário especial mantém o chope a –2°C, e o colarinho bem tirado ‘prende’ a temperatura. Nota 10! Cada caldeireta dessa delícia saí por R$ 3,50.

Para comer, a melhor pedida é o ambulante, feito com pernil, verdes e queijo no pão francês, R$ 7.

Há outra oferta muito boa: mentiras. Se a mulher de algum freqüentador por acaso pergunta pelo marido lá no Botequim, é possível que ela escute desde um “não, senhora, ele não esteve aqui hoje”, por R$ 10, até um “não, senhora, não o conhecemos por aqui”, que já fica por R$ 100. Muito útil, hein?!?

 
Sinal fechado

– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
[...]
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
[...]
– Por favor, não esqueça, não esqueça...


Nem que eu não queira, às vezes é impossível não sentir falta de certas coisas que já vão longe...

 
Você não entende nada

Quando eu chego em casa nada me consola
Você está sempre aflita
Lágrimas nos olhos, de cortar cebola
Você é tão bonita


Por que será que todo cigarro que eu fumo me traz arrependimento logo em seguida?

 
Partido alto

Deus me deu mãos de veludo
Prá fazer carícia
Deus me deu muitas saudades
[...]
Um dia ainda sou notícia


É preciso ter paciência para que as coisas possam acontecer. Deus, que é o todo poderoso, fez o mundo em seis dias e ainda descansou um, que dirá um qualquer desse mundo.

Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2007

 
MOTOFREELA Redator




Para participar da categoria MOTOFREELA Redator, você deverá enviar um texto inédito de até 1500 toques em Microsoft Word, espaçamento simples, fonte Arial tamanho 10, respondendo à pergunta: "Como a tecnologia influencia o universo da arte e da música?"

O vencedor que for nomeado Colaborador MOTOFREELA deverá assinar um Contrato de Prestação de Serviço com a Revista Bizz, que será vigente durante 4 (quatro) meses, a contar da data a ser determinada em conjunto com a Revista Bizz.


***

Estou participando com o texto abaixo. Vamos ver se dá certo!


"Como a Tecnologia influencia o Universo da Arte e da Música?"

por Pedro Jansen

Nos anos 90, quando o Titãs lançou o “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, uma música chamava atenção: “Eu Não Sei Fazer Música” trazia versos que determinariam como a indústria da música se comportaria do boom dos Strokes pra frente.

“Eu não sei fazer música mas eu faço/eu não sei cantar as músicas que eu faço mas eu canto”, grita a letra, que aborda frases de efeito. Uma pequena revisão e acréscimo de versos que falassem da invasão digital da música e da invasão musical da tecnologia seria suficiente para se ter um novo hino.

Distantes das particularidades que são os softwares de edição de áudio, o fã, só se interessa em saber em que blog ele vai encontrar o novo disco do Arcade Fire, por exemplo. Assim, quando o Napster surgiu, a música e a tecnologia se tornaram ainda mais próximas e definitivamente inseparáveis.

Difícil acreditar que exista alguém que não tenha baixado uma mp3 na vida. Quantas bandas você conheceu assim? Quantos the next big thing surgiram dessa forma? Uma pesquisa da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI, na sigla em inglês) diz que, pelos números de 2006, as vendas digitais de música já representam 10% de todo o faturamento do mercado. Um bocado, hein?

Falemos do início da coisa toda. O The Strokes grava, em 2001, um Ep chamado The Modern Age. Quatros músicas que singraram os mares e aportaram na Inglaterra, sendo recebidas como a salvação do rock. A razão disso? A tecnologia. Em pouco tempo o mundo todo conhecia o som da banda, graças à uma comunicação viral eficiente. Um boca-a-boca tecnológico.

Voltando ao Arcade Fire, por fim. Ou ao uso da tecnologia. Prestes a lançar seu segundo cd, Neon Bible, a banda usou uma espécie de divulgação que intriga pela interligação de meios. Criou-se um site incrivelmente intrincado, bolou um telefone que ao ser discado nos EUA dá acesso a uma música do disco novo e finalmente postou um vídeo no YouTube com os integrantes da banda usando máscaras e megafones divulgando a data de lançamento do disco novo. Alguém duvida que a tecnologia está amalgamada eternamente à música?

Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007

 
Cega, djabo!

Seguem filmes que quero [e vou!!!] ver durante o carnaval! \o/

O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS
Origem: Brasil
Ano: 2006
Direção: Cao Hamburger
Elenco: Michel Joelsas, Germano Haiut e Daniela Piepszyk
Duração: 110 min
Sinopse: Em 1970, enquanto a preocupação de muitos brasileiros é lutar contra a ditadura militar no país, um garoto de 12 anos quer ver o Brasil tricampeão de futebol. Separado dos pais, ele é obrigado a se adaptar à vida no bairro do Bom Retiro.
Onde: HSBC Belas Artes

FILHOS DA ESPERANÇA [Children of Men]
Origem: Inglaterra/EUA
Ano: 2006
Direção: Alfonso Cuarón
Elenco: Clive Owen, Julianne Moore e Michael Caine
Duração: 109 min
Sinopse: Em 2027, um ex-ativista acaba envolvido numa missão ilegal para transportar uma mulher grávida.
Onde: Shopping Bonsucesso

O HOMEM DUPLO [A Scanner Darkly]
Origem: EUA
Ano: 2006
Direção: Richard Linklater
Elenco: Keanu Reeves, Winona Ryder e Robert Downey Jr
Duração: 100 min
Sinopse: Policial, consumidor de uma popular substância química que divide a personalidade dos usuários em duas, passa a perseguir seu alter-ego, um traficante. Do mesmo diretor de "Waking Life" (2001).
Onde: Espaço Unibanco

O ILUSIONISTA [The Illusionist]
Origem: EUA/República Tcheca
Ano: 2006
Direção: Neil Burger
Elenco: Edward Norton, Paul Giamatti e Jessica Biel
Duração: 110 min
Sinopse: No fim do século 19, um misterioso ilusionista chama a atenção da corte e acaba tendo problemas por conta de seu próprio talento.
Onde: Gemini

PRO DIA NASCER FELIZ
Origme: Brasil
Ano: 2005
Direção: João Jardim
Duração: 87 min
Sinopse: O sistema de educação é analisado neste documentário por meio de entrevistas com estudantes de escolas públicas e particulares de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Pernambuco.
Onde: Espaço Unibanco

O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA [The Last King of Scotland]
Origem: Inglaterra
Ano: 2006
Direção: Kevin Macdonald
Elenco: Forest Whitaker, James McAvoy e Gillian Anderson
Duração: 121 min
Sinopse: Médico escocês viaja para Uganda em busca de aventura e trabalho. Por acaso, encontra o ditador do país africano, Idi Amin, que lhe oferece a oportunidade de ser seu médico particular.
Onde: HSBC Belas Artes

UMA VERDADE INCONVENIENTE [An Incovenient Truth]
Origem: EUA
Ano: 2006
Direção: Davis Guggenheim
Duração: 100 min
Sinopse: Documentário sobre a campanha do ex-vice-presidente norte americano Al Gore para frear o aquecimento global.
Onde: HSBC Belas Artes

VOCÊ É TÃO BONITO [Je Vous Trouve Très Beau]
Origem: França
Ano: 2006
Direção: Isabelle Mergault
Elenco: Michel Blanc, Medeea Marinescu, Wladimir Yordanoff e Benoît Turjman
Duração: 97 min
Sinopse: Comédia sobre um fazendeiro viúvo que, ao saber que na Romênia as mulheres adoram casar com franceses, vai para o país na esperança de encontrar uma namorada.
Onde: HSBC Belas Artes

 
My BigLuck strikes again

Saca o mail que eu recebi indagora...

"Meninos e meninas, as notícias (deixo a critério de vocês classificá-las como boas ou não):

Sexta-feira, dia 16: a gente não trabalha. Todo mundo já sai pra folia.
Quarta-feira, dia 22: reunião de pauta às 15h. Todo mundo cheio de idéias."

Bom, né, claro! Agora é que eu vou cegar mesmo de ver filme! :D

No próximo post, filmes que vou ver nesse carnaval!

 
Série Lost

Se você estiver perdido em Belém, foi obrigado a passar um fim de semana, tá preso na cidade por que seu vôo só sai daqui a um dia, saiba de lugares legais pra ir!

Cervejaria Liverpool

Ambiente todo dedicado aos Beatles, desde a decoração, com fotos e cartazes, até o cardápio. Há, por exemplo, o sanduíche Ringo Starr, feito com pão, salame, carne, queijo e ovo, a R$ 7,50 [os outros beatles também viraram comida, só não sei quais...]. Nunca foi tão fácil ter um Beatle perto de você! :D

Cerveja a R$ 3.

No início da noite acontecem apresentações com voz e violão e a partir das 20h tem início uma sessão de rocks clássicos, incluindo muito Beatles, claro.

Lord Lion Pub

Uma fiel reprodução dos pubs londrinos, com cardápio variado de chopes e cervejas, servindo, inclusive, os famosos copos de chope inglês [verde ou vermelho] em copos de 1,2 litro, a R$ 9,80. Som ao vivo com pop e rock.

Belém é o lugar, hein!? Amanhã, Santa Catarina!

Sábado, 10 de Fevereiro de 2007

 
2ª carta...

Olhei agora no relógio e me confundi. Pensei ter visto 00:00, mas sabe como esses relógios digitais confundem a gente... Já são 00:08.

Caso fosse 00:00, seria a hora convencionada a ser chamada como
“hora do rabudo”. Nem dia nem noite.

Aqui é tudo meio assim... Meio termos...

São Paulo é feita por muitos deles. Outro dia fui ao HSBC Belas Artes, um cinema com boas opções de filme [estava passando até o Lolita do Kubrick, que deve ser bem melhor que a versão que saiu um ano aí...]. Fui assistir um filme pseudobobo, pseudo-sério, chamado Stranger The Ficcion, aka Killing Harold Crick [no Brasil, ele ficou com uma tradução literal do primeiro, “Mais estranho que a ficção”. Bola fora]. O filme em si é bem médio, bom e ruim. Acerta umas coisas, erra outras.

Por isso, ao sair da sessão, o dia ainda era claro [nota: aqui só escurece depois das 20h... mal/bem dessa terra que tem estações do ano], eu queria beber alguma coisa.

Tomei uma Malzebier e ganhei um conselho: “alguém com conversa fiada pra cima de você? Passe direto!”. Fácil entender a frieza dessa terra. As pessoas aprenderam a não dar confiança para os outros na rua. Seja um ladrão [bom!], seja alguém oferencendo uma revista de teatro ou uma feita por/para moradores de rua [médio...] ou alguém pedindo informações [ruim!].

O complicado mesmo é saber que o povo só aprende como vai para o trabalho. Outros tantos caminhos são ignorados. Nem os motoristas de ônibus sabem tudo. Os carros ricos e os táxis para executivos têm GPS no painel. Uma brasa, mora?

Mas esse ignorar é quase compreensível, sabendo que a cidade tem esse tamanho imbecil.

Outro dia fui fazer minha matrícula na especialização. Mais precisamente na quinta passada. A impressão que deu é de que choveu a noite toda, ‘terra da garoa’ é isso aí. Eu estava com meu dinheiro contado. Juntei as últimas moedas para tomar café e comprei um guarda-chuvas com elas. Vamos lá: 350 pila para a minha mansão + 477,27 para a facul. Zero reais para colocar no meu cartão de passe único [que une ônibus e metrô. Em duas horas você pode pegar até três conduções pelo preço de uma, se só ônibus, ou de uma e meio se for de ônibus e metrô. A passagem de ônibus é 2,30]. Peguei o metrô até a estação da Saúde, mas não me pergunte onde fica.

Lá, descobri onde pegava o ônibus para São Bernardo do Campo, onde fica a Metodista. Entrei no ônibus, encostei o cartão na leitora e nada!

O motorista então me diz que a passagem é diferenciada.. R$ 2,80 para 12,1 km. Justo.

Meto a mão nos meus 10 real de segurança [comida ou dinheiro do ladrão, o que aparecer primeiro]. 7,20 me sobram para comprar jornal do ABC para ver os classificados, voltar para Sampa e comer! Impossível. Eu teria que achar uma lotérica para retirar os oito conto que lá ficaram.

Na Metodista, faço minha matrícula, que fica só por 425!!! Ótimo, 50 reais inesperados! Eu estava salvo!!! My great luck strikes again!

“Teresina é com S e não com Z”, digo pra moça do cadastro. “É...? Ta, eu corrijo no sistema”. “Do Piauí, você?”. “É, nascido e formado lá”.

Resolvo tudo e fico feliz, uma alegria fudida me toma, me engole. “PUTAQUEPARIU! Eu vou fazer especialização em Jornalismo Cultural!!!”

Aviso a todos, compro jornal, pego ônibus, chego em Sampa [não se percebe a mudança de uma cidade para a outra...], almoço num botequim, chego na Abril, trabalho, casa. Feliz.

Sexta vem como dia de glória. Centenário de Victor Civita, fundador da Abril, meus cartões dos bancos chegam, salvo meu bonsai da morte. À noite, escrevo, penso, vejo, escuto e vou dormir perto da meia noite.

No meio do sono, sonho com um show do Caetano Veloso. Acaba o show, vou para o metrô e um segundo antes das portas fecharem entra um cara esbaforido. Era o Caê. “E aí, chateado com o show?”, perguntei.

A resposta eu não lembro. Só sei que do metrô eu sabia que estávamos no cruzamento da Ipiranga com a São João.

Aos poucos [de um dia para o outro], essa cidade vai se tornando a segunda melhor da América do Sul.

Pedro Jansen
09-10.02.07

Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

 
1° carta

Lá fora eu escuto a tosse dos carros e o ronco das pessoas [ou seria o contrário?], mas não escuto o som bom da chuva.

Menos mal, eu penso rápido, esquecendo como a chuva e as noites de chuva me são caras.

O problema é que aqui o céu não fica vermelho. É só um cinza sem fim e depois um negrume natural da noite, até o dia amanhecer fresco, ameno e surpreendentemente claro. Até o azul do céu é possível ver, e nuvens brancas também.

E essa foi a coisa que mais me fascinou: essa cidade ainda respira. Mesmo que o rodízio de carros tenha voltado.

Bom mesmo é saber que o mundo vai realmente acabar por culpa do homem e que quando eu estranhava as confusões climáticas ainda na escola, nos idos de 98, não era apenas uma coincidência qualquer. Era o início do fim.

Melhor ainda é começar a perceber que a pergunta “qual é a boa de hoje?” faz cada vez menos sentido. Não se tem dinheiro, não se tem pique, não se tem amigos.

Acho que agora é chegado o tempo de acordar na segunda-feira sem prensar no que será o sábado. Acordo todo dia pensando em milhões de assuntos, para resolver e eu sei que isso, querendo ou não, é amadurecer de alguma forma.

E eu nem ligo tanto. Mal necessário, eu me afirmo até acreditar. Assim como a crença vã de que ladrões dormem do mesmo jeito que os cidadãos de respeito. E também não assaltam na chuva.

Tranquilizador.

Musicalmente, duas coisas andam acontecendo. Uma é que minha grana para comprar pilha para o pen drive acabou. Ou seja, estou sujeito ao total silêncio na hora de dormir. E ai eu penso. Baturité, Parnaíba, Jericoacoara, Salvador, Parnaíba... 2006 foi um ano de viagens, um ano de abraços, de risos, de abraços.

E 2007, por risco escolhido por mim, será um ano de virtualidade, pouca entrega e quase nenhum abraço... Vai ser um ano de muito mais “cordialmente” ao fim dos e-mails do que “abraços carinhosos” ou “te amo”. Claro que esses vão existir em grande quantidade. Mas o primeiro tipo será a virtualidade palpável. A pessoa ao seu lado não te inspira outra coisa a não ser um “cordialmente”.

E a outra coisa que aconteceu musicalmente para mim foi/é que os calos dos meus dedos, de tocar contrabaixo, estão sumindo, fading away... Triste constatação, que dá sinais de muitas outras coisas que não só a falta de um baixo para praticar.

Significa o sacrifício de vender meu baixo e meu amplificador, de saber que eles não me seriam necessários por um bom tempo. Tudo isso dói demais. E a prova disso são meus calos indo embora.

Mas como diz o monge budista... “se tiveres de escolher um caminho entre dois, não pensa no caminho que não escolheu.

Agora lá fora eu já escuto buzinas, tosses mais altas e outras vozes. Não fosse pelo telefonema de minha mãe, eu talvez não dissesse nada até mais tarde, quando chegasse na Abril.

Por que aqui, mais que tudo e todos, o silêncio é sua maior companhia.

09.02.07

Quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2007

 
Tô matrículado na Metodista, porra!

Eu vou fazer especialização em Jornalismo Cultural. ARRASEI!, hã? :D

 
Conquistas

Primeiro, São Paulo...

Depois, o MUNDO! :D

 
PFL vira PD

Parece piada... hahahahahahaha

Você sabe a diferença do Partido Democrata pro Republicano nos USA?

Vamos ao Wikipedia...

*O Partido Democrata é uma das principais forças políticas dos Estados Unidos da América. Foi fundado em 1836 pelo ex-presidente americano Andrew Jackson de um cisma do Democrata-Republicano que foi fundado por Thomas Jefferson em 1793. Durante o século XIX foi um partido de ideologia conservadora como a expansão da escravidão nos Estado Unidos. Mas, no século XX houve uma reviravolta ideológica para esquerda-liberal.

*O Partido Republicano dos Estados Unidos da América, coloquialmente conhecido por lá como GOP (Grand Old Party), é um dos dois maiores partidos políticos nos EUA. O atual Presidente dos EUA, George W. Bush, é membro do partido. O Partido Republicano é considerado o mais conservador dos dois maiores partidos.

Bizarro pensar como as coisas podem ser distorcidas no Brasil[?]... :)

Quarta-feira, 7 de Fevereiro de 2007

 
É uma esculhambação

[ABRE ASPAS] Dona da voz e dos shows???

O ano fonográfico começa sob o signo do envolvimento das gravadoras no esquema empresarial dos artistas que abrigam sob seus cada vez mais frágeis tetos. É tendência irreversível anunciada há algum tempo, já posta em prática por algumas companhias independentes e que, em 2007, deverá começar a ser concretizada também entre as majors. Em bom português, como o mercado de vendas de CDs e DVDs vem encolhendo progressivamente (a queda foi de 25,5% em 2006), as gravadoras vão querer uma fatia do bolo arrecadado com o sempre aquecido comércio de shows.

O argumento é que, se investem nos artistas, com despesas que incluem as chamadas "verbas de marketing", as companhias teriam legítimo direito a uma parte da receita obtida com shows feitos a partir desta promoção. Ora, a questão é bem discutível. Primeiro, porque as multinacionais sempre ficaram com a parte do leão nas vendas de discos e com as próprias obras em si. Enquanto o mercado ia bem, ninguém questionou a (in)justiça dessa divisão que somente visava o interesse das companhias em detrimento do artista, o criador dos discos. Por que mudar as regras do jogo agora? Segundo, porque nem sempre o investimento alardeado pela gravadora surte real efeito.

Caso exemplar é o do grupo Roupa Nova, que, enquanto estava na Universal Music, gravou discos que nunca receberam investimento condizente com a popularidade do sexteto. Bastou o grupo sair da major e abrir seu próprio selo para que suas vendas voltassem a ficar gordas como na década de 80. Seria justo a gravadora lucrar com shows de artistas pelos quais, a rigor, fazem bem menos do que alardeiam? Cabe aos artistas se organizarem para não deixar que o anunciado domínio se estabeleça. [FECHA ASPAS]

Extraído do blog do Mauro Ferreira

É mole ou quer mais?!

 
Das pequenas coisas que agora saem do meu bolso


Papel Higiênico -------- 5,39
Saco de Lixo ----------- 2,05
Escova para sanitário -- 4,34
Prendedor de Roupa -- 4x 1,19
Biscoito Água-e-Sal ---- 1,99
Detergente em Pó ------- 3,99
Achocolatado em Pó ----- 2,89
Leite em Pó ------------ 4,59
______________________________
Total ----------------- 30,00

E é só o começo... :D

Segunda-feira, 5 de Fevereiro de 2007

 
'I´m a grey ghost too'

Não há combinação pior no fim de uma noite [logo vou dormir] do que uma ligação do seu pai com a cena do trato na loja da Ferrari, em Perfume de Mulher.

Não há.

Domingo, 4 de Fevereiro de 2007

 
Caem as máscaras

Dentre as coisas que eu acho toscas está a rinite alérgica. Mesmo assim fui para a balada [é preciso escutar um paulistano falando balada para entender porque eu acho tão ...]. Mas ir para a balada, ou estar na balada não me incomoda. Só é um dos vários costumes que eu não quero internalizar.

E eu, esponja que sou, absorvo algumas coisas. Outras não. E no sábado foi dia do povo conhecer Mangueira.

Sinceramente, acho que perdi um futuro amigo na festa, o potiguar Renan, que ainda deve estar ressacado... :P


cachaça, carai!


Mas muita gente experimentou achando forte, e ele achou suave, como o Jansen do RJ [lembra do Seminário em Jampa, Chico?]. O problema foi ele perder a tampa do celular e achar que assim tinha que tomar a garrafinha toda. :P

Before i go... aviso importante: show do Ludovic dia 10/02 em algum lugar aqui perto que dá pra ir de metrô. e depois de ir e voltar da festa do Curso Abril nesse meio de transporte maravilhoso, é fichinha.

 
Paus, Copas, Ouros e Espadas

Eu não sei para onde eles foram, mas os ases do meu baralho de possibilidades de fuga dentro do que eu penso e do que eu sinto simplesmente sumiram.

Não há nem um motivo em especial. Só há uma certa dormência. Ou uma falta de saco. Não há abertura para que as coisas que eu queria imaginar, as histórias que eu não sei como externar e que eles quatro me facilitavam o caminho.

Assim, eu fico sozinho. Obrigado, Friedrich Wilhelm Nietzsche.

 
Água de piscina

Um dia você vai chegar, mochila nas costas e depois de um abraço e um cigarro, eu vou te mostrar todas as coisas que aqui tem pra ver. Você não vai estar sozinho e a cada passo, cada lugar, paragem, esquina e canto, vento e chegada, e partida e descida e subida de metrô, a saudade vai esvair, cair, quebrar, sumir.

 
Vila Isabel

Eu sou uma pessoa assim quase zero samba. Gosto, admiro, aprecio o violão, a batida, o ritmo. Não gosto nada de carnaval, fato que o meu, do ano passado, foi no trance.

Mas hoje, vendo a matéria do Fantástico da relação dos grandes sambistas e suas escolas, escutando o Martinho da Vila cantar sambas antigos... foi como se um oráculo falasse... Nada demais... não vou agora comprar todo vinil de samba que eu encontrar... o que acontece é esse oráculo veio pra me dizer que dane-se o samba enredo [coisa chata da porra...], mas viva o samba na sua expressão da tristeza travestida de alegria do malandro.

Quinta-feira, 1 de Fevereiro de 2007

 
95% e contando...

Dia cheio ontem, saindo da Abril por volta das 20h30 e chegando em casa lá pelas 22h20...

Corrido dia, com mais de 10 xícaras de café. Deu até tremedeira. Não diga que eu estou exagerando. Foram bem mais xícaras do que isso. Se não for a nicotina, a cafeína vai me matar.

O bom mesmo foi ter descoberto a sala de fumantes do 9º andar da Abril.

“Fumar é uma escolha pessoal e individual. Por isso, essa sala foi feita blá blá blá”... e a parte do blá blá blá que eu esqueci é muito legal. Fala de dar espaço para todos, sem invadir o outro e tudo o mais.

Todos esses aditivos químicos foram importantes para chegar à maravilhosa marca de 95% e contando da lista de uma coisa que a gente está fazendo na VIP e que vocês só vão saber nas bancas... [se eu não tiver contado pra ninguém antes... :P]

No meio de tudo isso, ainda ter tempo de pensar pautas, pensar em outras pautas, pensar no caminho de volta, na chuva, café, mais café, a Cuca falando atrás de mim, o pessoal pensando infográficos FUDEROSOS, as matérias nascendo, críticas chegando, ensaio sendo combinados...

É isso... trabalhar na VIP é muuuuuito mais divertido do que eu poderia um dia sonhar. Bom mesmo.

Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

 
Comida

Durante todo esse tempo em que estou aqui em Sampa, me surpreendi com o fato de ter comido muito bem. Na casa das meninas [Special K e Priscila], muito pão integral, coisas legais pra comer, cevada, frutas... enfim... comi até goiaba branca, dessas que não se vê em Teresina há tempos.

No trabalho, com dois dias de labuta, no primeiro comi num bandejão modesto, de preço interessante, ontem, a editora do Boa Vida, da parte de gastronomia da VIP me chamou pra comer no Bandejão da Abril. Comida boa, rodelas de cebola empanadas, uma coisa maravilhosa. E o arroz integral!? Nossa mãe!

Mas o ponto não é exatamente esse. O ponto é que ontem, depois de atualizar o site do Medplan eu fiquei com vontade de comer umas esfihas [é com H, né?], e como nessa cidade tudo é 24h open, estava tudo muito bem. Só que Igor Pancadão Bento queria muito ir ao McDonald´s. Fomos... e eu ingeri coisa de 3.600 calorias às 02h30 da manhã...

Pra quem achava que já estava perdendo algum peso, foi uma tragédia, hã?

 
Ela

Acabei de ver a Scarlet numa blusa colada de cor bege escuro, que realçava bastante seus... seus... seus olhos... ;D



Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

 
Paciência

Eu sei que há uma ânsia por notícias, mas eu juro que um dia eu conto tudo em detalhes.

Por enquanto, drops entre uma respirada e outra...

:D

 
Meu trabalho, minha sanidade

Pra começar, vou rasgar logo de cara, assim, sem nem pensar duas vezes, que eu sentei do lado da Cuca da VIP, que responde as perguntas sobre saúde e sexo. Pra mim não é grande coisa, não faço grande caso, embora ela seja mesmo muito bonita. E doida! Disse que o sonho dela é andar numa maca com um protetor cervical no pescoço... :P E eu achando que conhecia gente doida.

Bom... as duas ocupações que eu tenho que desenvolver nesse período de um mês, inicialmente, são bem simples.

Numa lista de 175 nomes, eu tenho que procurar e-mail, telefone e entrar em contato com a maioria deles para convidá-los a fazer parte de uma pesquisa que a VIP está desenvolvendo. Detalhe: esses nomes estão espalhados pelo Brasil inteiro.

Noutra ocupação, tenho que catalogar bares legais [legais no estilo VIP] de todo o Brasil, pelo menos um de cada capital e cidade com mais de 400 mil habitantes. Estou ralando também. Bastante, inclusive. Se você souber, no entanto, de um bar diferente e muito legal, manda a dica pra mim, por favor!

 
Das andanças, ônibus e carona

Alguém por acaso percebeu a minha total falta de tempo para atualizar o blog e o flog?

Pois zé... nada mais justo, já que eu não me acostumei ainda com as dinâmicas daqui. Agora aproveito o horário da VIP que é estranhíssimo [das 10h30 às 20hh] para escrever umas parcas impressões do que estão sendo meus dias.

Difícil dizer o que eu mais gostei do meu primeiro dia na VIP. Como eu cheguei MUITO cedo, às 07h30, pude ver todo mundo chegar, inclusive a galera que fica nas recepções [o esquema de segurança é mutcho loco... já paguei de capial milhões... :P].

Chegar cedo me fez ver a chuva caindo devagar, caindo com vento, caindo um pouco mais forte, o sol abrindo um pouco... nada de muito novo, óbvio. A chuva faz isso desde muito tempo, mas me parecia uma coisa totalmente nova, por que eu sentia f-r-i-o! É... estranho pensar nisso, já que o mais próximo dessa sensação que eu estive foi nas tardes em que os dois aparelhos de ar condicionado do MEDPLAN ficaram ligados...

Chegar cedo também me fez ser confundido com a galera que chegou para o Curso Abril de Jornalismo, que iniciou no mesmo dia do meu estágio [trainee]. Não me senti muito bem, mas dane-se, eu tô na VIP.

Então, foi muita espera, joelho doendo de ficar em pé, quando finalmente pude subir. Playboy, VIP e Men´s Health estão no mesmo andar, e quase na mesma big sala. Encontrei o Edson Rossi, editor da VIP e assim foi conversa, explicação, apresentações, gente legal, meio receptiva, educada, até... Um luxo, já que todas as idéias que me fizeram ter era de que eu seria massacrado [embora, na descida pro almoço, uma pessoa tenha dito que fazia uma brincadeira na redação, dizendo que eu era da Piauí... quem me dera! :D].

Agora espere o próximo post para saber como é meu trabalho.

 
Sono

Descobri por que em Teresina eu não fazia questão de dormir... como lá é o lugar mais próximo do inferno Equador, o calor é insuportável. Aqui está putamente e lindamente nublado e eu poderia dormir o resto da vida, se não estivesse quase atrasado pra VIP. FUI!

Sábado, 27 de Janeiro de 2007

 
Começo do recomeço
ou sessão diarinho

Vamos por partes.

Sai de Teresina 25 minutos antes do horário previsto. O AVIÃO ADIANTOU!

Eu, que nunca tinha visto isso, deixei mil e uma pessoas na mão, sem despedida. Acontece.

Quem tava lá desejou sorte pra duas vidas inteiras e foi muito muito muito bom sentir todo esse apoio.

Obrigado a todos que quiseram ter chegado a tempo, os que ligaram, os que, enfim. Obrigado a todos.

Entrei no avião, agonia de subir e o avião não explodir, chegamos em Fortaleza em 47 minutos. Logo depois, coisa de 3 horinhas e um bucainho, chegamos em Sampa. Ou melhor, cheguei.

Mudei de aeroporto, peguei um táxi e logo [uma hora e meia é pouco aqui, sabiam? ow saudade do Amarelão!] estava na Rua Pelotas, XXX, apê XX, com minha amiga Karine, tomando uma cerveja que me surpreende, uma moça chamada Itaipava [que anuncia naquela revista da Editora Abril, a Vip!]

Cerveja boa, amarga, 'fraca', mas legal. Descemos, para ir à Paulista.

Comprei uma carteira de Malboro e assim seguimos, caminhando pela Vila Mariana, que é um bairro hiper-foda! Tem de tudo de mais legal. Árvores, ruas estreitas, de calçamento, casinhas com varandinha e quintalzinho. FODA!

Não precisei de jaqueta e já aprendi: para a Paulista, pegue o Vila Gomes. E a Paulista é foda. Pra ter uma idéia [momento capial] tem DUAS CAIXAS ECONÔMICAS!!!!! Nunca vi tanta fartura de Caixa Econômica num lugar só...

E é porque a Paulista é como se fosse a Frei Serafim meio crescidinha... :P

Vi emos, rappers, skaters, e toda a fauna possível e imaginável. Melhor que isso só a Picadilly Circus.

Como diz minha amiga Karine, São Paulo arrasa.

***

Mas como a saudade arrasa também, queria muito que você todos estivessem aqui. Sim, você, você e até você. A cidade é foda, o clima é foda, os lugares que eu já vi são fodas, não resisti a levantar a cabeça e cegar tentando ver o topo dos prédios... São altos, são fodas, a galera anda de terno na rua e não fica pigando suor. Aqui é linfo. FOda mermo.

O clima me conquistou e isso já ajuda pracaralho. Acho que as coisas vão ser boas por aqui.

Ou como diz a Samantha CB, 'vai dar tudo certo, sim! Eu sei!'

Mais tarde, fotos, texto maior, mais coisas... sei lá... quem quiser saber alguma coisa pergunte. Não sou bom de contar as coisas assim não. :)

Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007

 
Dor

Gal Costa - Três da Madrugada
[Carlos Pinto/ Torquato Neto]


Três da madrugada
Quase nada
A cidade abandonada
E essa rua que não tem mais fim

 
Links

Uma coisa precisava ser arrumada no livro.

Quando fiz o texto, tinha que diagramar. E eu não tinha mais sanidade para isso. Nem para revisar.

Mas como, para todos os efeitos, só eu e minha orientadora poderíamos ter trabalhado no livro, alguns créditos ficaram de fora.

Nova versão, atualizada e, por deus, completa, nos links abaixo [e na lateral, permalink, também]:

Fábio Lima I

Fábio Lima II

URL 1

URL 2

URL 3

URL 4


Só para constar, os créditos que faltam são os seguintes:

- Rafael Campos na correção
- Projeto Gráfico elaborado por Dario Mesquita e Pedro Jansen
- Diagramação por Dario Mesquita

 
"Hoje eu vi a Pri na escola..."

Engraçado...

Você pode falar o que quiser, pode falar até que virou diarinho, mas é coisa rápida.

Estou indo embora. É difícil acreditar no ritmo que as coisas tomaram nos últimos dias, mais difícil ainda reagir à forma como as coisas aconteceram ao meu redor.

Se há uns dias eu sentia umas palpitações no peito, uma coisa de não saber bem como me comportar com aquelas pessoas que eu sei que são minhas irmãs, mas que para mim, naquele momento, me parecem tão estranhas.

E na verdade, é só mais um passo.

É ir, porque é preciso, já que não dá pra viver aqui. Seja pelo calor, seja pelo atraso, Teresina não é lugar para gente que quer mais. E eu quero muito mais do que Teresina pode me oferecer.



Assim, deixo aqui, com o peito apertado de drama bobo e saudade boa, uma porrada de amigos, amores e principalmente, ela.

Deixo aqui porque nem todo mundo precisa ter a coragem [uns chamariam de precipitação] que eu tive/estou tendo. Para conseguir vencer é preciso mais do que uma mãe afim de manter você nos primeiros meses na "melhor cidade da América do Sul", como não poderia dizer melhor, dentro de um chavão, Caetano.

Assim, como eu vou vencer, a casa vai estar logo logo aberta a todos os que quiserem ver e viver em S···ampa.

Mas como agora eu estou perdendo tudo que eu tenho, desde as cuecas lavadas até o pôr-do-sol mais lindo que eu já vi, acho que posso me permitir algum tipo de saudade sofrida.

Obrigado.










foto de ana jansen

 
Iogurte

Tu curtes?

Experimenta!

Ou melhor, saca a fofura completa...




Amostra grátis...

Diz no site...

"Experimente nossos iogurtes e nos mande uma idéia para a gente aumentar essa lista.

1. A gente só usa produtos frescos e naturais. As frutas, por exemplo, chegam fresquinhas e nós é que despolpamos.

2. Na porta da nossa fábrica tem escrito: 'proibida a entrada de conservantes, corantes, anabolizantes e outros antes'.

3. Somos a única empresa de bebidas que usa açúcar demerara. Que é muito mais saboroso e tem muitas vitaminas maneiras.

4. Nossa embalagem é totalmente reciclável e nossa tampa é feita de resina atóxica. Ecologicamente correto, não?

5. Nossas vaquinhas são tratadas como animais sagrados, e não impomos nenhum sofrimento animal na hora de ordenhá-las.

6. Nossa cultura láctea vem da Dinamarca, igualzinho ao Hamlet.

7. Dentro das nossas garrafinhas você não vai encontrar nenhum vestígio de glúten, x-tudo-com-fritas, ou croquete de camarão.

8. Ao contrário de três pratos de feijoada, depois de tomar uma garrafinha de do bem, você pode praticar esportes naturalmente.

9. Juntando 10 garrafinhas do bem, você pode reunir os amigos e jogar boliche. Use, de preferência, vazias.

10. Porque amamos o que fazemos e adoramos ver todos se alimentando bem."

Não é fofo!??!?!

Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007

 
Despedida

Torquato era um artista completo. Além de poeta, letrista, cineasta e ator, era gente que tinha uma maneira peculiar de expressar sentimentos.

Um dia, descobri uma coletânea fantástica, linda, coisa boa demais que saiu pela Dubas Música.

Eu conhecia muito pouco, queria tocar "A coisa mais linda que existe" com a Bedtrip Clube, enfim... o mundo era outro e eu não tava indo embora.

Mas hoje as coisas mudaram todas de novo e eu vou indo. Sexta-feira eu passo a ser um legítimo invasor de Sampa.

Faltam dois dias e eu, não sei se pro bem ou se pro mal, estou contando os minutos.

"desde que saí de casa
trouxe a viagem de volta
gravada na minha mão
enterrada no umbigo
dentro e fora assim comigo
minha própria condução"

 
Em tempo II


assim é que se escreve bon-sai em kanji, os ideogramas japoneses!

 
Árvore




Bonsai significa "árvore em bandeja".

"No entanto, o mero fato de uma árvore estar em um vaso raso não faz dela um bonsai. Um bonsai é uma réplica artística de uma árvore natural em miniatura. É essencialmente uma obra de arte produzida pelo homem através de cuidados especializados." Texto retirado daqui!

E eu ganhei uma do meu amor!!! :D

Quando minha máquina estiver de volta, mostro ele no flog! :D

Best gift ever!

Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

 
Rap

Eu nem curto muito rap, mas saca só essa música, que legal...



A coisa toda é bem feita, bem produzida, e o melhor, é super bacana de se ouvir.

O endereço do cara é este

 
Lembranças

Hoje eu tava fuçando os arquivos do meu pc e encontrei isso!

Nada além de um disco que beira o fantástico antes de ser tosco apenas... Como muitas das coisas da nossa vida, só damos o valor devido depois que a perdemos.

Assim foi com esse disco de Chico Anysio e Aranud Rodrigues, que parodia Caetano Veloso e os Novos Baianos.

É tudo tão lindo e fantástico, e lembra tanto a minha infância que... enfim... vão escutar, vão...

Querendo mais info sobre eles... clique aqui!

Duas músicas que eu não posso deixar de falar sobre são 'Folia de Rei' e 'Dendalei'

"E aprendi a nova lei
Alegria em nome da rainha
E folia em nome de rei!"
[folia de rei - domínio público]

Mesmo tendo uma conotação e afimação da Igreja Católica, é uma música foda, com um arranjo caipira muito do chique. Belo mesmo.

"Sou fã da viração do vento
Sou fã do livre pensamento
Sou fã da luz do nascimento
Sou fã aqui do melhor momento"
[dendalei - baiano e os novos caetanos]

Mais louca, mais foda, mais tudo, essa é uma música que se precisa conhecer. Sério.

 
Hey, Oscar!

Não me interessam os hypes, as previsões, e quase nenhuma indicação.

De toda a lista dos indicados ao Oscar, me interesso que ganhem:

- "Os Infiltrados", como Melhor Filme
[Sifudê, que filme do caralho!]

- "Os Infiltrados" (Martin Scorsese), como Melhor Diretor
[Fala sério... O homem tem que ganhar!]

- Will Smith ("À Procura da Felicidade"), como Melhor Ator
[Não vi e já chorei. Se o trailler é aquilo, o filme deve ser a história de preto mais foda do mundo.]




- Penélope Cruz ("Volver"), como Melhor Atriz
[Jesus Cristo, o que é essa mulher em Volver!?]

- Mark Wahlberg ("Os Infiltrados"), como Melhor Ator Coadjuvante
[Sim, ele é mau, ele é nojento, ele é foda!]

O resto é lorota, não me interessa, fodacê.

Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2007

 
Perfeito!



Quando eu vi isso aqui, fiquei boquiaberto... a MTV Brasil fez uma 'coisa' parecida, mas eu não recomendo...

 
No dentista

Nunca tive muita crise com o barulho do motorzinho da minha dentista, a cordialíssima Helena Queiroz [mãe de um grande amigo de Dio, olha só como Teresina é um c*u]. Daí que das últimas vezes que eu fui lá, me surpreendi com o pouco trabalho que dei a ela. Dessa vez, foi coisa rápida, coisa linda e coisa um pouco dolorosa.

Tava lá xingando todos os antepassados dela, e desejando que no futuro as pessoas venham para o nosso meio com dentes indestrutíveis e deixem essa corja toda desempregada [é, doeu pra caralho...], quando ela terminou o serviço. Saí do consultório, fiquei esperando o orçamento para saber quanto eu ficaria mais pobre e quanto ela ficaria mais rica, quando uma das recepcionistas e ajudantes dela veio me perguntar sobre... sobre... sobre... o meu livro! :D

"Cê tá lançando um livro, né? Online...?"
"É... :)"
"Eu vi a reportagem. Gostei bastante. Depois vou baixar o livro! :)"
"Ah, que bacana! Brigado! :D"

Eu tenho medo do poder da TV... :S

O que me lembra a reportagem da TV Clube, que conversou comigo na quinta-feira. Impressionante como a velocidade da notícia [ou o despreparo mesmo, vamo rasgar logo aqui...] fazem com que um repórter procure um entrevistado sem saber nem do que se trata a entrevista. Só existe uma idéia vaga. Não há um aprofundamento, as perguntas são vazias, curingas, não saem da mesmise. E ainda existe uma má vontade filha da mãe, com direito a bufadas, caras-feias e o escambau.

Ainda assim, pelo que o povo tem me dito, saiu uma reportagem bacana.

Eu tenho medo do poder da edição.... :$

Acaba não, mundão. Num acaba não...

 
Repercussão

O deus ex machina: quando o rock teresinense surgiu do nada já foi mostrado, debatido e criticado em diversas páginas. Coleto aqui novas citações.

Tem pequena matéria aqui, uma notinha do amigo Magalhães aqui, um pequeno registro aqui.

Vale lembrar que o FábioLima colocou novo link para download do livro no seu blog. Para quem não conseguia antes, agora mais uma opção, clicando aqui.

 
Utilidade pública

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Bonito, né, mangar da tosqueira alheia?

Domingo, 21 de Janeiro de 2007

 
Sétima

Quer uma revista eletrônica fodona em cinema?

ContraCampo

As principais novidades, artigos, resenhas, filmes e afins. Fastástica!

 
MIPDIPI

Aproveitando o lance do iPod Nano de preço impossível no Brasil...

Manual Ilustrado para Pessoas Desprovidas de Inteligência, Possuídoras de um iPod. Tem nome melhor!?



É por que vocês não leram o manual da Amanda Mafra. Sarcástica, irônica e clara na medida certa, é um ótimo link pra se passar pro chefe que não sabe o que é porta USB... :P

 
Eu não Podo



Depois de ter agitado o mundo da música, o iPod finalmente está abrindo caminho pelos mercados monetários globais, e o Brasil é o lugar mais caro do mundo para se comprar o aparelho, segundo pesquisa realizada pelo banco australiano Commonwealth Bank.

Não é por menos que eu não tenho meu iPod ainda... maluco que sou, quero o maior, o mais fodão... e esse, claro, que custa mais caro. Mas eles são tão lindos......... =]~~~~~~

Aiai...

Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

 
Deus ex Machina - again and again and again...

Azar o seu, querida é o blog, que falou bem do livro, colocou link, apoiou a idéia, deu idéia... o escambau.

E a sorte é minha, que posso contar com uma divulgação tão calorosa dos meus amigos e conhecidos. :D

Só me resta agradecer: obrigado! :)

 
Não confunda

Que bom é lembrar de antigos sites. A gente volta e sempre tem uma novidade.

Como eu tava falando com o Rafa outro dia, se você não vai até a informação, ela vem até você.

Fui lá no site do Mombojó e descobri que o violonista e cavaquinista deles, o Marcelo Campello [não é o Marcelo Camelo do Los Hermanos não, ok?], lançou um álbum chamado Projeções.

Nome bom, capa boa, MySpace na área... Só falta escutar, que aqui no trabalho não rolou.

Mais tarde [bem mais tarde] uma crítica do disco.



foto de Adelaide Ivánova






***
ps: eu ia até falar do PIPOP, mas já gastei saliva demais com eles...

 
Não fique nervoso...

Recebi o primeiro disco do Nervoso [artista carioca hiper-importante para a cena de sua cidade, tocou com várias bandas fodas e, à época, sem o '& os Calmantes'], Saudade das Minhas Lembranças faz tempo. Tava no jornal O Dia ainda. Era bom, meu amigo. Bom demais mesmo...

Aí terminei perdendo a bosta do cd lá em casa, coisa de gente tosca. Depois ele lançou um disco de remixes, chamado Lembranças de Minhas Saudades

Mas como eu sou bonzinho, catei esses dois links pra deixar aqui no blog e lembrar de ouvir quando fora caçar os comentários nos posts...

Nervoso
Nervoso atacando de dj... rola até uma versão de Deixe-se Acreditar deles.

Nervoso & Os Calmantes
Nervoso bom duma porra, aquele rock coisado e a voz negoçada. Bom, meu amigo.

 
Nasty



ai, doutor, que dor...

 
Eskimo

Eskimo


Mal posso esperar ter 10 reais sobrando pra comprar o EP deles.

 
Blues

Hoje tem Clínica Tobias Blues no EREA.

Sorte de quem conseguir entrar e de quem do encontro conseguir ver. Showzão!

 
Recados

Eskimó - Canção pros amigos

Tudo o que eu deixei pra trás
Me traz um vazio tão grande
Me dói demais
Me tira a paz

[...]

Existe um tempo pra ficar
E um tempo pra partir
Me perco
Achando o tempo de por fim.


eu. eu vinha. eu vinha andando. pa-s-so-a-p-as-so. devagarzinho. um calor do cão.

eu vinha assim andando como quem não quer nada e passei por um hospital. ai eu pensei assim... "quanta gente deve estar sentido mais dor do que eu, hã? que puta egoísmo..."

e eu não sei exatamente se estou sendo egoísta, justo, verdadeiro.

eu só queria que essa palpitação passasse...

 
Mídia

Complicado. Fui ensinado por diversos professores e colegas de curso que o jornalista escreve a notícia, mas não é notícia.

Geralmente essa frase se encaixa quando o cara tá se achando, querendo aparecer mais do que o fato. No meu caso, eu só não sei como proceder com isso.

Ontem, durante uma palestra do ex-acadêmico de jornalismo, humorista e vereador João Cláudio Moreno, uma pessoa me reconheceu.

"Tu é o cara que lançou um livro na internet, né? Como eu faço pra comprar?"

Lá vou eu explicar que a cópia custa 65 pila, que coloquei na net e o caralho a quatro.

Juro que não sei lidar com essas coisas. [Natália, vá a merda que essa porra não tá virando diarinho coisa nenhuma. Essa é uma discussão salutar e saudável! :D]

Assim, prefiro uma divulgação que não exponha tanto a minha imagem, mas sim o lance do livro. Dessa forma, dois bons rapazes [esse e esse outro] colocaram singelos links em seus blogs levando ao download do livro. Melhor que aparecer na TV para falar dele.

 
Em tempo

Show bom ontem, com pouquíssimas pessoas, uma oficina que começou às 23h [e era interessante, sob certo ponto de vista...].

Mas eu já cansei de arrumar shows alternativos pra banda e ficar nessa coisa de 'cara, me dá aí uma água!'?

Estamos começando? Sim.
Tocamos só músicas próprias? Sim.
Não temos vontade de tocar cover pra rolar uma grana nas boites? Sim!

Mas também não precisa pisar na garganta. Não se recebe cachê, nem o show começa na hora.

Ê vidão bom... ¬¬

 
Velharia

Conheces Módulo 1000? Marconi Notaro? Talvez Ave Sangria? Não? E que tal Spectrum?

Ok, essa não foi uma tentativa de ter orgasmos múltiplos nas respostas negativas, como o bom indie que me taxam faria.

Superando a falta de conhecimento, tudo isso que eu falei aqui é brazuca, feito com esmero [para as condições da época] e flerta com a psicodelia que tanto me atrai. Os quatro exemplos que eu coloquei acima só chegaram até através do ótimo Brazilian Nuggets, blog que posta antigos LPs raríssimos de música nacional para download. E como não se sabe quando será editado uma nova versão dos discos do Damião Experyença [dono de um disco que eu ainda não ouvi, mas que só pode ser lindo, chamado "Chupando Cana Verde e Cheirando Alho no Planeta Lamma"].

Na boa, se você quer conhecer um pouco da nossa música obscura, esse site é o canal. Eu ia até dizer que tem um disco do Alceu Valença lá que é lindo. Só que o link sumiu.

Mas você, como bom interessado, vai puxar muita coisa, pirar demais, e ainda ter em casa a trilha sonora desse 'filmeco' aqui...

obs: todos os links feitos aqui foram retirados do próprio Brazilian Nuggets.

Quarta-feira, 17 de Janeiro de 2007

 
Problemas

Nada é perfeito. Nada!

Ao mesmo tempo em que o Haloscan, provedor de comments que utilizo há século, oferece uma forma de você moderar os comentários na sua página, ele começa a dar pau do nada. ¬¬

Então, se aparecer uma mensagem como a de baixo quando vocês comentarem, relevem. É só aguardar o tempo d'eu aprovar os vossos comentários e eles vão pro ar. Beleza?



Clique aqui para ver esta imagem ampliada



colaborou Clari Ssapoty.

 
PAN 2004 - Rio candidato

Eu acho que tem gente atrás de confusão... olha só o que está na capa do Uol.

COB proíbe transmissão ao vivo dos Jogos Pan-Americanos pela Internet

da Redação - em São Paulo

Comitê do Rio-2007 vai na contramão da história, impõe limites para os sites, veta transmissões ao vivo pelo computador e centraliza distribuição de conteúdo multimídia em seu portal, imitando o COI. Para Abranet e UOL, a decisão é "absurda".


Como será remar contra a maré?
para ler a matéria completa, clique na figura acima

 
Deus não dá asa a cobra

Dá mesmo não. Se eu tivesse mais dinheiro [e não estivesse indo embora pra São Paulo] eu já teria comprado mais dois livros [para entender minha obsessão, favor ver dois posts abaixo].

Um é esse: